Ele nos dará olhos espirituais.

Primeiramente vocês devem saber que não são o corpo físico, quando a alma partir de seus corpos, vocês não poderão andar, falar, nada disso. O corpo é apenas um saco de urina, fezes, pus e todas estas coisas sujas e de mau cheiro. Se abrirmos nossos corpos aqui agora, ninguém conseguirá permanecer neste local, tamanho será o mal cheiro que emanará deles. Isso é o corpo material. Mas dentro desse corpo, existe a alma e a alma não pode ser vista com olhos materiais. Mas ao adorar Deus (Bhagavān, que também é a Super-alma que dá vida a alma), Ele nos dará olhos espirituais e então facilmente podemos ver que somos eternos serventes de Deus, mas agora, nos esquecemos disso. Agora pensamos que somos este corpo, e que seremos felizes neste mundo. Estamos sempre tentando ganhar mais e mais dinheiro, como asnos. Mas, vocês devem saber que por ganhar dinheiro vocês não podem ser felizes, se tiverem muito dinheiro vocês irão beber, usar intoxicantes, terão falso orgulho e desviarão do caminho que leva a Deus. No momento da morte, vocês não poderão levar nada, lembrem-se sempre disso, nem um centavo. É dito que o asno é um animal muito tolo, mas somos mais tolos que asnos, porém o que irá conosco daqui? Apenas o que cantamos (Santo Nome) e o que fazemos para Deus. Apenas isso irá conosco, mais nada. E se fazemos isso, vamos ao lugar onde não há nada disso aqui, lá não há morte, nem tristeza, só felicidade. Se praticamos serviço devocional, podemos realizar nossa eterna forma constitucional e com ela podemos servir e amar Deus eternamente. Mas para isso, justo como para aprender qualquer coisa vocês precisam de uma escola e um qualificado professor, aqui, vocês também precisam de um professor espiritual, um guru, mas um verdadeiro guru, que realmente tem todas as qualidades mencionadas nas escrituras. Se fizerem isso serão exitosos.
Breve resumo de instruções de Srigurupadpadma B.V.Narayan Goswami em Toronto 22/04/2008

A escola de Sri Chaitanya-dev

Se pertencemos à escola do desfrute material, então quando algum obstáculo dificulta nosso desfrute, nós ficamos perturbados. A escola da renúncia diz que devemos abandonar o desfrute material. Os devotos de Sri Chaitanya não nos prescrevem nenhum tipo de desfrute, nem também nenhum tipo de renúncia. Ele dizem: “Tudo deve ser direcionado aos reais objetos. Deixe que a natural propensão da alma esteja focada no verdadeiro conhecimento transcendental do indivisível Absoluto.” Mesmo que alguém aceite os três tipos de sofrimento que nos aflige continuamente, não há nenhuma vantagem nisso, e se alguém artificialmente renuncia isso, não consegue. Apenas alguém que oferece suas reverências e seu serviço aos pés de Deus com sua mente, corpo e palavras, será o legítimo herdeiro da libertação. Qualquer que seja os inconvenientes que alguém tenha que encarar, ele os aceitará de todo coração como sendo a misericórdia de Deus descendo até ele. Não é possível estimar toda a auspiciosidade que Śrī Chaitanya-dev outorgou a todos nós. Estamos no caminho de preiya- prazer mundano, e para abrir nossos olhos Ele meticulosamente arranjou estes vários problemas dentre os objetos dos nossos prazeres materiais. Eles nos deu uma pobre saúde e passo a passo, Ele também enviou vários perigos e deu uma específica natureza temporária a todas as coisas deste mundo para que eventualmente, venhamos a trilhar o caminho do mais elevado benefício.
- Srila Prabhupada Bhaktisiddhanta Saraswati Thakur

A Verdade além da matéria

Abandone gradualmente os grilhões da matéria. Cultive seu espírito, o seu interior. Abandone seus preconceitos que você tem adquirido dos assim chamados pensadores racionais que negam a existência do espírito. Seja humilde e aprenda a respeitar aqueles que trabalham em direção à realização espiritual. Faça isso com seu coração, mente e força, apenas na companhia de pessoas espiritualizadas e você verá Kṛṣṇa muito em breve. Kṛṣṇa não é uma entidade imaginária nem tem você o direito de pensar assim. Ele é um fenômeno material imaginado ser a Entidade Suprema apenas pelos tolos. Kṛṣṇa não é compreendido pelo processo de distinguir o subjetivo do objetivo, e nem deve Ele, ser aceito como sendo uma imposição ás pessoas criada pela invenção humana. Kṛṣṇa é eterno, espiritualmente verdadeiro, refletido na alma humana quando aliviada de toda pressão da matéria grosseira e é o sujeito do amor que procede da alma. Aceite Ele desta maneira e você O verá nos olhos de sua alma. Palavras falham em descrever esta Entidade Transcendental. A idea espiritual mais elevada e melhor da Divindade está em Kṛṣṇa. Trazer argumentos contra Ele significa apenas enganar a si mesmo e privar-se das bênçãos que Deus tem guardado em reserva para o ser humano. Por isso, todas as descrições do Seu nome, pessoa, atributos e passatempos- atividades transcendentais, devem ser aceitos espiritualmente, deixando de lado a porção material as quais palavras devem necessariamente transmitir.” – Śrīla Bhaktivinod Thakur, “Śrī Chaitanya Mahaprabhu, Sua vida e ensinamentos (do ingles), pag. 18-19”

Uma assembleia de sapateiros


Nos Puranas Védicos, é descrito a história do sábio Astavakra, e de como ele ganhou o respeito do grande Rei Santo Janak Maharaj. Śrīla Gurudev costumava narrar esta história para nos mostrar como muitas vezes, confundimos o corpo como sendo o eu, e para nos ensinar que um santo é reconhecido pelo seu interior (a alma) e não pela sua aparência ou qualquer outra condição física. Ele diz: "Certa vez, há muito tempo atrás, havia um poderoso sábio (rishi) chamado Astavakra. Ele tinha o corpo curvado (vakra) em oito (asta) partes e quando ele andava seus movimentos eram bastante estranhos. Ele também era fisicamente feio e as pessoas comuns costumavam rir dele quando o viam. Mesmo que externamente ele era desajeitado e torto, internamente seu coração era puro porque ele havia realizado sua eterna identidade transcendental. Ele sabia e havia realizado a diferença entre o corpo e a alma. Um dia, o grande Rei Janaka convidou Astavakra Rishi para uma assembleia de pessoas santas. Assim que ele entrou na assembleia, todos os presentes começaram a rir dele. Vendo isso, Astavakra também começou a rir. Os membros da assembleia ficaram surpresos e falavam uns aos outros: “Estamos rindo dele, mas ele está rindo mais alto ainda, porque será?” O Rei Janaka levantou de seu trono e perguntou a Astavakra: “Porque você está rindo tão alto? O sábio respondeu: “Eu pensei que estava vindo para uma assembleia de santos e sábios, mas ao invés disso, me deparei com uma convenção de sapateiros. O único interesse de um sapateiro está na pele e no couro, e vejo que todos vocês estão apenas olhando para minha pele. Seus interesses estão apenas em ver se alguém é bonito ou feio, saudável ou aleijado, novo ou velho. Suas mentes estão absortas nestas coisas temporárias. Vocês não veem minha alma como as pessoas santas veriam. Colocar importância no externo e temporário corpo enquanto permanecem esquecidos da eterna alma que habita no interior dele é simplesmente ilusão.”
O Coração do rei Janaka foi profundamente penetrado pelas palavras de Astavakra Rishi. Ele realizou que o sábio era uma alma liberada e apto para sentar-se no trono. Ele amorosamente o colocou em seu próprio trono, prostrou-se a ele em reverência e aceitou ele como seu mestre espiritual instrutor."- Publicado no livro "Segredos do eu oculto" de Sri Gurudev B.V.Narayan Goswami

Brief Biography of Srila Gurupadpadma B.V.Narayan Goswami Maharaj

Patita Pavan (Savior of the Fallen Souls) Gurudev, appeared in this world in 1921 in Tiwaripur (Bihar), near the holy Ganges, as son of a trivedi brahmana (knowers of the three Vedas) belonging to the Sri Sampradaya, from the line of Sri Ramananda Acharya, who worshiped Lord Śrī Rama. At his birth place there is also the Sri Narad and Sri Visvamitra ancient ashram and also the appearance place of Sri Vishnu-avatar-Buddha-dev. As it was amavasya (new moon) day, at the time of his birth everyone was singing the Names of God like Rama and Narayan, in the water of the Ganges, near his home. Due to his serene behavior, staying calm wherever his mother left him and without crying for anything, they considered name him as Shiva, but after further deliberation he received the name of Narayan. At the age of five he was chanting the names of Sita and Rama continuously and one day he received Their vision in a dream. As he aproached Them, their vision was overshadowed by the Lord's extraordinary effulgence and he wokeup. He liked to ride a horse, canoe, and above all, was champion of various track and field events. Whenever any Vaishnava would come to his village to recite the scriptures, he would go with his father and serve the speaker with great respect and devotion. When he finished his studies, he joined the police and was soon promoted to a high position due to his strong physical constitution and sincere and pure character. One day, while meditating and chanting his mantra as usual, he fell into a spiritual trance and spent all day in it, thus losing his work on this day. The next day, he was surprised to learn that some 'Narayan' had gone to work instead, and when he tried to explain that he had not gone, his colleagues just laughed and said, "Stop it, you did a great job yesterday." Reflecting on what happened and because he was deeply absorbed in a devotional trance to his lovely Lord, he understood that the Lord himself had taken his form and went to work for him. Shortly after this incident, when asked by other officers to find an important missing document that no one could find, he made a promise: "If I put my hand in this folder where there are hundreds of papers and i find just what they are looking for, I will left it and will dedicate my life to God. " Then he pulled just the one they were looking for. Around this time, a disciple of Srila Prabhupad Saraswati Thakur, named Narottamananda brahmachari (Srila B.K.Madhusudan Goswami) went to preach Srimad Bhagavat in his village. Narayan served and listened to the Bhagavat for 7 days and understood the supremacy of Sri Sri Radha-Krishna worship and Sri Gaudiya sampradaya. Soon after, at the age of 24, he leaves his family and takes refuge at the lotus feet of Acharya Keshari in Sri Nabadwip-dham, the sacred site of the appearance of the Supreme Lord Sri Chaitanyadev. At Śrī Devananda Gaudiya Math-Temple, he devotes all his energy, time, etc., to serving his Gurudev and other Vaishnavas, receiving the title of Bhakta-bandhava- friend of the Vaishnavas. Every day he washed the temple's large pots, which served 300 or more devotees every day, and also collects temple donations with great determination. Seeing his guru-nistha, firm faith in Sri Guru, and after taking care of a spiritual brother who had tuberculosis, even though he knew the danger he was in, his Gurudev took him to be his personal servant and then sojourned all the holy places of India with Acharya Keshari and listened to their glories from the lotus mouth of his Gurudev. In 1956 he receives the renounce order of life, sanyassa, and is sent to the temple of Mathura-Śrī Keshavji Gaudiya Math by his Gurudev. Living a very austere life, in a temple that at that time, had no water or light, often without food, remained there for 40 consecutive years. While there, he meets his former friend and siksa-guru, Swami Maharaj (Prabhupad) and takes him to his temple in Mathura, offers him a room etc. where they live together for several months. In 1959, Śrīla Swami Maharaj receives the renounced order of life also at Keshavji Gaudiya Math at his insistence (Śrīla BVNarayana Goswami) who asked his Gurudev Srila Keshav Goswami to grant sanyassa to Srila Swami Prabhupad for him to complete the service that he had been doing. given to him by Srila Prabhupad Saraswati Thakur (preaching in the west). Srīla Narayan Goswami is the priest of the ceremony teaching him to use danda, kaupin etc. Srila Swami Prabhupad corresponds with Srila Narayan Maharaj every week, informing him of the progress of the mission and asking him for various help, all of which corresponded to him. He Send the first mrdangas, deities and books from India to America at Śrīla Swami Mahārāja´s requests.. After the successful preaching in the West, flooding it with the chanting of Kṛṣṇa's Name, Śrīla Swami Maharaj goes to Vrindavan until his last days and requests Śrīla Narayan Maharaj to continue teaching his Western disciples who were very young, until he departed from this world. Narayan Maharaj promises Swami Maharaj to give them all assistance. Also at the request of Swami Prabhupad, Narayan Maharaj makes all his funeral cerimony in Vrindavan, as he had personally requested. After that, he gave ISKCON leaders constant instruction in Gaudiya Vaishnavas philosophy, confidential topics, and inspired them to practice pure devotion. Disciples of ISKCON leaders show interest in visiting their masters' siksa guru - Srila Gurudev Narayan Maharaj. Such leaders forbid their members from visiting him. those who would nevertheless see him were banished from ISKCON temples, some even suffering physical aggression. Prevented from preaching in ISKCON temples, because the success was so great that its leaders were afraid of losing followers, began to house all those who would see it, began to start their own disciples and formed their own sangha, which strictly followed the teachings of his friend and siksa guru, the founder of ISKCON Śrīla Swami Prabhupad In 1996, at the insistence of some Western devotees and remembering the promise he made to his siksa guru, he began his preaching in the West and gave new life to the devotees. He begins to fearlessly preach about false gurus and corrects their errors about Gaudiya Vaishnava philosophy as propagated by Śrī Chaitanya-dev. He then receives the title of Yuga Acharya (Guru of the Millennium) from the hands of Vrindavan residents and is respected by the entire Gaudiya Vaishnava community as an eternal associate of the Lord, perfect devotee of the highest class rasiksa-tattva-jna Vaishnava and is also honored by representatives of Christianity and Islam and by the governor of Birminghan- UK. He also receives the title of Honorary Citizen and Peace Ambassador for his tireless spiritual service to humanity in the city of Houston, Texas. Even outwardly manifests the ecstatic symptoms of pure love for God in deep separation from the Lord. In 2010, after observing his last anual Vraja-mandal parikram, he departs from this world in Śrī Puri-dham with tears of love in his eyes and pronouncing the name of Radha and Kṛṣṇa. He leaves around 100 written books, commentaries and translations of major scriptures such as Sri Bhagavad Gita, Srimad Bhagavat, Jaiva Dharma and Brhad Bhagavatamrta. His books serve as the ultimate reference for all Gaudiya Maths around the world, especially on the most confidential topics of love for God. baladev b.

Aceitando a Realidade com boa vontade

   Ninguém jamais poderá esperar que, nem mesmo fisicamente, uma pessoa poderá nascer ou se tornar completamente idêntica à outra. Pensar que isso, algum dia, poderá se tornar realidade, é mera perda de tempo, uma ilusão sem sentido algum e um certo desejo inútil de dominar a natureza material. Indo mais além dentro deste campo de visão, outros podem não aceitar a natural pluralidade humana com suas distintas e intrínsecas características individuais ao se sentirem inferiores a outros indivíduos quando veem neles qualidades ou bens que desejariam ter e então também produzem métodos e sistemas artificiais para tentarem acabar com o que eles chamam de injustiças ou até mesmo uma dita ‘maldade’ de Deus ou da natureza- jamais culpam a si mesmos ou aos seus próprios maus karmas, presentes ou passados. Tal propensão, porém, naturalmente e fatalmente culmina no pior desastre que um ser humano pode acalentar para sua própria vida e alma, que é a insensatez, a aversão e a explícita rebeldia contra aquele que possui todas as boas qualidades do mundo no grau mais elevado que alguém não pode sequer imaginar que é Bhagavan- Deus em Pessoa. Todos nós, almas condicionadas deste mundo, mesmo não experimentando, ou já tendo vencido na nossa presente situação, os estágios iniciais de entendimentos errôneos e da não aceitação do processo natural das coisas, estamos de um jeito ou de outro, em algum nível, incluídos nesta ultima situação, porque a inveja de Deus, consciente ou inconsciente, é o que nos faz ter o falso ego de nos considerarmos os desfrutadores de pessoas e objetos deste mundo, que foram todos criados não por nós, mas por Deus, e então são de uso e fruto apenas Dele e de mais ninguém. Alguém então poderia questionar que já que Ele criou este mundo, então porque não podemos ser felizes aqui com as pessoas e objetos que Ele criou? A resposta é que este mundo não foi criado para ser um lugar de felicidade e sim para ser um reformatório de almas rebeldes que se esqueceram de Seu Criador, um lugar de aprendizado para aqueles que ainda não compreenderam que não são desfrutadores, ou que ainda estão tentando compreender, ou que estão no período de prática, de cantar Seu nome, lembrar Dele para se tornarem perfeitos. Mas aqueles que no presente momento, se tornaram perfeitos, sempre cantam o Nome e as glórias de Deus, se lembram Dele e compreendem que tudo deve ser usado para o benefício do Dono, terão, neste e no próximo (eterno) mundo, a fortuna de serem felizes justo como Ele também é. Em outras palavras, aqueles que desde o começo da própria existência espiritual concebida por Deus na região marginal ou neutra (tatastha-shakti), situada entre o mundo espiritual e o material, decidiram ter inveja Dele e desejaram desfrutar como Ele ao invés de aceitar a Verdade e a Supremacia de Deus sobre todas as almas e tudo que existe em todos os universos, ganham um corpo sutil e grosseiro e são jogados neste mundo material para aprenderem uma lição e então serem re-educados na realidade para, um dia, através de uma sequencia de punições e sofrimentos, puderem se redimir e se estabelecerem em suas posições originais e naturais de seres eternos e obedientes serventes de Deus, que servem o Criador em felicidade constante. Quanto mais rápido dispersamos o falso ego de considerar nosso corpo e mente materiais como sendo o "eu" e as pessoas e objetos ligados a eles como sendo "nossos" e encaramos esta realidade de frente ao nos tornarmos mais mansos e humildes perante Ele a Seus enviados, menos sofremos aqui. Os ditados das escrituras nos instrui no serviço a Deus não porque Ele precisa do nosso serviço para se sentir superior, completo ou bem aventurado, porque Ele já é tudo isso Nele mesmo (om purnam adah purnam idam), mas porque Ele sabe que nós seremos felizes apenas se compreendemos esta Verdade natural. O maior beneficiado será nós mesmos, e Ele também se sentirá feliz por nós porque em termos de misericórdia e amizade, Ele também é o melhor e maior de todos.

baladev das

Sri Krishna´s janmastami 2019

Blessed, bhadra-krsnastami-tithi
delightfull Gokul-Mahavan
Nanda,Yashoda, Vatsalya piriti
loving child- Swayam Bhagavān
All Devas and Devis
Manus, Gandharvas
Rishis and Munis
singing, sending flowers
Naravata madhurya-lila
father, mother, acepting
lila-Pusushottam
only friend of the fallen
those who hear, remember
that Child´s form, charming
forever, a Golok-Vraj member
Śrī Govinda´s seva, always enjoying

b.d. 23/08/19

Real e aparente

Śrī Kṛṣṇa é a Absoluta Forma Pessoal. O Supremo tem uma infinidade de formas pessoais e impessoais. Sua própria Forma é Pessoal. A Forma Pessoal de Śrī Kṛṣṇa é a concentrada essência corporificada dos princípios da Absoluta Existência, Conhecimento e Bem aventurança. A forma na Divindade não é adjunta. A Forma é a Própria Divindade. A Forma Impessoal é um atributo da pessoal e não uma Entidade Substantiva. A Forma Impessoal é da natureza de uma aréola da Pessoa da Divindade. Aqueles que não admitem a forma do Supremo como sendo o próprio Supremo ou que pensam que Sua Forma é apenas uma manifestação passageira de sua essência, são ateístas e aptos para serem punidos pelo deus da morte (Yama). Em outras palavras, alguém que nega a Forma do Absoluto comete a mais grave de todas as ofensas contra a Divindade. O ofensor é punido ao ser encarcerado em seus dois corpos materiais- o corpo grosseiro e o sutil, onde ele é iludido ao supor ser este, seu próprio corpo. Os acidentais corpos materiais, nos quais as almas ofensoras são encarceradas, efetivamente apagam toda consciência da sua própria e real forma espiritual assim como da Forma Divina que pode ser servida apenas por uma recíproca forma espiritual da sua adoração.
Divindade é Forma. Ele não é sem forma. O amorfo é um ponto de vista da refulgência irradiada pela Forma. Essa refulgência atua como uma região ofuscante de pura e deleitante luz que circula a forma. Esta irradiada refulgência Divina tem a qualidade de obscurecer a visão da forma espiritual da alma individual limitada na busca do Absoluto. Chegando nessa região de luz, o buscador é apto a receber a poderosa impressão de que ele não tem uma forma individual própria e que ele é uno com a vasta e não-diferenciada refulgência. Ele então é tão completamente satisfeito em fazer essa descoberta que não tem cérebro para questionar a legitimidade da sua irresistível satisfação.
Verdade, a luz emitida pelo Divino afasta toda ignorância mundana e miséria e atrai a alma purificada para si. É como uma grande luz que atrai para si um dos seus próprios raios que havia se perdido. O que acontece ao raio individual após fundir-se na grande luz, é deixado inescrito.
Pessoas sobre a influência de tal mentalidade são aptas a serem desinclinadas a aceitar qualquer concreta descrição da forma e dos afazeres da Divindade. Eles preferem prestar suas reverências à região de luz e não consideram como seus deveres, ser mais curioso ou espiar em seus segredos ocultos. Mas a região da luz, de acordo com ambos- Alcorão e a Bíblia, é habitada por uma infinidade de de anjos com corpos de luz que certamente servem o Supremo e tem uma visão ininterrupta dele em Sua Morada Divina. Mas, além dessa admissão, nenhuma pista é fornecida sobre os detalhes da verdadeira Forma Divina e descreve-La ou representa-La assim como Seus anjos, ao ouvido mortal ou olhos mortais, é condenado como uma atividade idólatra. Descrever as atividades e forma do Supremo, até mesmo analogamente em termos da experiência mortal é também considerado uma ofensa.
Esta precaução é bem vinda apenas dentro de seus próprios limites. Se isso vem a terminar com a negação da Divina Forma ou na afirmação de que o Supremo é sem forma, isso dá um golpe na própria raiz de toda real atividade espiritual. A adoração praticada pelos declarados ou disfarçados impersonalistas e abstracionistas é em princípio indistinguível da oposição a própria adoração sob a hipotética preocupação pela preservação de sua pureza. A fúria contra a idolatria geralmente mascara esse sentimento de inveterada hostilidade ao próprio princípio da adoração.
Uma ofensa que é atentada contra a Divindade Suprema recai sobre o ofensor com uma severidade dez vezes maior. Se o Supremo é negado de Sua forma o ofensor é punido pelas vicissitudes da concepção grosseira de que seu corpo físico e mental é sua verdadeira forma e essa concepção leva a vítima ao vicioso círculo de suas atividades mundanas. Todo item de tais atividades mundanas é a punição para a negação da correspondente atividade do Senhor. Isso é certamente o ‘Inferno’ dos hipócritas. As orações dos impersonalistas ofendem o Senhor mais do que as denúncias de Seus inimigos declarados.
Nosso único objetivo deve ser atuar de acordo com a real natureza do nosso verdadeiro eu e não adotar os conceitos do não-eu como nosso. O Supremo deve ser completamente servido. Qualquer escassez de serviço da real função nos levará ao plano da irrealidade. As especulações sobre a Natureza do Absoluto, de pessoas que não servem Ele com todas as suas faculdades, não são verdadeiras concepções do Senhor Supremo como Ele realmente é.
Nosso negócio é procurar encontrar a Divina Forma. É verdade que a Divina Forma não pode ser vista pelos nossos olhos mortais. A atividade dos nossos olhos carnudos, é porém, a forma pervertida da correspondente e saudável atividade dos nossos olhos espirituais. É necessário encontrar a real e positiva função da alma. A alma é categoricamente diferente de ambos os corpos- físico e sutil. Então a função da alma jamais pode ser a função do corpo ou da mente.
Sri Krishna tem completa iniciativa, Ele é Autocrata. É também necessário buscar pela visão (espiritual) de Krishna. Isso deve ser nosso primeiro e único esforço. Não podemos ter nenhuma real função para nossa alma até quando estamos face a face com a Divindade.
Sri Krishna mostra-se a Si mesmo a aqueles que preferem Seu serviço a qualquer outra ocupação. Para que a adoração a Forma Divina não seja fruto de atividades realizadas por nossos corpos físicos e mentais que são compelidos a realizar atividades mundanas que conduz a ignorância e nos despriva da real visão da Divindade, é necessário buscar pelo genuíno mensageiro do conhecimento transcendental. É apenas quando buscamos pela companhia de pessoas que fizeram real progresso no caminho da devoção pura, que nossas orações serão atendidas e Ele enviará alguém para atuar em Seu nome, para nos falar sobre Ele. Se então, deletamos nosso anterior conhecimento falho e nos rendemos com um humor não contraditório ao conhecimento absoluto do Mensageiro, nossas orações serão ouvidas. Oferecer uma sincera oração para este fim, é então, a primeira necessidade - (Srila Prabhupad Saraswati Thakur-- "Real e Aparente")

A supremacia da teologia védica

    Ao contrário das culturas bárbaras que professavam o imaginário culto do Antropomorfismo na antiga Grécia, Teriotranpismo no Egito, além do ateísmo mayavada de Shankara na India- que assim como os filósofos empíricos trouxeram apenas trevas ao mundo ao negar que Deus tem uma forma-corpo, o Vaishnavismo estando livre de tais imaginações da mente humana, adora a eterna forma do Deus Único, que apesar de ser similar a do homem comum, ainda assim é composta de elementos não-materiais e é visível apenas aos olhos que foram limpos da contaminação mundana através do colírio do amor a Deus. É verdade que Deus não possui um corpo material, mas sim um corpo espiritual-chit. Não é nenhuma surpresa então, que o Embaixador grego Heliodoro, que certa vez, ao ser enviado pelo então Rei da Grécia Antíoco para pegar os impostos do grande templo em Jerusalém e foi impedido de cumprir sua missão pelo próprio Senhor Deus como descrito em 2 Macabeus 3.7-40, tenha posteriormente se tornado um devoto de Krishna. Heliodoro, que fazia parte da elite Grega no Sec 2-1 a.C., que certamente conhecia bem a obra dos reconhecidos filósofos gregos e que neste incidente pôde ver Deus face a face e ser pessoalmente punido por Ele, foi depois enviado como embaixador na India e lá reconheceu a forma de Vasudeva Krishna como sendo Deus em Pessoa. Para deixar registrado isso ao mundo, ele então mandou construir seu famoso pilar em Besnagar- India, onde declara por escrito ter se tornado um devoto de Krishna. Enquanto a literatura Védica está repleta de descrições sobre a forma e atividades de Deus como foram descritas por aqueles que através da devoção viram o Senhor face a face- principalmente pelo Grande Filósofo Vyasa em seu Bhagavat, vemos que as escrituras Abraâmicas como a Santa Bíblia e o Santo Alcorão, apesar de louváveis, não descrevem quase nada sobre a forma de Deus e por este motivo possuem uma doutrina rudimentar do teísmo completamente desenvolvido encontrado na religião Vaishnava. Talvez é por este motivo, que grandes teólogos Cristãos como Thomas de Aquino e Santo Agostinho, assim como Platão e Aristóteles, sendo incapazes de conceber a eterna forma espiritual de Deus, propagaram suas patéticas idéias ateístas sobre a Divindade Suprema. Quando o Prof. Suthers, da Universidade de Ohio- EUA, que fazia sua pesquisa sobre religião comparativa na India, escutou todos estes sutis pontos teológicos sobre a doutrina Vaishnava da boca do nosso brilhante Srila Saraswati Thakur, disse: “Me sinto a pessoa mais afortunada ao escutar a sutil, completa e científica teologia que existe por trás da adoração a eterna forma de Deus (Vigraha) realizada pelos Vaishnavas.”

baladev das 

Condições para o progresso no canto do Nome


   Temos visto que vários praticantes de bhakti-yoga, que aceitaram o Goudiya Vaishnavismo e começaram a recitação e canto do Santo Nome, deixam ou diminuem suas práticas ao longo do tempo. Qual é a razão disso? Foi dito em todas as escrituras como Bhagavat, Bhakti Rasamrta Sindhu, Hari Bhakti Vilas etc, que se o praticante não fica atento a evitar as ofensas contra o Nome, ele não faz nenhum real progresso e aos poucos vai diminuindo ou até abandona o processo. Essa é a razão. Apesar do Nome ser poderoso e misericordioso, Ele não tolera ofensas como criticar os Vaishnavas, pensar que Shiva e Vishnu são diferentes, duvidar das escrituras e dos Mestres, misturar a devoção com outras práticas como yoga, karma etc. Se alguém recita diariamente o Nome e com o tempo não passa a se apegar mais e mais a Ele, adquirindo assim um gosto interior pelo Nome a ponto de não mais conseguir parar de recitar, isso se deve unicamente as ofensas ao Nome- “As ofensas fazem com que o Nome tome uma forma material e faz com que o praticante caia na tentação de insignificantes benefícios mundanos”.- “O Santo Nome de Krishna é cheio de compaixão e é tão poderoso quanto o próprio Krishna. O Nome é certamente o doador da liberação para todas as entidades vivas- móveis e inertes”- “Porém quando um ofensor comete ofensas contra o Nome, estas graves atividades pecaminosas criam impedimentos no caminho do contínuo canto do Nome”- (Prem Vivarta Cap.19)

Outro ponto importante é que aqueles que se refugiaram em Gurudev Narayan Goswami, devem tomar bastante cuidado quanto aos tópicos que estudam e propagam. A não ser que alguém esteja versado nos princípios filosóficos básicos das escrituras Vaishnavas como o Gita,B.R.Sindhu, Upadesamrta etc, como propagado primeiramente por Srila B.V. Swami Maharaj (Prabhupad), certamente irá ser vítima do sentimentalismo, sahajismo, imitação, devido ao fato de que Gurudev pregou tópicos elevados focando naqueles que já eram versados nas escrituras básicas. Ele disse: "Simplesmente dizer aos outros: “Eu tenho avidez (por vraj-prem) não trará nenhum benefício. Se alguém diz: “Não quero praticar vaidhi bhakti. Não há nenhuma necessidade em seguir isto,” isto vai contra as escrituras.

sruti-smrti-puranadi-pancaratra-vidhim-vina
aikantiki harer bhaktir utpatayaiva kalpate

“Serviço devocional a Deus que ignora as literaturas Védicas como os Upanishads, Puranas, Narad-pancharatra etc.., é simplesmente um desnecessário distúrbio a sociedade.” (Bhakti rasamrta Sindhu 1.2.101)

Aqueles que não querem seguir as regras e regulações de bhakti são completamente independentes e prejudiciais, eles querem pular direto ao topo da árvore de bhakti. Eles querem apenas radha dasya e manjari-bhav-serviço pessoal direto a Srimati Radhika". Assim, peço a vocês que considerem estes pontos e tentem compreender os ensinamentos básicos do Vaishnavismo e pratica-los, pois só assim podem fazer real progresso em bhakti para então ajudar outros.


baladev b.

Gurudev bada krpa kori- Srila Bhaktivinod Thakur

Gurudev!
Devido a sua grande compaixão
no meio da floresta de Gauda
Você me concedeu um lugar em Godruma 
Você me deu este comando-
Permanecendo aqui em Braj
Cante o nome de Hari

Mas quando, ó respeitável personalidade!
dará por misericórdia
firmeza a este servente?
Quando minha mente ficará tranquila,
irei tolerar tudo
e servir Hari com coração fixo?

Na infância e juventude
pelo contato com prazeres mundanos,
meus hábitos se corromperam
Pelas minhas próprias ações pecaminosas
este meu corpo se tornou
um impedimento ao serviço a Deus

Agora na velhice
castigado pela miséria dos cinco sentidos
me ensine como devo servir
Chorando angustiado, aos Seus pés
eu caio nessa grande lamentação

Poema em forma de canção do seu sharanagati-rendição ao Senhor, escrita por Srila Sachidananda Bhaktivinod Thakur, o grande arquiteto do Goudiya Vaishnavismo em todo o mundo, a personalidade transcendental que marcou e marcará para sempre a história do mundo teológico, religioso e espiritual da humanidade nesta era escura.
Obs- a Palavra Gurudev significa gu- escuridão, ignorância, e ru- luz do conhecimento divino, Gurudev, a quem o autor ora aqui, significa o Mestre que é capaz de dispersar nossa ignorância através do conhecimento divino.
Tradução de "Gurudev bada krpa kori" ao inglês por Srila Bhakti Prasad Puri Maharaj.


baladev das

Srila Bhaktivinoda Thakura

Srivas Pandit tirobhav-tithi

    Hoje é um dos principais dias para os Goudiya Vaishnavas, o dia de desaparecimento de Srivas Pandit, o eterno associado do Senhor Sri Chaitanya que era Narad-Muni em Krishna-lila. Ainda jovem, Srivas se mudou para Mayapur e como era mais velho que Nimai Pandit (Sri Chaitanya Mahaprabhu) e já devoto do Senhor, costumava abençoar o jovem Nimai, que quando criança estudava lógica e gramática. Certa vez, Srivas encontrou Nimai na rua e lhe disse: "O objetivo de estudar é se tornar devoto do Senhor, se você não se tornar devoto, que valor tem todo este estudo? Que você se torne devoto muito em breve." Mais tarde, quando Nimai voltou de Gaya iniciado e manifestou sintomas do amor a Deus, o canto congressional dos Nomes de Deus (Hari-nam-sankirtan) teve início no pátio da casa de Srivas. Toda noite Mahaprabhu, Nityananda, Adwait, Srivas, Gadadhar e outros devotos cantavam e dançavam toda noite. Perturbados pelo canto do Nome de Deus, os vizinhos começaram a ameaçar Srivas dizendo que o magistrado muçulmano Chand Kazi viria prende-lo por perturbar os vizinhos. Vendo a ansiedade de Srivas, Mahaprabhu manifestou sua forma de Nrsimha--dev a Srivas e lhe disse para não temer ninguém que Ele era o Senhor e sempre o protegeria. Toda família de Srivas pôde ver esta forma do Senhor. Durante uma destas noites de kirtan, o único filho de Srivas morreu a sua esposa e familiares começaram a chorar dentro da casa. Srivas foi até elas e lhes disse para não atrapalhar o canto do Nome de Deus na presença do próprio Senhor- Sri Chaitanya. Vendo que elas continuavam a se lamentar, Srivas lhes disse: "Se vocês não pararem agora, me afogarei no Ganges". Elas então pararam de chorar e o kirtan prosseguiu. Quando acabou o kirtan, Mahaprabhu perguntou a Srivas o que havia ocorrido e lhe contaram tudo. Mahaprabhu então ressuscitou a criança e lhe perguntou: "Porque você deixou a casa de um devoto como Srivas?" A criança disse: "Ó Senhor, tudo nesse mundo vai e vem de acordo com Sua vontade, meu único desejo é que, onde quer que eu esteja, jamais possa Lhe esquecer." Todos então pararam de se lamentar e a criança se foi pelo desejo do Senhor. Outra vez, quando Sri Chaitanya viu que Srivas e sua família executavam serviço a Deus todo o tempo e não havia comida suficiente em casa e propôs que Srivas trabalhasse, Srivas bateu 3 palmas. Mahaprabhu perguntou, "O que significa isso?" Srivas disse: "Vou jejuar 1, 2 dias, se no terceiro dia não aparecer comida aqui pela vontade de Deus, eu suicido." Mahaprabhu então disse que porque sua confiança no Senhor era completa, nada faltaria em sua casa mesmo que Lakshmi-devi tivesse que mendigar para ele. O Bhagavad Gita também diz no 9.22: "Para aqueles que dependem apenas de Mim, sempre pensam em Mim e Me adoram, eu pessoalmente protejo tudo que tal devoto possui e lhe dou tudo que for preciso. Eu pessoalmente tomo conta deles." Há vários ensinamentos práticos e importantes na vida e caráter de Srivas Pandit e se nós realmente desejamos seguir o Senhor, é imperativo tentar segui-los ao máximo de nossa capacidade. Jay Srivas, Goura Srivas bol Haribol Haribol!


baladev b. -- resumo dos escritos de Siksha Gurudev em seu livro "Parisads".

Sharanagati- completa rendição ao Senhor

Em seu belo e dramático poema em forma de canção devocional, no capítulo Sharanagati- rendição ao Senhor, o profeta- Acharya do Goudiya Vaishnavismo Srila Bhaktivinod Thakur, humildemente ora ao Senhor, e lamenta por sua vida anti-devocional. Claro que tal Acharya manifesta estes sentimentos simplesmente devido a intensa humildade que a devoção e o amor a Deus proporciona em seu coração e se nós não nos lamentamos por nossa vida de pecado e choramos arrependidos aos pés de Deus, jamais podemos ser realmente rendidos a Ele ou alcançar Sua misericórdia. A canção diz o seguinte:
Minha vida
Nela, não há nada de bom
Sempre dada ao pecado,
Tormento a outros
Muito tenho causado,
Infligi dor a todos
Para meu próprio prazer
Nunca tinha medo de pecar
Egoísta e sem piedade como sou.
Deprimido com a felicidade dos outros.
Sempre desleal,
A miséria dos outros tem sido meu deleite
Infinitos são os desejos egoístas
Que enchem meu coração
Tão propenso a ira e a insolência,
Sempre bêbado com a vaidade,
Possuído pelo mundo
Visto malícia e orgulho como queridos ornamentos.
Arruinado pela sonolência e preguiça,
Abstendo-me de todo bom trabalho,
Sou sempre muito zeloso em ações pecaminosas.
Com objetivo de fama mundana
Um adepto a prática de duplicidade,
Cobiçoso, vítima da avidez sou.
Até mesmo tal pecador
Afastado de tudo que é bom,
Um constante ofensor sou.
Sempre maldosamente disposto
E envenenado por várias misérias.
Agora na velhice
Sem nenhuma ajuda,
Humilhado e sem esperança,
Bhaktivinode
Aos pés do Senhor
Conta seu pesar.

Confundindo os materialistas


   Temos visto, através da biografia de Deus e Seus Devotos, que muitas vezes eles manifestam doenças físicas ou parecem estarem sofrendo de alguma forma. Alguém pode questionar: “Se Deus e Seus devotos são perfeitos e espirituais, porque este tipo de coisa aparentemente mundana, ocorre em suas vidas?” Isto foi explicado nas escrituras, que tais coisas ocorrem simplesmente para confundir os ateístas e materialistas, do contrário, se todos vissem suas naturezas transcendentais, mesmo aqueles que são adversos, isso criaria uma situação ainda pior devido a natureza demoníaca de grande parte da população. De fato, sempre que o Senhor ou Seu devoto como Nrsimha-dev e Jesus Kristo se pronunciaram como sendo divino, a oposição foi sempre forte e agressiva. Por outro lado, se Eles são vistos como seres normais, muitos o descartam e pensam: “Ó, deixemos eles para lá, é um pobre mortal’, e assim Eles ficam longe dos ignorantes. Sabemos, que em uma certa biografia do Senhor Śrī Chaitanya, foi dito que Ele morreu após ser fincado por uma farpa enferrujada, algo assim. No Bhagavat também foi dito que pouco antes de partir desse mundo, Bhagavān Śrī Kṛṣṇa foi flechado no pé por um caçador e que logo após isso, Ele partiu desse mundo. Tais atividades confundem os materialistas carentes de fé e visão espiritual e é por este motivo que Deus e Seus devotos manifestam tais atividades. Muitas vezes, o sofrimento vem até eles na forma do intenso amor em separação- saudade espiritual que manifestam em seus corpos na forma de lamentação e choro, que aos olhos de um materialista, é apenas uma dor mundana, onde a pessoa sofre por algo mundano comum. Mas, sabemos bem através das escrituras, que os espiritualistas, devotos viram quando o Senhor subiu ao mundo espiritual juntamente com Seus associados eternos, e que quando Ele se lamentava, era devido ao sentimento de separação transcendental dos Seus devotos- vipralambha-bhav. No caso de devotos praticantes, se alguma doença lhes aparece, eles sempre a veem como misericórdia de Deus, nunca como maldição ou algo ruim. O corpo material é sempre frágil, e não pode ficar aqui para sempre, terá que adoecer e morrer. Quando o devoto sofre por alguma miséria física, ele vê nisso a oportunidade de compreender sua fragilidade, de entender que seu karma está sendo misericordiosamente queimado pelo Senhor através de algum sofrimento, lembra mais que em breve terá que partir desse mundo, ora com mais intensidade ao Senhor e tem mais desejo de estar com Ele em seu eterno corpo espiritual livre de tais defeitos. Muitas vezes também, Deus envia tais sofrimentos ao seus devotos e depois os livra, apenas para instruir o povo em geral na verdadeira fé e determinação no processo da devoção a Ele, nas circunstancias mais difíceis, onde uma pessoa comum jamais imaginaria sequer lembrar da misericórdia de Deus. Assim, aqueles que são aspirantes no caminho da devoção, que leva a Deus, devem compreender que Deus e Seus devotos jamais sofrem por qualquer motivo físico ou mundano, pelo contrário, eles se sentem felizes com qualquer sacrifício que o Senhor lhes conceda, vê nisso uma oportunidade de servi-Lo e ama-Lo com mais intensidade e devoção, e devido a humildade, apenas se lamentam por estarem longe de Deus, da Sua associação amorosa por tanto tempo, mesmo que seja apenas por alguns segundos.

baladev b.

Concepção do céu e o inferno de acordo com os Vedas

De acordo com os Vedas, especialmente o Srimad Bhagavat- o creme dos Vedas, em cada um dos milhares de universos materiais, existem 14 sistemas planetários, dos quais 7 são inferiores, e 7 contando com a terra, são superiores. Já no universo espiritual, que está além deste material, há incontáveis planetas transcendentais habitados pelos amorosos associados (premi-bhaktas) de Deus em Pessoa. No material, o sétimo sistema entre os inferiores é onde situa-se os mais de 20 tipos de infernos com diferentes punições para diferentes pecados. Acima da terra, há o sistema planetário dos anjos, semi-deuses e depois 4 onde moram grandes sábios liberados. Aqueles que alcançam os planetas dos sábios vivem desfrutando do próprio eu, a alma, e os que alcançam os planetas celestiais desfrutam dos atos piedosos que fizeram na terra através dos sentidos celestiais. Aqueles que pecaram, agiram contra os preceitos das escrituras, sofrem em algum(s) dos mais de 20 infernos. Ambos estes, inferno e céu celestial, são lugares temporários, ninguém pode ficar lá para sempre. A pessoa sofre ou desfruta de acordo com o que fez aqui e quando se esgotam os créditos ou pecados retorna a terra em algum corpo físico, seja animal, planta ou ser humano. Já os sábios que vivem nos 4 sistemas planetários mais elevados, são almas liberadas, não precisam mais vir a terra e alguns de lá, vão até para os planetas espirituais- Vaikuntha, onde não precisam nem mesmo 'viver' a noite de Brahma, quando normalmente entram no corpo de Vishnu e ficam inativos por toda noite de Brahma. Abaixo alguns versos sobre os infernos do Srimad Bhagavat- Canto 5:
Meu querido Rei, uma pessoa que toma posse de uma legítima esposa de outro, criança ou dinheiro é presa na hora da morte pelos raivosos Yamadutas, que o amarra com a corda do tempo e o joga forçosamente no planeta infernal conhecido como Tamisra. Neste planeta escuro, o homem pecaminoso é castigado pelos Yamadutas, que lhes açoita. Ele passa fome e não lhe dão água para beber. Os furiosos assistentes de Yamaraj lhe causa sofrimento severo e as vezes ele desmaia de dor. - Bhagavat 5.26.8
Uma pessoa que aceita seu corpo como sendo o verdadeiro "eu" trabalha muito duro dia e noite para ganhar dinheiro para manter seu próprio corpo e os corpos de sua esposa e filhos. Enquanto trabalha para manter a si mesmo e a sua família, ela pode cometer violência contra outras entidades vivas. Tal pessoa é forçada a deixar seu corpo e sua família no momento da morte, quando ela sofre a reação de sua inveja para com outros seres ao ser lançada no inferno chamado Raurava. - Bhagavat 5.26.10
Se uma pessoa se desvia do caminho das escrituras (Vedas) na ausência de alguma emergência, os serventes de Yamaraj o coloca no inferno chamado Asi-patravana, onde batem nele com chicote. Quando ele foge correndo de um lado para outro, fugindo da dor severa, para todos os lados que corre, se choca contra palmeiras de folhas que são como espadas afiadas. Assim, todo machucado e desmainando a cada passo, ele chora: “Oh, o que devo fazer agora! Como posso ser salvo!” Assim é que sofre alguém que se desvia dos princípios religiosos. - Bhagavat 5.26.15
Um homem ou uma mulher que se entrega a ter relação sexual com um indigno membro do sexo oposto (do mesmo sexo nem se fala) é punido após a morte pelos assistentes de Yamaraj no inferno conhecido como Taptasurmi. Lá, tais homens e mulheres são espancados com chicotes. O homem é forçado a abraçar uma forma de mulher composta de ferro vermelho de tão quente, e a mulher é forçada a abraçar uma similar forma de homem. Tal é a punição para o sexo ilícito. - Bhagavat 5.26.20
Uma pessoa baixa e abominável que fica falsamente orgulhosa pensando: “Sou grande,” e então falha em mostrar respeito apropriado aos mais elevados de acordo com nascimento, austeridade, educação, comportamento, casta ou ordem espiritual, é como um homem morto mesmo nesta vida, e após a morte é jogado de cabeça no inferno conhecido como Ksarakardama. Lá, ele deverá sofrer grande tribulação nas mãos dos agentes de Yamaraj.- Bhagavat 5.26.30
Aqueles que são invejosos como serpentes, sempre irados e infligindo dor a outras entidades vivas, após a morte caem no inferno conhecido como Dandasuka. Meu querido Rei, neste inferno há serpentes de cinco ou sete capelos. Estas serpentes comem tais pessoas pecaminosas justo como cobras comem rato. – Bhagavat 5.26.33

baladev das b.