Love for Humanity?

[...] Neither God nor a bhakta ever love human beings as such. You better leave this sentimental nonsense to others who want to flatter man and his vanity. There is no passage in the Shastrams that is about "man". It is about the atma under the human covering, whom the bhaktas bestow Grace by giving him bhakti through the words of the Shastrams.

The Shastrams teach the atma's principal responsibilty for his own destiny and reject the idea of a God who becomes sentimental due to the different sufferings of man and the creatures in general. God's goodness does not consist in confirming man in his erroneous conception that he is meant to be happy or unhappy but to make clear to him – through the Shastrams – that man, woman, animal, plant, etc., is misunderstanding and ignorance. After all, man is only a transition, an intermediate stage.

It is not the endeavour to attain knowledge of the atma that brings about auspiciousness, but serving Love of God. The tragedy of the atma begins with his turning away from God. This is the tragedy that concerns all living beings in the universe, not only man. But it is only when the atma receives the covering in the form of a human frame, and only then that he can tread the path of serving God for the sake of His joy. In the course of the cycle of births and rebirths it is very rare that the atma receives the human frame and it is only in this frame the atma receives the boat that can cross the ocean of ignorance – with the guru as helmsman and bhakti as favourable wind.

To believe in the existence of GOD and what the Shastrams say about Him is no qualification for the path of bhakti. There is only one criterion of being eligible or not: a firm confidence followed by the firm resolve to act accordingly – that the meaning of life is to serve Bhagavan, to serve with the purpose of serving for His sake, serving as the means and goal, quite regardless of one's own happiness. To be turned towards God with the intention to serve – that He is the centre and focus of all thoughts and actions, this is the true emancipation from the real bondage of selfishness, to be a slave of one's own desires. It does not matter in which corner of the universe or under what circumstances the bhakta has to serve God, he is happy whenever he receives the greatest Grace and compassion, which consists in the ability to think, feel, live and die for His sake. [...]

Svami Sadananda Dasa, Corrections

The Railway Station by Swami Sadananda Das.

The Railway Station


[…] There are people who walk around at the railway station without a ticket and the intention to take a train – such whose only interest is to see what is there. There are many who treat religion in this way.
Others take a seat in the next train, without a ticket, without knowing where the train is heading – people who walk a path with blind faith.
Others walk only a part of every path, and then they turn back again.
Others talk others into believing that only their train is the right one, and only their ticket is the true one.
Others say that it that doesn’t make any difference which train one takes – all trains have the same goal.

People don’t understand that there are many paths and many different ways of realization of Bhagavan’s nature, and that every path, every ticket and every train lead to a certain mode of Bhagavan’s nature, His being.
There is taratamyam, different modes of intensity and extensiveness, and a great variety, vaicitrita or vaicitryam, in Bhagavan Himself, and accordingly in the atmas of the bhaktas, jnanis etc.; and in the nature of their sadhanam, i.e., their individual way of approaching Bhagavan.

Now – it is not only so that each and everyone considers his own way of serving Bhagavan to be the best, but Bhagavan loves each and everyone the most – if he only wants seva, to serve correctly.
This is something which no other being than Bhagavan can do – to love everyone the most, but since everyone only knows his own special approach, he knows that his service gives Bhagavan joy. There is neither contest, envy nor ogling at what others do there.
The atma is anu, i.e., infinitesimal. He can only know and serve Bhagavan in one way. […]

Svami Sadananda Dasa, letter

O perigo do pré-julgamento.



Daksha não pôde reconhecer o Senhor Shiva como um devoto do mais alto calibre. Ao ver que Shiva usava ganja, se cobria com cinza de crematório, tinha uma cobra enrolada no pescoço e bebia veneno, ele logo deduziu (especulou) que o maior Vaishnava- Shivaji era simplesmente uma pessoa louca. Devido á esta ofensa, Parvati (Sati) suicidou-se e por isso Shiva ficou irado, cortou a cabeça de Daksha e instalou uma de bode em seu lugar.
Gadadhara Pandit realizou o passatempo onde ao ver o Vaishnava puro Pundarika Vidyanidhi cercado de mulheres o abanando, sentado em um trono dourado, vestido com roupas caras e fumando uma ruka muçulmana, ele pensou se tratar de um desfrutador. No dia seguinte, a mando de Sri Chaitanya-dev, Gadadhar Pandit voltou até Pundarika e viu como ele desmaiou ao chão em êxtase ao escutar um verso do Bhagavat e o aceitou como Guru, se redimindo da ofensa do dia anterior.
O líder dos mayavadis em Varanasi, Prakasananda Saraswati, ao ver Sri Chaitanya-dev cantando Hare Krsna maha mantra em êxtase, chorando, caindo ao chão e rolando na poeira dos pés dos Vaishnavas, pensou se tratar de mais um fanático sentimentalista. Sri Chaitanya foi até a assembléia dos mayavadis e o líder Prakasananda o levou até o centro e perguntou: "Ó, vemos que você apenas canta hare krsna, como um fanático sentimentalista, você deveria estudar o Vedanta como nós. Um sanyassi não deve fazer isto?" Mahaprabhu disse: "Ô, meu Gurudev me deu um mantra e disse apenas que eu o cantasse dia e noite. Cantando este mantra fiquei louco e me esqueço de qualquer outra coisa." Continuando a discussão, Mayavadi Prakasananda tentou estabelecer a doutrina mayavada dando referências escriturais, que Sri Chaitanya mahaprabhu refutou uma por uma até que Prakasananda e todos os seus 10.000 discípulos realizaram que estavam errados ao seguir Shankaracharya e que Mahaprabhu estava certo ao provar que Krishna é Para-Brahma (Deus) e que o cantar dos santos nomes é a única prática autorizada nesta era de kali. Após este incidente, Todos eles cantaram e dançaram em êxtase por toda Varanasi.
É certo que um devoto neófito na grande maioria das vezes, também concluirá que um desfrutador cheio de desejos materiais que se veste com roupas Vaishnavas e canta mantras, seja um Vaishnava puro exaltado e que um Maha Bhagavat Vaishnava que não possui nenhum desejo mundano e está sempre absorto nos passatempos de Radha e Krishna seja na verdade, um farsante. Apenas uma pessoa sincera, avançada e versada na filosofia Vaishnava pode realmente compreender da maneira correta como identificar um verdadeiro devoto.
Porque Sri Krishna inspirou estes passatempos que foram descritos nas escrituras para todos lerem? Porque Deus sendo onisciente e sabendo dos erros cometidos por aqueles que são críticos superficiais e infrutíferos, tentou alertá-los para o perigo do pré-julgamento e do pré-conceito, ensinando através destes fatos históricos que no meio do lixo pode haver um ouro, em um mundo de farsantes e fanáticos pode haver uma alma sincera e espiritualmente séria e avançada. Este foi o motivo Dele ter inspirado estes passatempos á acontecerem na terra.


Gour Hari Bol!!!

Educada civilização ou civil auto-decepção?



Raios de Harmonia – 46
O Jornal da Sri Keshavji Gaudiya Math (B.H)- Fundador Yuga Acharya Sri Srimad Bhaktivedanta Narayan Goswami Maharaj- 31-32259035- nabadvip@gmail.com – Baladev Das 

http://sociedadeinternacionaldebhaktiyoga.blogspot.com.br/

Educada civilização ou desonesta civil-decepção?

   “Cultivaremos nossa sociedade apenas para aqueles que são sinceros e francos. Não manteremos relação com qualquer pessoa que não é assim. Devemos evitar más companhias de todas as maneiras. Somos aconselhados á manter uma distância de cem côvados das espécies de animais que possuem chifres e devemos observar o mesmo cuidado em relação á todas as pessoas falsas”.

Srila Bhaktisiddhanta Saraswati Thakur


Introdução
   Nos tempos atuais, verificamos que o que parece ser uma sociedade civilizada, avançada e educada, é apenas o resultado da Ignorância do povo; tanto daqueles que á governa quanto daqueles que á segue e á respeita como tal. As pessoas dizem que a sociedade está avançando cientifica e tecnologicamente, porém ainda sim as pessoas continuam ficando doentes e morrendo. Elas continuam ficando tristes e decepcionadas mesmo com este dito ‘avanço’. De fato a descoberta da fórmula da bomba atômica e o aumento do uso de redes sociais via internet mostram-se na verdade servir apenas para uma maior destruição dos seres humanos, tanto corpórea quanto mentalmente. Enquanto isso, tudo aquilo que foi vivido e ensinado há milênios atrás por sábios versados na ciência espiritual e também material, por uma sociedade estruturada de acordo com as escrituras sagradas e que foi capaz de construir gigantescos templos e monumentos, é chamada de primitiva e aborígene pelos modernos ‘civilizados’ mesmo apesar do fato de que ainda hoje, eles sejam incapazes de até mesmo descobrir como tudo aquilo foi construído. O que falar da construção espiritual daquele povo de tradição! Ao invés de pesquisarem e aceitarem a filosofia e espiritualidade deste povo capaz de construir templos gigantescos há milênios atrás, eles simplesmente dispensaram o néctar e ficaram satisfeitos em pegar pedras preciosas e especiarias para a simples manutenção corpórea e principesca, porque o desejo pelo poder imperial os deixou cegos e ignorantes. Os conceitos desta mesma sociedade criada por estas pessoas tolas é seguido e apreciado hoje pelos ocidentais que possuem a mesma natureza. A seguir, alguns artigos relacionados com o tema desta edição. Esperamos que aqueles que são francos e diretos á apreciem. Gour Hari Bol!!!  
Baladev das brahmachari


Extraído do “Jaiva Dharma” de Srila Bhaktivinod Thakur- Diálogo entre o cidadão do governo muçulmano Digambara e o devoto Vaishnava Advaita das.

Digambara: Civilização significa falar de forma cortêz em uma sociedade civilizada, vestir-se de forma respeitável e prazerosa e comer e conduzir sua vida de maneira que esta não seja repugnante aos outros. Você não faz nenhuma destas coisas.
Advaita Das: Porque você diz isto?
Digambara: Você é distintamente anti-social, pois você não se mistura com os outros. Os Vaishnavas (Devotos de Deus-Vishnu) nunca aprenderam o significado de satisfazer os outros com palavras doces. Tão logo eles vêem alguém, eles logo os dizem para cantar hari-nam (Santo Nome). Porque vocês não têm nenhuma outra discussão civilizada? Qualquer um que vê sua roupa não será inclinado a deixar você se sentar em uma assembléia. Você usa uma tanga, um peculiar tufo de cabelo no topo da sua cabeça, e uma guirlanda de contas sobre seu pescoço. Que tipo de coisa é esta? E você come apenas batatas e raízes. Definitivamente você não é civilizado.
Adwaita das pensou que se ele começasse uma briga e Digambara fosse embora irado, isto seria um grande alívio. Então ele disse: “Faz seu tipo de civilização te dar a oportunidade de obter um destino maior na próxima vida?”
Digambara: Cultura por si só não garante um destino mais elevado na próxima vida, mas como pode uma sociedade ser elevada sem cultura? Se a sociedade é elevada, então pode-se esforçar pelo progresso em outros planetas.
Advaita Das: Irmão, posso falar uma coisa se você não ficar nervoso.
Digambara: Você é meu amigo de infância; eu daria minha vida por você. Como eu não poderia tolerar o que você tem a dizer? Eu gosto de cortesia; mesmo quando eu fico nervoso, minhas palavras permanecem doces. Quanto mais o homem encobre seus sentimentos internos, mais civilizado ele é.
Advaita Das: A vida humana é muito curta e é cheia de perturbações. Nesta breve duração de vida, o único dever da humanidade é adorar Sri Hari (Deus) com simplicidade. Estudar os modos da civilização material e sua cultura serve apenas para enganar a alma. Eu compreendi que a palavra “sabhyata” (civilização) é simplesmente um outro nome de “civil decepção”. O ser humano permanece simples até quando ele adere ao caminho da verdade. Quando ele adota o caminho da desonestidade, ele deseja parecer civilizado e satisfazer os outros com palavras doces, mas internamente ele permanece viciado em decepção e atividades perversas. O que você descreve como sendo civilização, não possui nenhuma boa qualidade, porque veracidade e simplicidade são na verdade as únicas boas qualidades. Nos tempos modernos, civilização passou a ser uma maneira de manter a própria depravação escondida dentro de si mesmo. A palavra “sabhyata” literalmente significa ser aceito para participar de uma assembléia virtuosa. Na verdade, civilização que é livre de pecado e decepção pode apenas ser encontrada dentre os Vaishnavas. Não-Vaishnavas apreciam muito a civilização que é saturada pelo pecado. A civilização da qual você fala não é relacionada com a eterna ocupação da entidade viva (nitya-dharma).
   Se civilização significa adornar-se com roupas elegantes para agradar os outros, então prostitutas seriam mais civilizadas do que você é. A única exigência quanto à vestimenta é que a roupa deve cobrir o corpo, estar limpa e livre de mau cheiro. A comida é impecável quando é pura e nutritiva, mas você se preocupa apenas se é saborosa; você nem mesmo considera se ela é pura ou não. Vinho e carne são naturalmente impuros e uma civilização baseada no consume de tais coisas é simplesmente uma sociedade dedicada ao pecado. O que agora passa com o nome de civilização é a cultura de kali yuga (era atual de duplicidade e hipocrisia)

Digambara: Você se esqueceu da civilização dos imperadores muçulmanos? Basta ver a maneira com que as pessoas se sentam no tribunal de um imperador muçulmano, como eles falam tão adequadamente e com a etiqueta perfeitamente apropriada.
Advaita Das: Isto é apenas conduta mundana. Como é realmente deficiente um homem se ele não condiz com estas formalidades externas? Irmão, você tem trabalhado no governo Muçulmano por tanto tempo que você se tornou parcial á aquele tipo de civilização. Na verdade, a vida humana apenas se torna perfeita se está isenta de pecado. O assim chamado avanço da civilização em kali-yuga simplesmente significa o aumento de atividades pecaminosas; isto não passa de mera hipocrisia.
Digambara: Veja, o homem educado moderno tem concluiu que civilização significa humanismo, e que aqueles que não são civilizados não são seres humanos. Vestir uma mulher de forma atrativa e assim esconder suas falhas é considerado como sendo um sinal de sofisticação.
Advaita Das: Apenas considere se esta idéia é boa ou ruim. Eu vejo que aqueles que você chama de ‘educado’ são meramente bandidos que tem se aproveitado do momento. Tais pessoas são a favor desta civilização enganosa devido ás impressões pecaminosas dos seus corações e também por que eles vêem isto como uma oportunidade para esconder suas falhas. Pode um homem inteligente encontrar felicidade em tal civilização? Somente argumentos vãos e intimidação física podem manter veneração por uma sociedade de malandros.


Artigo escrito por Srila Bhaktisiddhanta Saraswati Thakur

O único dever dos sadhus (santos) é cortar todas as perversas tendências das pessoas. Este é o único desejo natural sem causa de todos os Sadhus. Pessoas mundanas possuem natureza dupla. Elas expressam um tipo de sentimento, mas internamente acalenta propósitos diferentes.
Além do mais eles desejam anunciar esta duplicidade como um sinal de liberação e amor á paz. Aquele que não anseia mostrar qualquer duplicidade é sempre franco e direto, ou em outras palavras, ao exercitar de maneira inequívoca a eterna função da alma, tais pessoas realmente sinceras são chamadas de sectárias e ortodoxas por aqueles que praticam duplicidade. 
   Cultivaremos nossa sociedade apenas para aqueles que são francos. Não manteremos relação com qualquer pessoa que não é assim. Devemos evitar más companhias de todas as maneiras. Somos aconselhados á manter uma distância de cem côvados das espécies de animais que possuem chifres e devemos observar o mesmo cuidado em relação á todas as pessoas falsas.



Carta escrita pelo enviado Inglês á Índia-Lord Macauly


“Viajei de leste á oeste, e de norte ao sul da Índia e não vi sequer um mendigo ou um ladrão, tal é a riqueza que tenho visto neste país. Valores morais muito elevados e pessoas de tal calibre que eu penso que nunca conquistaremos este país á não ser que quebramos a espinha dorsal (a base) desta nação, que é a sua herança espiritual e cultural. Então eu proponho substituir este antigo e ancestral sistema educacional e cultura, porque se os indianos pensar que tudo que vem do ocidente e dos Ingleses é bom e melhor do que o deles, eles perderão sua auto-estima, sua cultura nativa, e então se tornarão justo o que queremos, uma nação realmente dominada”.  (Lord Macauly- Endereçada ao parlamento Inglês em 2 de fev.1835)


Do livro “Mayavada Ki Jivani” de Srila Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj

O respeito á vida e tudo que a vida contém em conjunção com compromisso consciente de não violar qualquer forma de vida é um fundamental e primário pré-requisito para a realização espiritual. O desenvolvimento da espécie humana é puramente questão de desenvolvimento da consciência e não depende de qualquer experimento de burocracia tecnológica como muito proclamam.
Qualquer religião, sociedade, cultura ou civilização que não tem pelo menos atingido a plataforma de vegetarianismo como um princípio básico da vida diária, deve ser classificada como sendo pagã, primitiva e extremamente atrasada independentemente de qualquer assim chamado avanços na tecnologia moderna. Energia solar, a qual é limpa, segura e livre para todos, poderia ter sido facilmente aperfeiçoada e fornecida á todos no mundo, por pouco ou nenhum custo, mas ao invés disso, grande, muito grande esforço foi feito para dividir o átomo e então bombas nucleares e energia nuclear foi produzida, a qual é cara, traz poluição e é infinitamente mais complicada e difícilmente processada.
Embora os imperialistas Ingleses tivessem exercido o controle da Índia por muitos séculos, ainda sim o mais baixo varredor de rua Hindu considera o Inglês como um homem intocável e mais baixo que ele.    (Srila Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj)

Jay Srila Gurudev!!!

Srila Narayana Maharaja in Placentia 2006- Essential teachings for pure bhakti process.

"O BHAGAVAT- Sua Teologia, Sua ética e sua filosofia" Bhaktivinod Thakur



Introdução

   Este pequeno livro consta de uma palestra sobre o Srimad Bhagavat (Escritura Sagrada e proeminente no Vaishnavismo) concedida por Srila Thakur Bhaktivinode para uma grande congregação constituída de homens cultos e religiosos de várias culturas e nacionalidades, incluindo alguns homens ingleses. Esta palestra aconteceu no ano de 1869 na cidade de Dinajpur (Bengala Ocidental) onde o palestrante e presidente da congregação (Bhaktivinod Thakur) era um ilustre oficial do Governo da Bengala. Ele era creditado como sendo a maior autoridade capaz de explicar o verdadeiro significado do Bhagavat e defender a posição única do mesmo, filosóficamente, éticamente e teológicamente, porque em todos estes aspectos a religião  Gaudiya Vaishnava é baseada no Bhagavat assim como foi propagado por Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu. Sriman Mahaprabhu manifestou este Srimad Bhagavat como sendo uma invencível e imaculada autoridade no estabelecimento da Verdade Absoluta.
   Srila Bhaktivinod Thakur não é um homen mortal e sim o eterno companheiro e o mais amado de Sriman Krishna Chaitanya Mahaprabhu. Sriman Mahaprabhu o enviou a este plano mundano devido a Sua infinita misericórdia com o objetivo de resgatar a humanidade sofredora através da sua conduta divina e transparente. Ele é o mais inteligente expoente dos ensinamentos do Srimad Bhagavat e consequentemente suas palavras carregam uma irresistível convicção na audiência.
   Srila Bhaktivinod Thakur  foi considerado um pioneiro entre os mensageiros de Deus no domínio religioso da Bengala. Esta palestra tem sido uma benção para o público de língua inglesa pois os conduz a entrar de maneira direta e profunda nos segredos do Bhagavat, sem que haja necessidade de aprender o sanscrito e ler os 18.000 versos do Srimad Bhagavat. O Bhagavat explica sobre a eterna religião e permanece único e Supremo como o grande evangelho da igreja Universal e ao mesmo tempo supre o fruto nectáreo da magnificente árvore dos Vedas e do Vedanta para as proeminentes almas afortunadas. Aqueles que são devotados, que possuem uma atenção cuidadosa e um entendimento claro, vão certamente se beneficiar do estudo desta palestra.
   Esta palestra foi primeiramente publicada no século passado. Depois foi novamente impressa em 1936 pelo ilustre sucessor de Srila Bhaktivinod Thakur- Sua Divina Graça Paramahamsa Sri Srimad Bhaktissidhanta Saraswati Goswami Prabhupad, o fundador presidente da grande Missão Gaudiya que propagou os ensinamentos de Srila Thakur. Anos se passaram e sentimos a necessidade de republicar esta rara literatura devocional de utilidade pública.

Calcutta, 7 de junho, 1959                Jagaduddharan Dasadhikary Bhaktibandhab




Na introdução para o seu livro (Krishna Samhita) Thakur Bhaktivinod escreveu o seguinte:

   “Os princípios religiosos ditados por Maomé e Jesus Cristo são similares aos princípios religiosos ditados pelas seitas Vaishnavas. Esta é uma consideração científica das verdades sobre os princípios religiosos. Aqueles que consideram seus próprios princípios religiosos como verdadeira religião e considera que outros princípios religiosos são ireligião ou sub-religião, são incapazes de descobrir a verdade devido ao fato de estarem influenciados pelo preconceito. Na verdade, os princípios religiosos seguidos pelas pessoas em geral difere apenas devido ás diferentes qualificações dos praticantes, porém os princípios religiosos constitucionais de todas as entidades vivas é apenas um. Para as pessoas que são como cisnes, não é apropriado rejeitar os princípios religiosos seguidos pelas pessoas em geral em acordância com sua respectiva situação. Então, com o devido respeito aos princípios religiosos seguidos pelas pessoas em geral, vamos agora discutir os princípios religiosos constitucionais das entidades vivas”.

   “Diferenças que aparecem de acordo com lugares, tempos, línguas, comportamentos, comidas, vestimentas e naturezas de várias comunidades, são incorporadas nas práticas espirituais das pessoas e gradualmente faz com que uma comunidade seja tão completamente diferente da outra que até mesmo a consideração de que todos são seres humanos pode deixar de existir. Devido a estas diferenças há descordâncias, fim do intercâmbio social e brigas até mesmo ao ponto de um matar o outro. Quando a mentalidade de asno se torna proeminente entre os neófitos, eles certamente criam estas coisas. Se os devotos intermediários que possuem mentalidade de cisne tem o desejo de alcançar um nível superior, eles respeitarão as outras práticas e questionarão sobre tópicos elevados.
   Na verdade, contradições aparecem apenas devido a mentalidade de asno. As pessoas que são como cisnes consideram a necessidade de diferentes práticas de acordo com a qualificação de cada um. Assim eles são naturalmente desapegados de brigas sectárias. Se os neófitos e os devotos intermediários se tornassem completamente indiferentes em relação ás contradições encontradas nas diferentes práticas e tentassem avançar mais e mais, eles se tornariam pessoas com mentalidade de cisne (O cisne consegue extrair apenas leite mesmo que este já esteja misturado com a água). Então estes são nossos respeitáveis e queridos amigos. Mesmo que eles aceitem uma particular prática de acordo com as instruções que receberam desde o nascimento ou infância, ainda sim eles sempre permanecerão indiferentes e não-sectários.”

Então, as escrituras sagradas nos dizem que Deus é Um sem que haja outro(s). Não é pelo fato de Deus ser chamado por diferentes nomes (Deus, Alá, Jeová, Vishnu, Krishna etc...) de acordo com as Suas específicas qualidades e a língua regional, que Ele se torna mais de um. Em uma conferência inter-religiosa em Israel no ano de 2006, o Rabino chefe do estado disse: “Sabemos que os verdadeiros Hindus adoram um só Deus e não vários como muitos pensam. Assim como nós, eles são monoteístas e todos nós adoramos este mesmo Deus. Compreender este fato é de extrema importância para que a paz reine entre os povos”.

  
Dedicando ao meu Santo Mestre Espiritual- Sri Srimad Bhaktivedanta Narayan Goswami Maharaj,


Baladev Das Brahmachari

Sumangala Gaura Janmotsava - Belo Horizonte, 16/03/2014                                                                                                          


Início


  Amamos ler um livro que nunca havíamos lido antes. Ficamos ansiosos em obter qualquer informação nele contida. E com tal obtenção feita, nossa curiosidade cessa. Este espírito de estudo prevalece entre um grande número de leitores que são grandes homens em sua própria apreciação, bem como daqueles que lhes são semelhantes. De fato, as maiorias dos leitores são meros repositórios de fatos ou afirmações feitas por outras pessoas. Mas isto não é estudo. O estudante deve ler os fatos visando criar e não com o objetivo de retenção infrutífera. Os estudantes, como satélites, devem refletir qualquer luz que tenham recebido dos autores, e não aprisionar os fatos e pensamentos assim como os magistrados aprisiona os criminosos na cadeia!
O pensamento é progressivo. O pensamento do autor deve progredir no pensamento do leitor na forma de correção ou desenvolvimento. O melhor crítico é aquele que pode mostrar o desenvolvimento subseqüente de um velho pensamento, mas o mero denunciador é inimigo do progresso e conseqüentemente da natureza. “Comece de novo” diz o crítico, porque este material antigo não responde no presente. Deixe que o velho autor seja cremado, pois seu tempo já passou. Estas são as expressões superficiais. Progresso certamente é a lei da natureza e com certeza deve haver correções e desenvolvimento no decorrer do tempo. Mas progresso também significa ir adiante ou elevar-se cada vez mais.
   Agora, se seguimos nosso crítico tolo, seremos obrigados a voltar ao nosso antigo terminal e começar uma nova corrida e depois que corrermos a metade do caminho, outro crítico do seu celeiro lamentará: “Comece de novo, porque pegamos a estrada errada!” Assim nosso estúpido crítico nunca nos permitirá ir adiante por todo o caminho e ver o que há no próximo terminal. Assim pois, o crítico superficial e o leitor infrutífero são dois grandes inimigos do progresso. Devemos nos esquivar deles.                                                                                                                             O verdadeiro e bom crítico por outro lado, aconselha-nos a manter aquilo que já obtivemos e ajustar o ângulo da nossa marcha a partir do ponto de onde chegamos. Ele nunca nos aconselhará a voltar ao ponto de onde começamos uma vez que neste caso haveria uma perda infrutífera do nosso precioso tempo e trabalho. Ele orientará o ajuste do ângulo da nossa marcha a partir do ponto onde estamos. Esta também é a característica do estudante útil. Ele lerá um velho autor e encontrará sua posição exata no progresso do pensamento. Ele nunca nos aconselhará a queimar um livro sob alegação de que possui pensamentos inúteis. Nenhum pensamento é inútil. Os pensamentos são meios pelos quais alcançamos nossos objetivos. O leitor que denuncia um mal pensamento não sabe que até mesmo uma má estrada é capaz de melhorar e desembocar em uma boa. Um pensamento é uma estrada que leva a outra. Assim, o leitor observará que um pensamento que está em pauta hoje, será o meio de um objeto subseqüente amanhã. Os pensamentos necessariamente continuarão a ser uma interminável série de meios e objetos no progresso da humanidade. Os grandes reformadores sempre afirmaram que vieram não para destruir a antiga lei, mas para cumpri-la. Valmiki, Vyasa, Platão, Jesus Cristo, Maomé, Confúcio e Chaitanya Mahaprabhu afirmam este fato expressamente ou por suas próprias condutas.

Bhaktivinod Thakur- "From Moses to Mahaprabhu".

If the reader carefully considers, it will be found that the spiritual science gradually evolved from ancient times and became more simple, more clear and more condensed. The more impurities arising from time and place are removed, the more the beauties of the spiritual science brightly shine before us. This spiritual science took birth in the land of kusha grass on the banks of the Sarasvati river in Brahmavarta. As it gradually gained strength, this spiritual science spent its childhood in the abode of Badarikashram, which is covered with snow. It spent its boyhood in Naimisharanya on the banks of the Gomati river and its youth on the beautiful banks of the Kaveri river in the province of Dravida. The spiritual science ayyained maturity in Navadvip, on the banks of the Ganges, which purifies the universe.
By studying the history of the world, it is found that the spiritual science reached its peak in Navadvip. The Supreme Absolute Truth is the only object of love for the living entities. Unless one worships Him with attachment, however, the living entity can never attain Him. Even if a person gives up all affection for this world and thinks of the Supreme Lord, He is still not easily achieved. He is controlled and attained by transcendental mellows alone. These mellows are of five types - shanta, dasya, sakya, vatsalya and madhurya.
The first mellow, shanta, is the stage in which the living entity surpasses the pains of material existence and situates himself in transcendence. In that state there is a little happiness, but no feeling of independence. At that time the relationship between the practitioner and the Lord is not yet established.
Dasya rasa is the second mellow. It contains all the ingredients of shanta rasa as well as affection. "The Lord is my master, and I am His eternal servant". This type of relationship is found in dasya rasa. No one cares much for any of the best things of this world unless they are connected with affection. Therefore dasya rasa is superior to shanta rasa in many ways.
Sakya is superior to dasya. In dasya rasa there is a thorn in the form of awe and reverence, but the main ornament in sakya rasa is the feeling of friendship in equality. Among the servants, one who is a friend is superior. There is no doubt about it. In sakya rasa all the wealth of shanta and dasya is included.
It is easy to understand that vatsalya is superior to sakya. A son gives more affection and happiness than any friend. Therefore in vatsalya rasa we find the wealth of four rasas. Although vatsalya rasa is superior to these other rasas, it appears insignificant before madhurya rasa. There may be many secrets unknown between father and son, but this not the case between husband and wife. Therefore, if we deeply consider, it will be seen that all the above-mentioned rasas attain perfection within madhurya rasa.
If we go through the histories of these five rasas, it is clearly understood that shanta rasa was seen in the beginning days of India. When the soul was not satisfied after performing sacrifices with material ingredients, then transcendentalists like Sanaka, Sanatana, Sanat-kumara, Sananda, Narada and Lord Shiva all became detached from the material world, situated in transcendence and realized shanta rasa.
Much later, dasya rasa manifested in Hanuman, the servant of Sri Ramachandra. That same dasya rasa gradually expanded in the northwest and manifested in a great personality named Moses.
In the age of Dvapara, Uddhava and Arjuna became the qualified authorities of sakhya rasa. They preached this rasa throughout the world. Gradually that rasa expanded up to the Arabian countries and touched the heart of Mohammed, the knower of religious principles.
Vatsalya rasa manifested throughout India in different forms at different times. Among the different forms, vatsalya mixed with opulence crossed India and appeared in a great personality named Jesus Christ, who was a preacher of Jewish religious principles.
Madhurya rasa first shone brightly in Braj. It is extremely rare for this rasa to enter the hearts of conditioned souls, because this rasa tends to remain with qualified, pure living entities. This confidential rasa was preached by Chaitanya Mahaprabhu, the moon of Navadvipa, along with His followers.
Till now, this rasa has not crossed beyond India. Recently a scholar from England named Newman realized something about this rasa and wrote a book about it. The people of Europe and America have not been satisfied with vatsalya rasa mixed with opulence as preached by Jesus Christ. I hope, by the grace of the Lord, in a very short time they will become attached to drinking the intoxicating nectar of madhurya rasa.
It has been seen that any rasa that appears in India eventually spreads to the western countries, therefore madhurya rasa will soon be preached throughout the world. Just as the sun rises first in India and gradually spreads its lights to the West, the matchless splendor of spiritual truth appears first in India and gradually spreads to the Western countries.


Bhaktivinod Thakur- The Bhagavat Theology.

We love to read a book which we never read before. We are anxious to gather whatever information is contained in it and with such acquirement our curiosity stops. This mode of study prevails amongst a great number of readers, who are great men in their own estimation as well as in the estimation of those who are of their own stamp. In fact, most readers are mere repositories of facts and statements made by other people. But this is not study. The student is to read the facts with a view to create, and not with the object of fruitless retention. Students like satellites should reflect whatever light they receive from authors and not imprison the facts and thoughts just as the Magistrates imprison the convicts in the jail!

O caminho ilusório dos Budistas e Shivaístas.

Dentre vários entendimentos filosóficos sobre Deus, os mais proeminentes são o teísmo (acredita-se que existe um Deus Universal), o politeísmo (acredita-se que existem vários Deuses) e o ateísmo (acreditam que Deus não tem forma, qualidades etc.. é apenas uma luz ou um vazio). Infelizmente a maioria das concepções filosóficas e teológicas ocidentais propagadas hoje no mundo, pregam que a Verdade Absoluta, Param Brahman, Deus, em última analise, é sem forma. Ou seja, acreditam que Deus é impessoal. Não possui um corpo, amigos nem qualidades. Esta é a visão que predomina no mundo de hoje. Assim como um câncer situado em um único lugar do corpo se espalha rapidamente por todo corpo, a filosofia impersonalista que começou com os Budistas que não compreenderam a missão do Senhor Buda, também se espalhou por todo o mundo chegando até ao Cristianismo, Islamismo etc. Esta é a condição atual sobre o entendimento da pessoa Suprema no mundo atual. A ignorância cobriu todo mundo com muita forca. Não é de se estranhar este fato quando levamos em conta a era que estamos passando no momento, Kali Yuga (a era atual, significa ‘era escura’ ou ‘era da hipocrisia’) e é caracterizada pela proeminência do modo da ignorância.

Porém, se tentamos compreender Deus de maneira mais profunda e lógica, até mesmo encontraremos na bíblia, repostas para nossas dúvidas. Sobre isto lembraremos Jesus Cristo quando ele diz: “Deus criou o homem como sua própria imagem ou semelhança”. “A forma do homem é uma semelhança da forma de Deus.” No Korão também é dito que Alá tem uma forma e os Vedas também dizem:


Isvara paramah krsna
Sac-cit-ananda vigraha
Anadir adi govinda
Sarva karana karanam

“Aquele que é o controlador Supremo é conhecido como Krishna, possui uma forma transcendental cheia de êxtase, conhecimento e eternidade, é a causa de tudo e é também conhecido como Govinda, ou Aquele que dá prazer ás vacas e vaqueirinhos e vaqueirinhas, Esta é a Pessoa Suprema.”
Também nas orações de Shankaracharya encontramos:

Bhaja govinda bhaja govinda
Govinda bhaje mudha mate

“Ó homem tolo, simplesmente adore a pessoa Suprema Govinda.”

Existem inúmeros versos como estes nos Vedas, indicando que Deus tem forma, potências, qualidades, beleza, êxtase, passatempos e etc. Na verdade há ilimitadas qualidades transcendentais na pessoa de Deus, de Krishna. O aspecto impessoal Dele, o vazio, ou a luz como os impersonalistas chamam é apenas o primeiro aspecto da Divindade, é a refulgência corpórea Dele, que ofusca a visão daqueles ateístas de pouca inteligência. É dito nas escrituras que existem três graus de compreensão de Deus:

Brahmam impessoal (a luz que emana dos pés de lótus de Krishna)

Paramatma (a Super Alma situada no coração de todas as entidades vivas).

Bhagavan Sri Krsna (a Suprema Personalidade de Deus em pessoa).

Portanto o aspecto impessoal tão almejado pelos impersonalistas maya-vadis, é apenas o primeiro grau da compreensão de Deus. Na verdade nada mais é que o brilho radiante que sai das unhas dos dedos dos pés de Sri Sri Radha Krishna na sua morada suprema eterna, Goloka Vrindavan. As pessoas que desejam se fundir nesta luz estão em outras palavras, cometendo suicido espiritual. Elas acabam com a natural faculdade da alma que é o amor a Deus e desejam se tornar um nada, sem sentimentos, emoções ou êxtase. Em tal estado de consciência não há sofrimento, porém também não há felicidade. É um estado de sono profundo, ou de pedra, não há vida nem beleza nem harmonia, é tudo zero. Devido ao fato de que a natureza da alma é de desejar felicidade, a pessoa (alma) que alcança o Brahmam impessoal volta a nascer neste mundo após longo período neste estado de sono profundo. É difícil para as pessoas ocidentais acreditarem que Deus é um vaqueirinho que brinca descalço nas florestas de Vrindavan com as vacas e com o amigos vaqueirinhos.As vezes também eles confundem a adoração á eterna forma de deus com idolatria. Porém a adoração da Sri Murti transcendental segue as descrições da  Divindade justo como é dada nas escrituras mais extensas e antigas do mundo- os Vedas, não há especulação em tal processo e não tem nada que ver com a idolatria performada pelos materialistas ou pelos devotos neófitos na ciência de Deus. Há um oceano de diferença entre a adoração do Vaishnava e a idolatria dos neófitos e materialistas.

No ocidente principalmente, quando mostramos a imagem de Krishna para as pessoas e falamos: “Aqui está Deus” elas dão risadas ou não dão atenção. O pensamento ocidental as afetou de modo que a forma divina de Deus é vista como uma coisa idolátrica, imaginária ou até maléfica. Não é assim no oriente. Na Índia, por exemplo, pode haver alguma divergência na aceitação da forma da Divindade Suprema (pois apesar de existir apenas um Deus, existem milhões de semi-deuses. Por causa ad não autorizada adoração aos semideuses é que Moisés e tb Jesus pregou contra a esta idolatria de forma correta. Vaishnavas tb não adoram os semideuses ao contrário do que muitos pensam), porém a maioria aceita que Krishna é Deus. Eles não tem dificuldade de aceitar a forma azulada de Krishna ou de Rama como sendo Deus. Seria impossível para eles acreditarem que Deus tem uma forma de um velho barbudo. Deus é Sundara Kishora, eternamente jovem e belo, ele é eterno e não envelhece. O que é impossível para nós seres mortais é muito fácil para Deus.
Então, nossos cérebros sendo materiais não podem conceber coisas transcendentais, ‘atah sri krishna namadi na bhaved ‘.Deus está além da nossa compreensão, ele é Onipotente e além dos modos materiais. Se aceitamos o fato da Onipotência Divina como podemos declarar que ele não tem uma forma? Você não pode vê-lo com seus sentidos materiais, porém Deus esta bem além, Ele é transcendental aos modos materiais e transcende a nossa limitada percepção, ainda sim é característica do Onipotente se deixar revelar á aquela pessoa que se rende á Ele com amor e afeição. Embora não seja possível para finito conhecer o infinito, Ele se revela e se deixa ser conhecido ao finito(jiva) mostrando mais uma qualidade da sua Onipotência que faz com o que o impossível se torne possível para a alma rendida. Devido ao ilimitado poder Divino ele é ao mesmo tempo pessoal e também impessoal. O impessoal depende do pessoal assim como os raios do sol depende do sol. A fonte da luz é o sol e Krishna é o sol transcendental. Ele também entra no coração de todos como a super-alma. Estes três aspectos da Divindade são explicados detalhadamente nos Vedas. Se alguém aceita a forma impessoal de Deus, mas nega a super excelência da sua forma jovem e bela, então é considerada como sendo ateísta. É o mesmo que falar que a luz do sol existe mas o sol em si não. É também confirmado na Bhagavad Gita:

Avajananti mam mudha
Mannsim tanum asritam
Param bhavam ajananto
Mama Bhuta mahesvaram

“Quando apareço em minha forma humana os tolos dotados de inteligência mundana zombam de Mim, pois são incapazes de compreender Minha natureza Suprema.”

É dito no Brahma Samhita:

"Alguns yoguis desejando obter a Suprema Verdade Absoluta que esta além de toda contemplação, seguem a estrita pratica de controlar os ares do corpo através da respiração. Os proeminentes sábios que aceitam a filosofia do absoluto impessoal (sem forma) seguem o cominho da discussão filosófica visando afirmar que Deus não possui forma, através da eliminação gradual do irreal. Após trilhar estes caminhos por centenas de milhares de anos eles conseguem alcançar apenas os raios que emanam das unhas dos seus pés de lótus. Eu adoro esta pessoas original, Sri Govinda”.

Assim, vários caminhos e práticas são adotados pelas pessoas de pouca inteligência, para não dizer ignorantes. Ofuscadas pela potente luz solar, elas pensam : “Ó, eu vi o sol”. Os praticantes de yoga por sua vez, pensam que podem compreender ou ‘sentir’ Deus através de práticas de ginásticas naturais (hatta ou astanga-yoga) e assim desperdiçam a oportunidade de realizar a pessoa de Deus. O apego pelo corpo e mente materiais é muito grande nesta era. Porém se uma pessoa possui créditos devocionais suficientes (sukriti) ‘adquiridos na sua jornada neste mundo’, uma inteligência apurada e sinceridade em querer ver realmente Deus, então ela será sem dúvida guiada para a compreensão correta. A conclusão final de todos os Vedas ou qualquer escritura sagrada é que Deus possui uma forma e o único caminho para conhece-lo é o serviço amoroso a Ele. A devoção e a fé na Pessoa Suprema é o meio pelo qual o finito pode conhecer o infinito muito facilmente.


Goura Hari Bol!!!

baladeva das brahmachari

Biografia Param Gurudev B.P.Keshav Goswami Maharaj.



Acharya Keshari Sri Srimad Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj
  

PARTE- 1


Sua vida e ensinamentos

Sri Srimad Bhaktivedanta Narayan Goswami Maharaj
 

Prefácio

   Hoje me sinto satisfeito pela publicação da biografia de Paramaradhya Nitya-lilapravista Om Vishnupad Astottarasata Sri Srimad Bhakti Praghyan Keshav Goswami, combinada com suas instruções, conclusões filosóficas do Vedanta (tattva-siddhanta) e seus passatempos. A ausência desta obra me causou grande insatisfação durante muito tempo.
   A propagação do cantar dos santos nomes aumenta cada vez mais em todo o mundo devido ao esforço dos discípulos de Jagad Guru Srila Bhaktissidhanta Saraswati Goswami Prabhupad e de seus seguidores atuais. Isto se deve principalmente a este Maha Purusha (Srila Keshav Goswami Maharaj). O Sétimo Goswami, Sri Srila Sachidanand Bhaktivinod Thakur, profetizou esta difusão. Assim como o rei Bhaguirath fez o Ganges descer até a terra, Thakur Bhaktivinod restabeleceu a corrente de bhakti – devoção pura neste mundo. Srila Thakur satisfez o desejo de Sri Sachinandan Goura Hari, quem é a forma mais magnânima de Vrajendra nandan Sri Krishna e resplandece com o bhava de Sri Radha. Meu venerado Srila Guru Pad Padma é um servente confidencial de Srila Prabhupad (Bhaktissidhanta Saraswati Thakur). O único dever de sua vida foi satisfazer o desejo íntimo de Srila Prabhupada.
   Sri Srimad Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj é o sanyassa-guru de Sri Srimad Bhaktivedanta Swami Maharaj, que é um proeminente pregador de suddha bhakti nos tempos modernos.
   Eu tive a oportunidade de viver pessoalmente com Srila Gurupadpadma e realizar todos os tipos de serviço á ele desde 1945 até quando ele entrou em aprakrta-lila em 1968.    Eu estava sempre perto Dele, ouvindo suas palestras, debates espirituais com grupos opostos e também seus discursos, perguntas e respostas acontecidas em diferentes lugares. Durante todo este tempo tomei nota disso tudo em meu caderno de anotações. Às vezes não podia acompanhá-lo, mas, com muita humildade, fazia-lhe perguntas sobre temas profundos e confidenciais. Tudo isto ficou impresso no meu coração. Esta obra tem como principal fonte, o livro do meu irmão espiritual Sri Jaminikanta Das, assim como minhas anotações e lembranças. Escutei diretamente dos lábios de Srila Gurudeva muitos incidentes de sua vida, e também da vida de Srila Prabhupad, Srila Goura Kishor Das Babaji Maharaj e Srila Vamsi Das Babaji Maharaj.
   Minha humilde oração aos pés de lótus de Srila Gurupadpadma é para que ele derrame abundante misericórdia á todos que trabalharam entusiasticamente na preparação desta obra, e lhes ocupe em seu serviço.
No dia da comemoração do dia do aparecimento de Sri Srila Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj, Samvat 2055 (3 de fevereiro de 1999)
Aspirando receber uma partícula da misericórdia de Sri Hari, Sri Guru e dos Vaishnavas,
Tridandi Bhiksu Sri Bhaktivedanta Narayan
   “A maior compaixão que recebi de Srila Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj foi que ele fez de mim um sanyassi. Eu havia feito o voto de nunca aceitar sanyassa, mas Srila Keshav Maharaj me deu isto á força. Eu era um grhamedi (pessoa cuja inteligência está ocupada nos afazeres familiares). Srila Prabhupad costumava vim em meus sonhos vez e outra e me chamava a renunciar a vida familiar e caminhar com ele. Estes sonhos me amedrontava e me fazia pensar que um dia eu aceitaria sanyassa. Eu mesmo, não tinha nenhum desejo de tomar sanyassa. Porém, devido a repetida insistência de Sripad Narayana Maharaja, Srila Bhakti Prajnan Keshav Goswami Maharaj concedeu sua ilimitada misericórdia a esta pessoa cega, por forçosamente me conceder sanyassa. Parece que o desejo de Srila Prabhupad foi transmitido ao seu coração e então meu sanyassa foi concretizado”

 (De uma carta escrita por Srila Bhaktivedanta Swami Maharaj a Srila Trivikram Goswami Maharaj datada no dia 22 de outubro de 1968, logo após a entrada de Srila Keshav Goswami Maharaj em Nitya-lila)




Prefácio desta edição em português


    Este livro se mostra importante primeiro devido a dois fatores; como relatado pelo autor, quando a tia de Śrīla Keshav Goswami duvidou da repentina afirmação de Srila Prabhupad Saraswati Thakur de que ele iria fazer a peregrinação em todo o mundo ao fundar tempos da Gaudiya Math ao redor dele e então lhe perguntou quem iria olhar por todos estes templos quando não havia devotos para nem mesmo manter sequer um templo em um só lugar, Śrīla Saraswati Thakur respondeu a ela apontando para seu sobrinho: “Ele, Vinod, se encarregará deles.” Hoje podemos ver que, foi através da inspiração e misericórdia de Vinod (Śrīla Keshav Goswami) que Śrīla Bhaktivedanta Swami Maharaj e Śrīla Bhaktivedanta Narayan Maharaj se tornaram os maiores propagadores do Gaudiya Vaishnavismo no ocidente, justo como Śrīla Saraswati Thakur havia predito. A segunda razão da importância deste livro é o exemplo ideal de um puro servente de Śrī Guru demonstrado na vida e caráter de Śrīla Acharya Keshari como o leitor poderá ver por si mesmo escrito por um dos seus principais serventes, Paramadhyattam Śrīla Gurupadpadma.

baladev das

O Bhagavata Guru-parampara

   Para o bem estar do mundo, o misericordioso supremo Sri Bhagavan, descende juntamente com seus queridos associados de acordo com a necessidade dos tempos e traz consigo a dádiva das suas instruções. Eles dispensam as pessoas pecaminosas de pensamentos ateístas e contrárias ao dharma e, ao mesmo tempo, estabelecem o sanatana-dharma na forma de bhakti pura (suddha bhakti), que é o caminho pelo qual a entidade viva obtém seu esterno bem estar. Na era atual, a qual sofre de uma poderosa influência de kali (ignorância), Sri Gourasundar - a mais misericordiosa encarnação de Deus salva as almas caídas outorgando-lhes um prema (amor extático por Deus), que jamais havia sido concedido por nenhuma encarnação divina. Seus seguidores, que estão na linha de Sri Swarup Damodar e Sri Rupa Goswami, apareceram nesta terra como potências de Sri Gourasundar, na forma de mestres espirituais (Acharyas). Eles aparecem com o objetivo de submergir as pessoas ignorantes intoxicadas pelo materialismo, no oceano de amor puro a Deus (suddha-prema-dharma). Estes Acharyas agem de acordo com o desejo de Sri Bhagavan, usam de evidências infalíveis e uma lógica irrefutável, para demolir completamente a doutrina não-védica de Acharya Sri Shankar. Esta filosofia, conhecida como brahma-vada, descreve Para-brahma (a verdade absoluta) com sendo nirvisesa (carente de características) e nihsaktik (impotente), e é como um budismo disfarçado (monismo) ou filosofia mayavada. Os Acharyas também estabelecem as verdades filosóficas sobre Bhagavan de maneira autêntica e transcendental, ou seja, descrevem Parabrahma como sendo savisesa (possuidor de todas as qualidades transcendentais), sarvasaktiman (possuidor de todas as energias) e rasa-swarupa (a forma de rasa). O mais importante dentre os seguidores de Sri Gouransundar é o muito adorável Acharya Keshari Pasanda-gajaika-simha Om Vishnupad Asttotarasata Sri Srimad Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj.
   Nos tempos modernos, Jagad varenya Sri Srimad Bhaktissidhanta Saraswati Goswami Prabhupada, a jóia preciosa entre os Acharyas na linha de Rupa Goswami, muito poderosamente inundou o mundo com a onda da devoção pura. Dentre os Maha-purusas que contribuíram de forma sincera e desinteressada ao difundir os ensinamentos de Srila Prabhupada, o mais importante é Om Vishnupad Sri Srimad Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj.
   O conhecimento real sobre os assuntos transcendentais jamais pode ser obtido através dos sentidos materiais, pois Bhagavan, bhakti e os bhaktas (devotos puros), estão além do alcance da percepção sensorial. Pode-se compreender algo do extraordinário caráter transcendental dos devotos puros de Bhagavan quando, por Sua graça, Ele revela este caráter no coração puro de uma pessoa dedicada ao serviço a Bhagavan (sevonmukha).

Yasya deve para bhaktir yatha deve tathau gurau
Tasyaite kathita hy arthah prakasante mahatmanah

(Svetasvatara Upanisad 6.23)

   “Todos os significados ocultos dos srutis são revelados apenas ao coração da grande alma que possui a mais elevada devoção transcendental tanto por Sri Bhagavan quanto pelo seu representante - Sri Gurudev”

   Os Vaishnavas não estão sujeitos a nascimentos e mortes, também não possuem família, casta ou ashram mundano. Neste mundo material, as situações materiais dos Vaishnavas é apenas uma execução dos seus passatempos manifestos e imanifestos. Pelo desejo de Bhagavan, os Vaishnavas aparecem neste mundo dentro de alguma família ou linhagem, mas as escrituras nos proíbem de pensar que Eles têm uma origem material.

Arcye visnau siladhir-gurusu naramatir vaisnave jati buddhir
Visnor-va vaisnavanam kalimala-mathane pada-tirthe mbu-buddhih
Sri visnor-namni mantre sakala-kalusahe sabda-samanya-buddhir
Visnau sarvesvarese tad-itara-samadhir-yasya va naraki sah

(Padma Purana)

   “Uma pessoa se converte em um residente do inferno se pensa que a deidade é apenas uma pedra, que Gurudev é um ser humano comum, que os Vaishnavas pertecem a alguma casta, que a água que lavou os pés de lótus de Vishnu ou dos Vaishnavas é uma água comum, que o mantra ou o nome de Vishnu são apenas sons mundanos, ou que o Senhor Supremo Sri Vishnu é igual aos semi-deuses.”
  
   Por tanto, de acordo com as escrituras, aqueles que tentam definir um Vaishnava de acordo com seu nascimento, família, casta e outros aspectos do mundo material, são tolos, hipócritas e ofensores dos Vaishnavas. O conhecimento transcendental que é recebido através do Bhagavata Guru Parampara constitui a verdadeira identidade dos Vaishnavas. Paramadhyattam Srila Gurupadpadma Sri Srimad Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj pessoalmente descreveu sua própria sucessão familiar Vaishnava em seu Gaudiya giti-guccha que compilou e editou.


Sri krsna-brahma-devarsi bädaräyana-samjnakän
srimadhva-sripadmanäbha-srimannrhari-mädhavän

aksobhya-jayatirtha-srijnänasindhu dayänidhin
srividyänidhi-räjendra-jayadharmän kramädvayam

purusottama-brahmanya-vyäsatirthäsca samstumah
tato laksmipatiàsrimanmädhavendranca bhaktitah

tacchisyän srivarädvaitanityänandän jagadgurün
devamisvarasisyam sricaitanyanca bhajämahe

srikrsnapremadänena yena nistäritam jagat
mahäprabhu-svarüpa-sridämodarah priyam karah

rüpasanätanau dvau ca gosvämi pravarau prabhu                                   çréjévo raghunäthasca rüpapriyo mahämatih

tatpriyaù kaviräja-srikrsnadäsa-prabhurmatah
tasya priyottamah srilah seväparo narottamah

tadanugatabhaktah srivisvanäthah saduttamah
tadäsaktasca gaudiyavedäntäcäryabhüsanam

vidyäbhüsanapädasribaladevasadä srayah
vaisnavasärvabhaumah srijagannätha prabhustathä

srimäyäpuradhämnastu nirdestä sajjanapriyah
suddhabhaktipracärasya mülibhüta ihottamah

sribhakativinodo devastat priyatvena visrutah
tadabhinnasuhrdavaryo mahäbhägavatottamah

srigaurakisorah säksäd vairägyam vigrahäsritam
mäyävädi-kusiddhänta-dhväntaräsi-niräsakah

visuddhabhaktisiddhäntaih sväntah padmavikäsakah
devo’sau paramo hamso mattah srigaurakirttane

pracäräcärakaryesu nirantarah mahotsukah

haripriyajanairgamya om visnupädapürvakah
sripädo bhaktisiddhänta sarasvati mahodayah

sarve te gauravamsyasca paramahamsavigrahäh
vayanca pranatä däsästaducchista grahägrahäh

“Sri Krishna é o Jagad Guru original da Sri Brahma-Madhva-Gaudiya Vaishnava Guru Parampara. Ele transmitiu a ciência de suddha-bhakti ao coração de Chaturmukha Sri Brahma. Sri Brahmaji por sua vez, outorgou este conhecimento a Sri Naradji, que então transmitiu a Sri Veda Vyas. Veda Vyasji transmitiu o conhecimento na linha do parampara a Sri Madhvacharya. Nesta ordem o conhecimento foi impartido de guru para discípulo: Sri Padmanabha, Sri Nrhari, Sri Madhav, Sri Akshobhya, Sri Jayatirtha, Sri Ghyanasindhu, Sri Dayanidhi, Sri Vidyanidhi, Sri Rajendra, Sri Jayadharma, Sri Purushottama Tirtha, Sri Brahmanya Tirtha, Sri Vyas Tirtha e Sri Lakshmipati Tirtha Acharya, que era o Guru de Sri Madhavendra Puri. Os discípulos de Sri Madhavendra Puripad eram Sri Iswara Puri, Sri Nityananda Prabhu e Sri Adwaita Acharya. Jagad Guru Sri Gouranga Mahaprabhu fez com que Sri Iswara Puripad se tornasse muito afortunado ao aceitar refúgio nos seus pés de lótus. Sri Swarup Damodar – o muito querido amigo de Sriman Mahaprabhu, foi o próximo na linha do Parampara, seguido por Seus queridos Sri Rupa Goswami e Sri Sanatan Goswami. Sri Jiva Goswami e Sri Raghunath Das Goswami aceitaram refúgio nos pés de lótus de Sri Rupa. Srila Krishna Das Kaviraj Goswami era o objeto da misericórdia deles. O amado discípulo de Sri Kaviraj Goswami foi Sri Narottama Thakur e o discípulo de Sri Narottama foi Sri Viswanath Chakravarti Thakur. O objeto da misericórdia de Sri Viswanatha Thakura foi Sri Baladev Vidyabhusan Mahasay, que foi sucedido por Sri Jagannath Das Babaji Maharaj. Sri Bhaktivinod Thakur se refugiou nos pés de lótus de  Sri Jagannath Das Babaji Maharaj. O mais querido discípulo de Sri Bhaktivinod Thakur foi o Maha Bhagavata Sri Goura Kshor Das Babaji Maharaj. O objeto de amor de Sri Goura Kshor Babaji foi Sri Varshabhanavi Dayit Das Jagad Guru Sri Srimad Bhaktissidhanta Saraswati Goswami Prabhupad, que inundou todo o universo com a corrente de prema bhakti, tal como foi praticado e ensinado por Sriman Mahaprabhu. “Todos estes Vaishnavas são associados muito queridos de Sri Hari Goura Sundar e nosso desejo é honrar seus remanentes.”
   Este Bhagavata Guru Parampara, que começa com Jagad Pita Sri Krishna e se estende até Sri Srimad Bhaktissidhanta Saraswati Prabhupad, é a única linhagem familiar de Sri Srimad Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj.
   Paramaradhya Srila Gurudev humildemente revelou sua própria identidade durante o parikrama de Sri Navadwip-dham em 1948. No samadhi de Srila Bhaktissidhanta Saraswati Thakur em Mayapur, desolado e soluçando com um imenso sentimento de separação de seu Gurudev, Srila Gurudev disse: “Swayam Bhagavan Sri Krishna é supremamente misericordioso. Sri Gourasundar, que não é diferente Dele, também é supremamente misericordioso. Sri Nityananda Prabhu é a deidade da misericórdia personificada e os seis Goswamis também são imotivadamente misericordiosos. Eu tenho escutado tudo isto. Sem dúvida eu estava presente nesta ou em outra forma, durante este tempo, mas ninguém me concedeu misericórdia, pois sabiam que sou muito desprezível e pecaminoso. Mas, Srila Prabhupad me pegou pelo cabelo. Sou uma pessoa materialista e descontrolada, mas Prabhupad me converteu em uma partícula de poeira dos seus pés de lótus. Este Srila Prabhupad, devido a sua misericórdia sem causa, hoje me fez como sendo Seu. Ele é ainda mais sublime do que o próprio Senhor”.
   Paramadhya Srila Gurudev descreveu sua linhagem familiar neste discurso referindo á sua relação com Jagad Pita Sri Krishna; Sri Sachinandan Goura Hari; o Akhanda Guru Tattva Sri Nityananda Prabhu que não é diferente de Sri Baladev Prabhu; e seu muito querido associado – Jagad Guru Srila Bhaktissidhanta Saraswati Prabhupad. Em nenhuma ocasião ele mencionou sua linhagem familiar material.


Aparecimento

   Om Vishnupad Sri Srimad Bhakti Praghyan Keshav Goswami Maharaj apareceu (nasceu) no dia 24 de janeiro de 1898 (Maghi Krsna Trtiya) em uma família Vaishnava rica e respeitada, na famosa vila de Vanaripad – Bengala Oriental (atual Bangladesh). Srila Gurudev apareceu na forma de um menino extremamente divino e extraordinário, iluminando assim, todas as direções. Muitos santos Vaishnavas eminentes, oficiais governamentais e eruditos apareceram na célebre dinastia de Sri Gurudev. Seu pai se chamava Sriyuta Saratchandra Guhathakurta e era muito religioso, humilde e um devoto de Sri Krishna. Sriyuta Sratchandra tinha um caráter gentil e mesmo ocupando um elevado posto governamental na corte judicial, jamais aceitou nenhum suborno de ninguém. Suas qualidades atraíam todos na corte, dos mais superiores até os mais inferiores. Sriyuta Guhathakurta também era um firme seguidor do Vaishnavismo na linha de Sri Chaitanya mahaprabhu. Ele estudava regularmente o Bhagavad Gita, Srimad Bhagavat, Sri Chaitanya Charitamrta e outras obras devocionais. Praticava diariamente diversos aspectos de bhakti como, hari-kirtan, japa, puja e meditação. Magistrados, juízes, advogados eminentes, pessoas eruditas e respeitadas na sociedade, frequentemente iam á sua casa para escutar seus comentários sobre o Bhagavad Gita e outros livros religiosos.
   Sua mãe se chamava Sriyuta Bhuvana Mohini Devi. Ela pertencia a uma família de donos de terras e era respeitada por ser uma mulher rica, erudita, dedicada á moralidade, muito séria e reflexiva. Por um lado, Bhuvanamohini Devi era a deidade da afeição e compaixão maternal e por outro era uma estrita matriarca para seus filhos e subordinados. Sempre usava sua habilidade para harmonizar e resolver os complicados problemas relacionados com suas terras.
   Todos se sentiram bastante felizes quando a transcendental criança Maha-Purusha apareceu deste casal virtuoso e próspero. O recém nascido tinha olhos brilhantes e um físico charmoso dotado de todos os sinais auspiciosos. Ao ver seus dourados membros e seu rosto esplendoroso, brilhante e semelhante à lua, todos começaram a chamá-lo de ‘Jona’, uma abreviatura de ‘Jyotsna’ – raio de lua.
   Os melhores astrólogos da região ficaram impressionados ao ver as auspiciosas configurações astrológicas. Eles aconselharam seus pais a serem especialmente cuidadosos na criação do menino. Também profetizaram: “No futuro, este menino será famoso como um Maha Purusha transcendental e reluzente. De acordo com seu horóscopo, ele será um bhakti-praghyan, um proeminente erudito das escrituras devocionais. Será também um brahmachari-sannyassi e acharya. Ele será valente, afortunado, renunciado, controlador dos seus sentidos, tolerante, equânime, munificente e um maha-purusha religioso supremo”.
   Anos depois, as profecias destes astrólogos foram apoiadas por um famoso astrólogo do distrito de Medinipura chamado Sri Vaikunthanatha Mahodaya. Ele ficou maravilhado ao ver o horóscopo de Sri Gurudev e escreveu com deleite: “Esta pessoa nasceu no momento em que todos os yogas favoráveis estavam presentes. Isto significa que a inconcebível potência dos devotos puros na forma de compreensões e experiências internas, descenderá até as almas condicionadas através dele. Em pouco tempo, incontáveis devotos puros se reunirão para glorificar as ilimitadas glórias do incomparável Jagad Guru Srila Saraswati Prabhupad”. 
   Posteriormente, o menino que era conhecido popularmente como Jona ou Janardana, ficou famoso como Vinodbihari. Ao ver a surpreendente beleza transcendental do seu filho e pensando que era muito bom para ser verdade, Sriyuta Bhuvanamohini constantemente temia que seu filho não vivesse por muito tempo e orava intensamente ao Senhor para que o concedesse uma vida longa.(Para continuar lendo, clique abaixo em (Mais Informações)