A Universal Verdade Absoluta

A Universal Verdade Absoluta


Sri hari kirtan jayatah




Introdução

   Este texto é destinado a todos aqueles que possuem a mentalidade similar a de uma abelha (devotos intermediários e avançados). Assim como a abelha extrai néctar de diferentes flores em diferentes lugares, as pessoas com tal mentalidade podem facilmente extrair a essência espiritual contida em diferentes ensinamentos, religiões e escrituras sem nenhum sinal de sectarismo. Embora estes sejam minoria, apenas eles são nossos respeitáveis amigos. Por outro lado, aqueles de mentalidade similar a do asno (neófitos- de visão limitada) não são os leitores ideais para o texto a seguir.

Religião- Yoga

   A palavra Religião como também a essência dela tem sido mal compreendida por muitos. Esta palavra vem do grego ‘religare’ que significa ‘re-ligar ou re-conectar’ duas coisas - o ser com Deus’ e equivale exatamente à palavra em sânscrito ‘yoga’ que significa ligar ou conectar o verdadeiro ser (alma) com Deus. Religião e yoga (aquelas que são monoteístas - Adoram Um Único Deus) indica um processo espiritual e de padrões de conduta que ajuda as pessoas a se conectarem com Deus.


Teísmo Universal e Sua Fonte

   Após estudar as escrituras (Korão, Torah e Bíblia) das três religiões chamadas de Abraahmicas - Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, constatei que todas elas estão baseadas nos ensinamentos dos Vedas. Isto não é nada extraordinário pelo fato de que a cultura Ariana – Védica, ser aceita por diversas culturas como sendo a mais antiga e respeitada cultura da história da humanidade. O sânscrito também é aceito como a base e origem de todas as outras línguas que temos hoje. O próprio termo “Ariano” que significa “Povo de caráter nobre” em sânscrito se fala “Arya” em árabe (ou na antiga língua Avesta) “Airya” dá nome ao país Iran que é um dos países que receberam o povo ariano desde muito tempo atrás. É dito que a raça Ariana apareceu primeiramente onde é hoje o Afeganistão, que faz divisa com o Iran, e de lá migrou para o norte da Índia enquanto outros migraram ao leste europeu e outros países árabes (Isto foi aceito por Bhaktivinod Thakur na introdução do seu “Krishna samhita” e também por Srila B.V.Swami Maharaj).  A palavra Arya está em todos os dicionários das línguas dos árabes, hebreus, egípcios e hindus e possui o mesmo significado em todas elas. O nome de uma das principais cidades na divisa do Iran com Afeganistão é hoje Herat, anteriormente era conhecida como Arya e fica as margens do Rio Hari. Aqueles que estudaram linguística sabem deste fato, há inúmeros livros sobre isto em inglês. Também é muito sabido através de historiadores, evidencias escritas e arqueológicas que Jesus Cristo esteve na terra dos Arianos - Índia, grande parte de sua vida, como dos 13 aos 30 anos. Foi lá, exatamente em Jagannath Puri que Ele recebeu o título de Kristo. Srila Gurudev B.V.Narayan Goswami escreveu:
 “Jesus também ensinou esta filosofia. Ele foi à Índia quando tinha aproximadamente 13 anos de idade e visitou muitos locais de peregrinação como Vrndavana, Ayodhya, Sul da Índia e Jagannätha Puri. Em Puri, ele viu as deidades de Jagannätha, Baladeva e Subhadrä e ele ouviu o Senhor Jagannätha (Senhor do Universo) sendo chamado de Krishna.  Nesta região da Índia, o nome Krishna é pronunciado Krusna.  Devido às diferentes línguas, grego e hebraico, este nome se tornou Krusta, depois Krista, e agora se pronuncia Cristo. Krishna, Krusna, Krista e agora Cristo – Eles são o mesmo”.
Existem várias provas concretas que comprovam este fato como a inscrição de “Yuz Asaf- Jesus Cristo” em um templo de Shiva na Kashmir onde é dito que Jesus ajudou a construir, sua tumba com o bastão usado por ele, os escritos relatando sua chegada na Índia ainda guardados nos templos da região etc. Até mesmo hoje em dia, Jesus é conhecido em todas as correntes Islâmicas como “Isha Ibn Maryam” que significa “Jesus filho de Maria” ou também como “Hazrat Isha” que significa “Aquele cuja presença é Divina”, “Hazrat” é um título em árabe concedido a pessoas honráveis e “Isha” indica uma presença divina (Como em “Mathuresh”- O Senhor “Isha” de “Mathura”), tanto no árabe como também no sânscrito. Srila Sridhar Maharaj também cita que Musa - em hebraico (Móisés) também derivou da palavra Isa (em ambas as línguas escreve-se Isa, Musa, e pronuncia-se Isha, Musha). I-sha - Mu-sha). Ambos terminam com “Sha”. Como a palavra Sabbath, em português “sábado”, inglês “Saturday”, em sânscrito “Sanivara, ou Sanibar”, ambas começando com a sílaba “sa”. Os hebreus costumam usar a palavra “Shalom” para se cumprimentarem, que significa “Que a paz e a harmonia divina esteja convosco”, o mesmo significado da palavra usada em sânscrito “Shanti Om”. Podemos ver que a base das diferentes linguagens que temos hoje provém da mesma fonte (sânscrito- arya) como dito na Bíblia, Genesis, 11.1: “E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala”. Mesmo embora elas tenham mudado um pouco posteriormente, ainda permanecem bastante similares inclusive com o atual português como a palavra “dente”, sânscrito “danta” e “água” que em sânscrito se pronuncia “arguia”. Também aqui conhecemos a estrela pivô dos astros como Estrela Dalva, a mesma é conhecida em sânscrito como Druva.


Unidade na diversidade

Também encontramos várias evidências da similaridade das escrituras Abraahmicas com aquelas descritas nos Vedas. Sobre isso, Param Gurudev Srila B.P.Keshav Goswami escreve em seu “Mayavada ki jivani”, páginas 150-151:
   “Muitos eruditos, filósofos e crônicos secretamente pegaram ‘emprestado’ as histórias da Índia antiga e as transformaram adaptando-as de acordo com seus respectivos públicos e culturas. A história da Arca de Noé encontrada no capítulo 6 de Gênesis na Bíblia Cristã é evidência deste fato, espelhando a história de Matsya (Encarnação de Krishna como um grande Peixe) como revelada no Srimad Bhagavat, Canto 8, capítulo 24, com exceção de que na Bíblia o nome do Rei Satyavrata Muni foi substituído por Noah (Noé) e a encarnação do Peixe Gigante (Matsya) com a qual Deus protegeu os tripulantes do barco e os guiou salvando-os do dilúvio como descrito no Bhagavat, foi excluído da Bíblia (Deste primeiro dilúvio) deixando com que a Arca navegasse pelas águas do dilúvio da terra por ela mesmo sem nenhuma ajuda extra.  Alguns poderiam forçar e insinuar que isto é mera especulação e que não é possível que estas histórias poderiam ser conhecidas ao mundo ocidental; porém é um fato arqueológico que a cultura grega tinha suficiente acesso à Mãe Índia como a profusa evidência da construção do Pilar de Heliodorus erguido pelo Embaixador grego Heliodorus.
         Então deve ser sabido e subsequentemente aceito que através da Grécia todos os países ocidentais tiveram acesso a estas histórias e não é nenhum segredo que muitos eruditos, filósofos e autores, incorporaram a antiga e sabedoria da India aos seus livros. Nos tempos clássicos, a fábula grega de Hércules é um excelente exemplo disto e nos tempos modernos o livro “Siddharta” de Herman Hesse, como também os livros de várias organizações exotéricas tais como a Sociedade Teosófica e Rosacruziana com sua escatológica doutrina baseada no Vedanta que é notosamente faltosa ao tentar conceder qualquer definitivo entendimento sobre o Senhor Supremo”.

                  (Fim do texto de Srila B.P.Keshav Goswami)

 (A própria Bíblia que temos hoje é uma tradução dos escritos em grego)

    Vemos que os Vedas cita que há 2 dilúvios, um no final do dia de Brahma e um no final da vida de Brahma. Na Bíblia também há 2 dilúvios, um com Noé e outro com Jonas. A história de Matsya está relacionada com Jonas que no capítulo 1, versículo 17, de “Jonas”, que o descreve como sendo salvo do dilúvio por um grande peixe enviado por Deus. Não há dúvidas que ambas são extraídas da mesma história de Matsya como descrito no Bhagavat)
   “Preparou, pois, o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe”.    (Jonas 1.17)
    O mesmo também ocorre com a história da próxima encarnação de Deus, Kalki-dev. Na Santa Bíblia- Apocalipse, 19, 11-21, encontramos os seguintes versos:
   “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo”.

   “E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre”.
   “E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes”.

    Da mesma forma, No Srimad Bhagavatam (12.2.19-20) descreve-se as atividades do Senhor Kalki, como se segue:

    “Senhor Kalki, o Senhor do universo, irá montar Seu veloz cavalo branco chamado Devadatta e, com uma espada em punhos, viajará sobre a terra manifestando suas oito opulências místicas e oito qualidades especiais da Divindade. Exibindo seu esplendor inigualável e cavalgando com grande velocidade, Ele matará aos milhões aqueles ladrões que ousaram vestir-se como reis”.

   Outra evidência da raíz Bíblica provinda dos Vedas é a história de Abraão com suas esposas Sara e Agar no capítulo Genesis-16 que é claramente extraída dos Puranas onde Brahma se casa com sua segunda esposa Gayatri e Saraswati o amaldiçoa á não ser adorado em nenhum templo. Por isto há apenas um templo de Brahma em toda Índia- em Pushkar, e em nenhum outro lugar. Abraham- Brahma, Sara- Saraswati e Agar- Gayatri, apenas os nomes mudaram um pouco devido a linguística porém ainda sim continuaram bem parecidos.

   Os reais Hindus, os Vaishnavas, também são monoteístas- adoram Um Único Deus e também não aceitam qualquer tipo de idolatria em sua adoração, então não há porque brigar uns com os outros. Srila Gurudev diz no livro “O caminho do amor”:

   “Nós todos somos parte da família de um único Deus. Não é que exista um Deus na Inglaterra, outro nos Estados Unidos e outro na Índia. Os cristãos, muçulmanos e hindus não adoram diferentes deuses. Os nomes Allah, Brahma, Jeová, Krishna e Javé, referem-se ao mesmo Deus, que é chamado por diferentes nomes de acordo com as diferentes línguas e culturas.
Se nós amamos o mesmo Deus, por que brigamos?  Nós brigamos porque não conhecemos o que é o verdadeiro amor.  Se nós tivermos verdadeiro amor e afeição pelo mesmo Senhor Supremo, nós naturalmente amaremos uns aos outros.  Existe um ditado: ‘Deus é amor e amor é Deus’. Na cultura védica, existe outro ditado: ‘Todos devem ser felizes’”. 

   Para finalizar esta parte, qualquer pessoa que ler atentamente o capítulo da Santa Bíblia chamado “Levítico” e também a milenar escritura Védica chamada “Manu Smriti” verá nelas a evidente similaridade nos códigos de conduta apropriados para o homem segundo a lei de Deus, inclusive aquelas relacionadas com alimentos puros e impuros. Tudo isto (a similaridade e o respeito ás Leis) será observado por aqueles cuja fé nas escrituras é desenvolvida.


Etiópia

   Antigamente, a terra da Etiópia era chamada de Kush ou Kusha. Alguns historiadores também incluem parte do Egito nesta porção de terra. A palavra Kush ou Kushal em sânscrito significa “feliz”. Curiosamente a tradução do capítulo intitulado “Sheba” em árabe “Shva” em português “Séba” no Korão (Alcorão) sobre a terra da Rainha, é dito:
   “Antigamente, havia para a Rainha Séba, um sinal da sua terra natal. (O profeta lhe disse:) ‘Mantenha-se com o sustento provido pelo seu Senhor e seja grato a ele; pois é um território limpo e feliz’ (Este território feliz é o lugar de Séba- Etiópia)”.
   Então vemos que a razão da Etiópia se chamar Kush também é devido ao significado da palavra ser “feliz” tanto em aramaico quanto em sânscrito. Não apenas isto, mas na era em que não se usava nenhum tipo de escrita e usava-se apenas alguns símbolos, estes também eram usados pela Etiópia nos tempos antigos. Até mesmo hoje, pode-se ver o uso da Swastika, símbolo Hindu que significa “Paz, Bem estar, Os 4 ashramas e varnas, Vedas etc” em Igrejas na Etiópia assim como a estrela de David que é usada desde muito antes pelos Hindus. Não há dúvidas que o Egito e a Etiópia mantinham vários tipos de conexões com a Índia desde aquele tempo antigo. Até mesmo hoje em dia, a Igreja Ortodoxa Cristã Tewahedo da Etiópia usa instrumentos em seus rituais bem similares aos Védicos como o tambor de dois lados (mrdanga) e címbalos, a roupa também é similar assim como as canções e danças praticadas nestas Igrejas. É dito que a Igreja Ortodoxa da Etiópia é a mais antiga Igreja do mundo pelo fato dela ter começado com a Rainha Séba a pedido do Rei Salomão e a continuidade com o filho deles (Séba e Salomão)- Menelik, cujo último descende Rei foi o Imperador Haile Selassie. Embora anteriormente ela seguisse os conceitos judaicos e a adoração ao profeta Moisés, o Cristianismo foi incorporado a ela através do Apóstolo Felipe- O Evangelista, que pregou á um etíope sobre o novo Messias- Jesus Cristo. Desde então, eles são vistos como Cristãos que mantém a tradição e também observam estritamente todas as Leis dadas na Bíblia. É uma Igreja respeitável e nobre. Alí também, como na cultura hebraica, se usa bastante o símbolo “Leão de Judah” para se referir á alguns mensageiros de Deus como Jesus Cristo etc., justo como os Vaishnavas na Índia usam o título “Acharya Simha- Guru leão” para um fidedigno pregador da Verdade Absoluta.



Egito

   Um dos mais importantes Reis do Egito se chamava Akenaton. Ele ficou conhecido por ser o único Rei do Egito a tentar instalar a adoração á Um único Deus no Egito politeísta. O nome dele é similar a palavra “Ekanatha” que em sânscrito significa “Um único Deus. Então provavelmente ele tenha recebido este nome devido á sua adoração monoteísta. Ali também no Egito encontramos o famoso Rio Nilo ou o Azul Nilo devido a sua cor azulada, em sâmscrito “azul” se escreve “Nila” como em “Nila Kantha Mahadev”- Shiva- que possui a garganta azul com a palavra “Nila” também significando azul. Ainda no Egito, a adoração ao Deus Ra (Sol) é muito conhecida e um dos nomes do sol em sânscrito é Ravi, ambos começando com a sílaba “Ra”.
      Existem outras inumeráveis evidências como a terra dos Rsis que deu nome á Russia, o lugar de Kasyapa- o mar Káspio, o lugar onde se testava as armas (em sânscrito “Astra”) disparadas através de mantras- Australia, o lugar da então oferenda (pinda) na forma da cabeça de Rama, PindoRama- Brasil, o lugar onde há muita prata (ajuna em sânscrito, argutum em latin)- Argentina, e tantas outras que não serão mencionadas para que este artigo não se estenda muito. Abaixo um trecho da introdução do livro “Krishna Samhita” escrito por Srila Thakur Bhaktivinod, onde ele cita a conexão que o Egito tinha com a Índia desde os tempos antigos.

   “De acordo com os cálculos dos historiadores modernos, os Arianos começaram a governar a Índia há 6.341 anos atrás. Temos então estabelecido a incomparável longa história da Índia. Nenhuma outra civilização compara com isto. É dito que o Egito (Misra ou Mysore) é um país muito antigo. É estimado de acordo com as descrições de Menitho- um historiador do Egito, que as pessoas começaram a viver naquele país desde 3553 anos A.C. e o nome do primeiro Rei era Minis. É calculado que seu reinado começou quando Harischandra reinava na Índia. O estranho é que havia um Rei chamado Manischandra que era contemporâneo de Harischandra. Pode ser notado que os nomes Manis Chandra e Minis são bastante similares. É dito também que o Rei Minis foi ao Egito partindo de um país oriental. Uma religião similar ao Varnashrama Dharma era previamente praticada no Egito. Destes fatos, parece que havia algum tipo de conexão entre Egito e Índia. Deixemos que os futuros eruditos pesquisem sobre isto. De acordo com a opinião dos hebreus, seu reino foi criado a cerca de 4.000 anos A.C., provavelmente no tempo do Rei Shravasta. É difícil porém, provar estas coisas hoje em dia. Quando a situação dos Hebreus e Egipcios é tal, não há necessidade de mencionar outras raças. Os 1.000 anos da história da vida de Adão e Eva dos hebreus se tornou um tópico de discussão para as pessoas de terceira classe daquele país. Eruditos modernos da Índia comparam a duração da sua vida com as 71 maha-yuga da duração da vida de um Manu ou 1.000 anos de Dasarath Maharaj. As pessoas que tem mentalidade de cisne não devem pensar que estamos tentando estabelecer a Índia como a mais antiga civilização com objetivo de aumentar sua prestigiosa posição. Desde que os Vaishnavas que são como cisne veem todas as pessoas de maneira equânime, eles aceitam qualquer substanciada verdade sobre a idade das diferentes raças”.


Grécia

      Em seu livro “Mayavada Ki jivani” (paginas 99-100) Srila Param Gurudev Srila B.P. Keshav Goswami Maharaj escreve:

   “Heliodorus era o embaixador da Grécia na India 200 anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Mesmo ele tendo um sofisticado entendimento do mundo no seu tempo e ter a completa confiança do governo grego, ainda sim não foi por isto que ele ficou conhecido. O que estabelece sua importância foi a construção do seu monumental pilar em Besnagar, Madhya Pradhesh, India em 113 A.C. Conhecido como a coluna de Heliodorus em todo círculo arqueológico e literário, este pilar é na verdade, um Garuda-Stambha, similar a um situado dentro do templo de Jagannath em Puri, Orissa, India. Mesmo que o conhecimento de sua existência não seja muito conhecida do homem comum, nos círculos arqueológicos isto é considerado um fenômeno e esta descoberta nos dá uma profunda percepção e entendimento do peso e universalidade da imperecível cultura Védica. Na luz do fato de que os países ocidentais receberam uma vasta maioria do seu conhecimento dos gregos, faz com que esta singular descoberta arqueológica seja muito significante e de universal importância. Trinta e dois anos após o inglês Sr. Alexander Cunningham liderar uma expedição arqueológica em 1877 e erroneamente deduzir que o Pilar foi erguido no século 2 D.C., um independente pesquisador acompanhado do Dr. Marshal J.H., removeu a cobertura de lodo avermelhado que havia no topo do Pilar e então uma inscrição veio á luz revelando que o Pilar havia sido erguido no século 2 A.C. e não D.C. como haviam deduzido. A linguagem era Prakriti influenciada pelo Sânscrito e a inscrição era a antiga Brahmi. Foi uma grande surpresa para o Dr. Marshal porém o que ele ficou maravilhado e o que eletrificou totalmente a comunidade arqueológica internacional foi a tradução da escrita Brahmi a qual estamos revelando a seguir:

      “Este pilar de Garuda é dedicado a Vasudev, o Senhor dos senhores. Foi erguido aqui por Heliodorus, um seguidor do caminho Bhagavat de devoção, o filho de Dion e residente de Takshashila”.

(Takshashila se encontra no oeste do Paquistão)

   Agora, para colocar tudo em uma perspectiva apropriada, deve ser compreendido que os maiores filósofos gregos começando com Pythagoras que viveu no ano 560 A.C., Sócrates em 450 A.C., Hipócrates em 400 A.C., e Platão e Aristótoles em 350 A.C. todos vieram e pregaram suas doutrinas, propagaram suas filosofias e compilaram seus livros. O embaixador Heliodorus sendo um membro da elite Grega no século 2 A.C. era certamente bem versado em todas estas filosofias, ainda sim o Emaixador Heliodorus se tornou um ávido Vaishnava devoto de Vasudev Krishna e deixou este impressivo pilar monumental na forma do Garuda Stambha como testemunho disto para toda eternidade.


O Espiritismo Kardecista- Índia

   Os textos a seguir comprovam que todos aqueles que possuem uma visão não partidária constataram que a Índia é o berço da religião, filosofia, yoga, línguas etc. Em seu livro “A Caminho da Luz”, capítulo intitulado “A Índia”, Francisco (Chico) Xavier através do espírito Emmanuel declara:

   “O pensamento moderno é o descendente legitimo daquela grande raça de pensadores, que se organizou nas margens do Ganges, desde a aurora dos tempos terrestres, tanto que todas as línguas das raças brancas guardam as mais estreitas afinidades com o sânscrito, originário de sua formação e que constituía uma reminiscência da sua existência pregressa, em outros planos”.

   “Dos Espíritos degredados no ambiente da Terra, os que se gruparam nas margens do Ganges foram os primeiros a formar os pródromos de uma sociedade organizada, cujos núcleos representariam a grande percentagem de ascendentes das coletividades do porvir. As organizações hindus são de origem anterior à própria civilização egípcia e antecederam de muito os agrupamentos israelitas, de onde sairiam mais tarde personalidades notáveis, como as de Abraão e Moisés. As almas exiladas naquela parte do Oriente muito haviam recebido da misericórdia do Cristo, de cuja palavra de amor e de cuja figura luminosa guardaram as mais comovedoras recordações, traduzidas na beleza dos Vedas e dos Upanishads. Foram elas as primeiras vozes da filosofia e da religião no mundo terrestre, como provindo de uma raça de profetas, de mestres e iniciados, em cujas tradições iam beber a verdade os homens e os povos do porvir, salientando-se que também as suas escolas de pensamento guardavam os mistérios iniciáticos, com as mais sagradas tradições de respeito”.
   “O pensamento moderno é o descendente legitimo daquela grande raça de pensadores, que se organizou nas margens do Ganges, desde a aurora dos tempos terrestres, tanto que todas as línguas das raças brancas guardam as mais estreitas afinidades com o sânscrito, originário de sua formação e que constituía uma reminiscência da sua existência pregressa, em outros planos”.
   “Os cânticos dos Vedas são bem uma glorificação da fé e da esperança, em face da Majestade Suprema do Senhor do Universo. A faculdade de tolerar, e esperar, aflorou no sentimento coletivo das multidões, que suportaram heroicamente todas as dores e aguardaram o momento sublime da redenção. Os "mahatmas" criaram um ambiente de tamanha grandeza espiritual para o seu povo, que, ainda hoje, nenhum estrangeiro visita a terra sagrada da Índia sem de lá trazer as mais profundas impressões acerca de sua atmosfera psíquica. Eles deixaram também, ao mundo, as suas mensagens de amor, de esperança e de estoicismo resignado, salientando-se que quase todos os grandes vultos do passado humano, progenitores do pensamento contemporâneo, deles aprenderam as lições mais sublimes”.


Indo além da superficial e preconceituosa consciência

   Muitas vezes, vemos que grande parte dos seguidores de uma religião particular não consegue ver que a mesma Verdade Absoluta também está presente em outras escrituras que não seja a ‘sua’, simplesmente pelo fato deles pensarem que Deus esteja confinado á apenas seu grupo ou religião. Um Vaishnava neófito não encontrará nenhuma beleza e devoção na fé Cristã assim como o Cristão e o Muçulmano não encontrará nenhum sintoma de fé e amor na religião dos Vaishnavas simplesmente porque ambos chegaram na mesma conclusão através de caminhos externamente diferentes. Porém, o devoto intermediário aceitará qualquer ensinamento que condiz com a devoção pura á Verdade Absoluta seja ela encontrada em qualquer lugar ou escritura. Sobre esta mentalidade, Srila Bhakti Rakshak Sridhar Goswami Maharaj escreveu em seu livro “Aspiração Divina”:

they should be accepted. If it were not so, then those who
are Christians from various nations, for example the
Americans or the British, should say: “Christ was born
in the Middle East; why should we take his instructions?
He was not born on our soil; his teaching has not sprung
from our country—why should we accept it?” But the
geographical difference is all illusion, mÅyÅ. Wherever
the real religious truth is found, we must be open to
accept it for its own intrinsic value. We should not be
guided by the physical, mundane affinity—to our bodies
or countries. We must rise above all this material
consciousness and be students; with complete openness.
We shall be an enquirer after the truth, from wherever
it comes." (Srila B.R.Sridhar Goswami- "Divine aspíration"
   “Onde quer que as verdades universais da religião são encontradas, elas devem ser aceitas. Se não for assim, então os Cristãos de diferentes nações, por exemplo americanos ou ingleses, iriam dizer: ‘Cristo nasceu no Oriente Médio, porque deveríamos aceitar suas instruções? Ele não nasceu no nosso solo; seus ensinamentos não floresceu do nosso país- porque devemos aceitar isto?’ Porém a diferença geográfica é toda ilusória- maya. Onde quer que a verdadeira religião for encontrada, devemos estar abertos para aceitá-la pelo seu próprio valor intrínseco. Não devemos ser guiados pela afinidade mundana, física- por nossos corpos e países. Devemos ir além de todas esta consciência material e ser estudantes; com completa abertura. Devemos ser buscadores da Verdade, de qualquer lugar que ela venha.”

   Que a paz reine entre os povos através da força do cantar do Santo Nome de Deus. Que o Nome seja cantado e saboreado por todo o mundo. Que o Nome manifeste o desejo pelo mais sublime amor divino (madhurya-prem) no coração de todas as entidades vivas.


Sri sri guru gouranga jayatah
Sri sri radha govinda jayatah

Om Shanti Om Shanti Om Shantimaking a point that faith-sraddha wich is transcendental and glorious may appear in the heart of any jiva of any external relligion .. we have examples of high ecstatic symptoms of prema or bhav appearing in the hearts of many fortunate jivas from diferente theistic religions of this world ... God will give last judgment couting only one thing- faith and love, from whatever it may come, nothing else. Thats the understading of Sridhar G. B.Thakur while talking about the intrisic value of all religion and saints.
making a point that faith-sraddha wich is transcendental and glorious may appear in the heart of any jiva of any external relligion .. we have examples of high ecstatic symptoms of prema or bhav appearing in the hearts of many fortunate jivas from diferente theistic religions of this world ... God will give last judgment couting only one thing- faith and love, from whatever it may come, nothing else. Thats the understading of Sridhar G. B.Thakur while talking about the intrisic value of all religion and saints.

Baladev brahmachari  10/09/2016 – Sri Keshavji Gaudiya Math (B.H)




O Grande Peixe que salvou Jonas do dilúvio


Pilar de Heliodorus






Jonas e o Peixe Salvador



Matsya Avatar salvando Satyavrata Muni e outros Sábios no dilúvio







Swastika nas pedras da Igreja Lalibela da Etiópia





Swastika nas pedras de Tiwanaco- Peru-Bolívia



Swastika em uma Igreja Católica na Macedônia



Inscrições em Tamil Brahmi- (que era usada pelos Hindus) uma das formas mais antigas formas de escrita que se tem notícia, encontrada em uma pedra na costa do Mar Vermelho no Egito datada de 100 anos A.C.




Inscrições similares ás usadas pelos Hindus, encontradas na pedra do Ingá, Paraíba, Brasil




Estrela de David



Símbolos da Nimbarka Sampradaya da tradição Vaishnava inclui a Estrela usada posteriormente como Estrela de David


Sri Nimbaditya, Acharya da Chatusan Sampradaya


O erro Himalaya

Cometemos um erro do tamanho dos Himalayas se pensamos que ao ter uma vida religiosa ou espiritual séria e sincera, teremos um espaço mínimo que seja na atual sociedade de hipócritas e mentirosos. Os tempos de hoje é chamado Kali nos Vedas cujo significado é hipocrisia, desavenças, mentiras, enganações, inveja e tudo que é profano. Assim sendo o que pode-se esperar de tal situação? Até mesmo Jesus Cristo, Sócrates, Srila Prabhupad Saraswati Thakur foram massacrados por esta mesma sociedade. Então alguém que pratica vida espiritual sériamente deve estar preparado para agir para o seu próprio bem estar e pelo bem estar de outros sem esperar por absolutamente nenhuma recompensa afetiva vinda da parte de outros que são em sua maioria agentes de Kali. No mundo atual, pessoas honestas não tem chances na sociedade e nem desejam elas fazer parte de tamanha mentira e enganação. Todos eles sem exceção, foram mortos ou caçados, criticados ou difamados por aqueles cujo entendimento é completamente coberto pela ignorância e mesmo assim se julgam bastante sábios. Felizes serão aqueles que viverem uma vida espiritual sincera adorando o Senhor Criador de tudo e de todos com deleite e paz no coração, esperando apenas pela Graça Divina na forma de um não distante encontro com Ele naquele outro mundo transcendental. (baldev b.)

A intrísica natureza de bhakti- Bhaktivinod Thakur

A intrísica natureza de bhakti, Srila Bhaktivinod Thakur- Respeitáveis Vaishnavas, nosso único objetivo é saborerar e propagar o néctar da devoção pura (suddha-bhakti) ao Senhor Hari. Assim sendo nosso maior dever é compreender a real natureza de suddha-bhakti. Este entendimento nos beneficiará de duas maneiras. Primeiro, compreender a verdadeira natureza da devoção pura irá dissipar nossa ignorância no que diz respeito á bhakti e assim fazer com que nossas vidas humanas se tornem exitósas por saborerar o néctar derivado do nosso engajamento em bhakti na sua mais pura forma. Segundo, isto nos permitirá que sejamos protegidos das poluídas e misturadas concepções que hoje em dia recebem o nome de devoção pura. Desafortunadamente, na sociedade de hoje, em nome da devoção pura (suddha-bhakti) vários tipos de devoção misturada como karma-misra (misturada com atividade fruitiva), jnana-misra (misturada com conhecimento especulativo) e yoga-misra (misturada com vários tipos de processos de yoga), assim como várias concepções poluídas e imaginárias, estão espalhando como germes de praga por todos os lugares. As pessoas em geral consideram estas concepções poluídas e misturadas como sendo bhakti, as respeitam como tal e assim permanecem deprivadas da devoção pura. Estas poluídas e misturadas concepções são nossos maiores inimigos. Alguns dizem que não há valor algum em bhakti, que Deus é apenas um sentimento imaginário, que o homen tem meramente criado a imagem de Deus de acordo com sua imaginação e que bhakti é justo como um estado doentil de consciência que não pode nos beneficiar de forma alguma. Este tipo de pessoa, apesar de se opôr a bhakti, não pode nos causar muito dano, pois podemos facilmente reconhecê-los e evitá-los. Mas aqueles que propagam que devoção á Deus é o mais elevado caminho e ainda sim se atuam contra os princípios de suddha-bhakti e também instruem outros contra os princípios de suddha-bhakti, podem ser especialmente prejudiciais á nós. Em nome de bhakti eles nos instruem contra os princípios da vida devocional e finalmente nos guia a um caminho totalmente oposto ao da devoção á Deus. Então, com grande esforço, nossos preceptores têm definido a intrísica natureza de bhakti e tem repetidamente nos advertido a mantêrmo-nos longe destas concepções poluídas e misturadas. Eles compilaram numerosas literaturas para estebelecer a swarupa de bhakti, e dentre eles o Bhakti-rasamrta-sindhu é o mais benéfico. Para definir as características gerais na devoção pura, Srila Rupa Goswami escreveu, (1.1.11): anyabhilasita-sunyam jnana-karmady anavrtam anukulyena krsnanu silanam bhaktir uttama “O cultivo de atividades que são executadas exclusivamente para o prazer de Sri Krishna, ou em outras palavras- o fluxo contínuo do serviço á Sri Krishna, feito através de todo o esforço do corpo, mente e palavras, e através de expressões de vários sentimentos (bhavas), que não é coberto por jnana (conhecimento visando liberação impessoal) e karma (atividades visando seus frutos) e que é desprovido de todos os desejos a não ser o de dar felicidade a Sri Krishna. Isto é chamado de uttama-bhakti- serviço devocional puro.” É necessário entedermos que o Senhor Supremo na sua forma de Bhagavan é o único objeto de bhakti. Ainda que a Verdade Absoluta é uma só, Ela se manifesta em três formas; Brahman, Paramatma e Bhagavan. Aqueles que tentam perceber a Verdade Absoluta através do cultivo de conhecimento (jnana), não podem realizar nada além do Brahman (a forma impessoal de Deus). Através deste esforço espiritual eles tentam cruzar a existência material através do método de negação das qualidades do mundo material (neti-neti). Assim eles imaginam o Brahman como sendo inconcebível, imanifesto, sem forma e imutável. Mas meramente imaginar a abscência de qualidades materiais não ás garante uma maior realização da Verdade Absoluta. Eles debatem com evidência nos srutis que enfatizam a abscência de qualidades materiais no Supremo, que a Verdade Absoluta está além do alcance da mente e palavras, e que Ela não possui ouvidos, braços, pernas ou outras partes do corpo. Estes argumentos têm algum lugar nas escrituras, mas eles podem ser estabelecidos analisando a afirmação de Adwaita Acharya encontrado no Sri Chaitanya Chadrodaya Nayaka (6.67) escrito por Kavi Karnapura: Ya ya sruti jalpati nirvisesam As savidhatte savisesam Eva Vicara-yoge sati hanta tasam Prayo baliyah savisesam Eva “Em todas as afirmações dos srutis onde o aspecto impessoal da Verdade Absoluta é indicado, justo na mesma afirmação o aspecto pessoal também é indicado. Se analizarmos cuidadosamente todas as afirmações dos srutis como um todo, podemos ver que o aspecto pessoal é mais enfatizado. Por exemplo, um sruti diz que a Verdade Absoluta não possui mãos, pernas, olhos, mas entende-se que ele faz de tudo, viaja á todos os lugares e vê tudo. A compreensão pura desta afirmação é que Ele não têm braços materiais, pernas, olhos e tudo mais como as almas condicionadas têm. Sua forma é transcendental, significa que é além dos vinte e quatro elementos da natureza material, ou seja, é puramente espiritual.” (Nota- A adoração (archan) de uma forma específica e pessoal de Deus (vigraha) que é adorada pelos bhaktas neste mundo, é completamente diferente da adoração á ídolos (idolatria) executada pelos “panchopasakas” (adoradores dos cinco principais semideuses) e pelos “mayavadis” (impersonalistas). A adoração executada pelos bhakti-yoguis que possuem fé resoluta que a deidade adorada é não diferente do próprio Deus (vigrahavatara) e que sua composição é sac-cit-ananda- completamente espiritual mesmo aparecendo neste mundo através de elementos materiais (como madeira ou metal), é chamada de archan-vigraha. Tal forma adorada existe eternamente no mundo espiritual, foi vista com os olhos da devoção por sábios auto-realizados e é também descrita nos textos védicos. Por outro lado, os adoradores dos cinco semideuses e os impersonalistas simplesmente imaginam alguma forma de Deus para sua concetração ou meditação em algum objeto (visto por eles como material) visando obter o fruto de suas atividades piedosas ou liberação impessoal. Há um oceano de diferença entre a adoração de Sri Murti deliberada pelo Gaudiya Vaishnavismo e da idolatria performada pelos materialistas e impersonalistas) O significado é que quando o conhecimento espiritual é adquirido através do processo de negação, a Verdade Absoluta que é transcendental á ilusória potência (maya) é realizada apenas parcialmente. Apesar dos aderentes ao caminho de jnana-yoga serem incapazes de perceber que a Personalidade de Deus (Deus em pessoa- com forma, qualidades, atributos etc.) está além da matéria grosseira, se eles encontram um personalista, um mestre espiritual Vaishnava auto-realizado, apenas então eles podem ser protegidos do impedimento (anartha) do impersonalismo. Deve-se observar que o jnana citado acima é diretamente oposto a bhakti como foi mencionado. Porém há dois tipos de jnana; 1- conhecimento espiritual que tem como objetivo a liberação impessoal (mukti- como descrito anteriormente) e 2- conhecimento sobre a relação mútua (sambandha) entre o Senhor Supremo, a entidade viva e a energia ilusória. Este segundo tipo de conhecimento se manifesta no coração da entidade viva (alma, eu interior, real ser) através do cultivo fiel de atividades devocionais e é favorável á bhakti. Suta Goswami diz no Srimad Bhagavatam (1.2.27): Vasudeva bhagavati Bhakti-yoga prayojitah Janayatu asu vairagyam Jnanam Ca yad ahaitukam “A bhakti yoga que é executada para a satisfação do Supremo Senhor Vasudev, traz consigo o desapego de todas as coisas que não estão relacionadas com Ele e faz nascer o conhecimento puro que é livre de qualquer desejo de liberação e é direcionado exclusivamente á Ele” Aqueles que aderem ao caminho do yoga, no fim chegam apenas á realização da Superalma Onipenetrante- Paramatma. Eles não podem obtêr a realização do Senhor Supremo na sua Absoluta e última manifestação. Paramatma, Isvara, o Vishnu pessoal etc, são os objetos de pesquisa no processo de yoga. Podemos encontrar alguns poucos atributos de bhakti neste processo, mas isto não é devoção pura. Geralmente, os princípios religiosos deste mundo são todos meramente processos de yoga que buscam a realização de Paramatma. Não podemos esperar que no final todos eles finalmente nos guiem ao caminho mais elevado (bhagavat-dharma), pois existem numerosos obstáculos no caminho da meditação, antes de se realizar a Verdade Absoluta. Além disso, após praticar yoga ou meditação por algum tempo pode-se imaginar que “Eu sou Brahman” e então existe a possibilidade máxima de cair na armadilha do primeiro tipo de jnana- conhecimento impessoal. Este processo de yoga- Paramatma-darsana, realização da Superalma, apesar de ser mais elevado do que o jnana impessoal, não é perfeito. Astanga yoga, hatha yoga, karma yoga e todos os outros tipos de práticas de yoga, estão incluídos neste processo. A conclusão filosófica é que a realização da Superalma não pode ser chamada de devoção pura (suddha ou uttama bhakti). Srila jiva Goswami diz que a função do Paramatma é mais relacionada com a função da potência externa do que com a potência interna de Bhagavan. Então este aspecto da Verdade Absoluta é naturalmente inferior á Suprema e Eterna Forma do aspecto Bhagavan. Assim sendo, uttama-bhakti é apenas a devoção que é executada através do favorável engajamento em atividades que dão prazer a Sri Krishna, que não são cobertas por karma, jnana, yoga etc, e que são desprovidas de qualquer outro desejo além do de satisfazer Sri Krishna. Isto é chamado de uttama-bhakti, devoção pura. Bhakti pura é a única maneira pela qual a entidade viva pode obter êxtase transcendental. A Verdade Absoluta que é realizada (compreendida) exclusivamente através do processo de bhakti é chamada de Bhagavan. Depois da criação do universo, Bhagavan entra nele (universo) através da Sua expansão parcial como Paramatma- Superalma. Novamente, em direta distinção do manifesto mundo material, Bhavan aparece como o Brahman impessoal. Assim, Bhagavan é o aspecto original de Deus e a Verdade Absoluta Suprema. Pela prática do cantar dos Seus santos nomes a pessoa pode realizar e ver a imcomparável beleza de Bhagavan com olhos transcendentais. Os processos de jnana e yoga são incapazes de nos aproximar de Bhagavan. (Nota: Apesar de ser Um “de acordo com tattva”, Bhagavan possui diversas formas pessoais e sentimentos internos “de acordo com rasa”, dentre as quais Sua forma como Sri Krishna em doçura transcendental inigualável (madhurya) é Suprema. Este assunto será mais detalhadamente tratado no próximo capítulo.) O processo de bhakti é praticado com o único objetivo de alcançar o estágio de bhav. Este desejo (alcançar bhav) é altamente remondável ao praticante e não está incluído na palavra abhilasita (desejos contrários á devoção pura). Qualquer outro desejo a parte deste deve ser rejeitado. (Exemplo: bhukti- desejo de gratificação dos sentidos e mukti- desejo por liberação). A busca por bhukti (exploração dos objetos sensoriais, desfrute mundano) força a entidade viva a se tornar subordinada aos seis inimigos liderados pela luxúria e pela ira. Para bandonar o desejo por bukti, a entidade viva não precisa rejeitar os objetos dos sentidos e ir viver na floresta. Meramente viver em uma floresta ou aceitar a vestimenta de renunciante (sanyassi) não livrará a pessoa do desejo por bhukti. Se bhakti residir no coração do devoto, então até mesmo se ele viver em meio aos objetos dos sentidos, ele será capaz de permanecer desapegado deles e será capaz de abandonar todo o desejo por bhukti. Srila Rupa Goswami diz que no começo do processo a entidade viva aceita os objetos dos sentidos com espírito de desapego apenas de acordo com sua necessidade, e com a consciência de que eles são relacionados com Krishna. Isto é chamado de yukta-vairagya. A renúncia daqueles que desejam liberação da matéria e rejeitam os objetos dos sentidos os considerando ilusórios é chamada de phalgu-vairagya- inútil. Não é possível para uma alma condicionada abandonar completamente os objetos dos sentidos, mas por mudar a tendência exploradora para com eles e mantendo o entendimento da relação deles com Krishna, verdadeira renúncia pode ser obtida. Isto não é chamado de gratificação dos sentidos. (A maneira como a pessoa atua, de forma desapegada e com a compreensão correta da relação dos objetos com Deus, é o ponto enfatizado aqui). Devemos tentar perceber este mundo de tal maneira que tudo apareça estar relacionado com Krishna. Devemos ver todas as entidades vivas como sendo servas eternas de Krishna, os jardins e rios como sendo prazeirosos lugares para as brincadeiras de Krishna, os alimentos para serem servidos como oferenda para Seu prazer etc. Quando um devoto desenvolve tal visão do mundo externo, ele não mais vê os objetos dos sentidos como estando separado do próprio Bhagavan, por outro lado, a tendência de desfrutar da felicidade obtida da gratificação sensorial intesifica o desejo por bhukti e finalmente desvia o praticante do caminho de bhakti. Por aceitar todos os objetos deste mundo como instrumentos para serem usados no serviço a Krishna, o desejo por bhukti é completamente erradicado do coração, permitindo assim que a devoção pura se manifeste. È imperativo abandonar o desejo por bhukti e mukti. (Do livro “Bhakti tattva Viveka”)

Heart touching discourse of Srimad Gour Govinda Goswami Maharaj after his ban from GBC.


Mantra de festim- Da biografia de Param Gurudev escrita por Srila Gurudev B.V.Narayan Goswami


Mantra de festim

   O honorário Sri Sitanath Bhaktitirtha, um discípulo de Sri Bhaktivinod Thakur era considerado um excelente kirtaniya (cantor de canções devocionais) e era perito em todos os tipos de raga, ritmos, entonações e modulações de voz. Também era perito em tocar harmônio, esaraj, vina, mrdanga, tabla e outros instrumentos. Após o festival Bhaktitirtha prabhu sentou-se do lado de Sri Vinodbihari e começou a cantar. Ele começou cantando o maha-mantra em vários ritmos com acompanhamento do harmônio e modulava sua voz de tal maneira que ele demorava de dez a quinze minutos para pronunciar as dezesseis palavras do hare krishna maha-mantra, desde o primeiro hare até o último hare. Além disso, ele gesticulava excessivamente com suas mãos para exibir seus sentimentos devocionais.
   Pouco depois, quando Sri Vinodbihari Brahmachari estava com Srila Prabhupad, Prabhupad o instruiu: “Você escutou o kirtan? Você poderia ter pronunciado o maha-mantra cinqüenta vezes durante o tempo que ele gastou para pronunciar ‘hare krishna’ uma só vez. Aqueles que não têm gosto pelo santo nome e pela sua deidade adorável estão apegados apenas ao canto com diferentes entonações melódicas para sua própria felicidade pessoal. Eu chamo esse povo de tal-thoka sampradaya (pessoas que só estão interessadas no ritmo e não no sentimento devocional). Nossa inércia e todos os tipos de impurezas podem ser erradicados se cantamos o maha-mantra com fé e em voz alta. Todos os nossos desejos serão satisfeitos se cantamos da maneira correta. Os membros da tal-thoka sampradaya estão completamente enredados no benefício material, no desejo de ser adorado e na fama. Os Vaishnavas puros sempre ficam longe disso e executam sadhana do krsna-nama com muita fé e concentração. A forma, passatempos transcendentais e qualidades de nami-prabhu se manifesta no coração daqueles que realizam nama-sankirtan desta maneira. Amor puro por Deus só pode ser despertado através do canto apropriado”. Através deste incidente, Jagad Guru Srila Prabhupad ensinou a seu qualificado discípulo, como o nama-bhajana deve ser executado.
   Outra vez, Sri Sitanath Bhakti Tirtha permaneceu um tempo em Sri Yogapith Mayapur. Um dia ao amanhecer ele começou a cantar ‘rai jago rai jago’ com uma voz bem doce e com o acompanhamento de seu harmônio. Srila Prabhupad escutou e o repreendeu. Prabhupad lhe disse: “Primeiro desperte-se a ti mesmo. Isto significa que primeiro você deve se estabelecer em sua forma espiritual eterna e só então você poderá acordar Rai (Srimati Radhika)”. Srila Prabhupad disse a seus discípulos que os kirtans que contém versos muito exotéricos sobre o unnato-ujjala-rasa (sentimentos de amor devocional direcionados a Srimati Radhika) não devem ser cantados em qualquer lugar como distribuídos no mercado de rua diante de pessoas desqualificadas.
 
(Do livro “Acharya Keshari Srila B.P.Keshav Goswami- Sua vida e ensinamentos)

O êxtase divino não é subordinado á nós.



Sree Sree Guru Gaurang Jayatah!


A Bem-Aventurança Absoluta não está subordinada a nós.


A Bem-Aventurança Absoluta é a Pessoa Suprema – Parabrahma. Ele é onipotente e onisciente. Não há nada igual a Ele ou maior que Ele. A Bem-Aventurança Absoluta pode tomar a iniciativa. Ele não é uma figura inconsciente. Nós cometemos tremendo erro (Himalayan Blunder) quando nós pensamos que a Bem-Aventurança Suprema é subserviente a nós. Ninguém no universo pode ter contato com Ele por um humor de desafio. Aqueles que fazem essas tentativas para a realização da Bem-Aventurança Absoluta por seu intelecto finito e esforços mentais, serão totalmente frustrados e essa morada transcedental, e espiritual e cheia de bem-aventurança, vai permanecer para sempre secreto para eles. Nós não podemos nos aproximar dEle pelo processo de ascenção. Ele irá descer para uma alma completamente rendida. Isto é dito categoricamente no Gita (7.15). As pessoas demoníacas e perniciososas nunca irão se submeter ao Senhor Supremo. Logo após disso também é dito – 4 tipos de pessoas que tiveram boas impressões espirituais eternas vão ter a tendência a adorar a Ele. Em respeito a isso, a evidência está no Srimad Bhagavatam (7.6.3), o conselho de Prahlad para os meninos demoníacos: “Ó meninos demoníacos! Almas corporificadas, devido a sua conexão com o corpo, foram produzidos a paixão dos órgãos dos sentidos para os  correspondentes prazer dos sentidos. Mas estes prazeres materiais virão automaticamente sem esforço, de acordo com o nosso destino prévio, consequetemente não é apropriado ou necessário fazer esforços para obter prazeres mundanos, porque por estes esforços a duração de vida da pessoa será perdida. Nós vamos obter bem estar eterno por adorar os pés de Lótus do Supremo Senhor Krsna. Mas nós nunca vamos obter tal benefício por esforçarmos-nos por prazeres materiais.”


Sua Divina Graça Srila Bhakti Ballabh Tirtha Goswami Maharaja.




(Agradecimento a Anadi Krsna prabhu pela tradução)

Show para agradar o público ou pregação?


Show para agradar o público ou pregação?

Srila Prabhupad Saraswati Thakur

   Todo mundo é cobiçoso para receber adoração de outros, e não para adorar a Verdade Absoluta. Aqueles que fazem um show de pregação não perturbam a humanidade, mas ao invés disso mantém a presente mentalidade de todos enquanto ficam ocupados protegendo sua própria existência. Então, desde que a popularidade de alguém não é servida por falar ou escutar a verdade, dificilmente há a propagação da verdade. Itens puros são raros e e não são facilmente obtidos e então não são muito apreciados. Similarmente não há respeito por aqueles que não iludem as pessoas e que estão ocupados tentando direciona-los a Deus através do canto do Nome e qualidades de Krishna (hari-katha). Hoje em dia é moda ser enganado por aqueles que em nome da religião, iludem as pessoas. Reais devotos não falam para satisfazer a audiência. Eles não enganam o povo. Muito pelo contrário, reais devotos revelam os defeitos dos enganadores que adoram satiafazer o público. Apenas pessoas afortunadas aprendem a serem cuidadosas após escutar as palavras do Santos. Mesmo que as palavras dos devotos genuínos possam parecer contradizer nosso presente gosto e experiência, na verdade elas são super auspiciosas para nós.