Srivas Pandit tirobhav-tithi

    Hoje é um dos principais dias para os Goudiya Vaishnavas, o dia de desaparecimento de Srivas Pandit, o eterno associado do Senhor Sri Chaitanya que era Narad-Muni em Krishna-lila. Ainda jovem, Srivas se mudou para Mayapur e como era mais velho que Nimai Pandit (Sri Chaitanya Mahaprabhu) e já devoto do Senhor, costumava abençoar o jovem Nimai, que quando criança estudava lógica e gramática. Certa vez, Srivas encontrou Nimai na rua e lhe disse: "O objetivo de estudar é se tornar devoto do Senhor, se você não se tornar devoto, que valor tem todo este estudo? Que você se torne devoto muito em breve." Mais tarde, quando Nimai voltou de Gaya iniciado e manifestou sintomas do amor a Deus, o canto congressional dos Nomes de Deus (Hari-nam-sankirtan) teve início no pátio da casa de Srivas. Toda noite Mahaprabhu, Nityananda, Adwait, Srivas, Gadadhar e outros devotos cantavam e dançavam toda noite. Perturbados pelo canto do Nome de Deus, os vizinhos começaram a ameaçar Srivas dizendo que o magistrado muçulmano Chand Kazi viria prende-lo por perturbar os vizinhos. Vendo a ansiedade de Srivas, Mahaprabhu manifestou sua forma de Nrsimha--dev a Srivas e lhe disse para não temer ninguém que Ele era o Senhor e sempre o protegeria. Toda família de Srivas pôde ver esta forma do Senhor. Durante uma destas noites de kirtan, o único filho de Srivas morreu a sua esposa e familiares começaram a chorar dentro da casa. Srivas foi até elas e lhes disse para não atrapalhar o canto do Nome de Deus na presença do próprio Senhor- Sri Chaitanya. Vendo que elas continuavam a se lamentar, Srivas lhes disse: "Se vocês não pararem agora, me afogarei no Ganges". Elas então pararam de chorar e o kirtan prosseguiu. Quando acabou o kirtan, Mahaprabhu perguntou a Srivas o que havia ocorrido e lhe contaram tudo. Mahaprabhu então ressuscitou a criança e lhe perguntou: "Porque você deixou a casa de um devoto como Srivas?" A criança disse: "Ó Senhor, tudo nesse mundo vai e vem de acordo com Sua vontade, meu único desejo é que, onde quer que eu esteja, jamais possa Lhe esquecer." Todos então pararam de se lamentar e a criança se foi pelo desejo do Senhor. Outra vez, quando Sri Chaitanya viu que Srivas e sua família executavam serviço a Deus todo o tempo e não havia comida suficiente em casa e propôs que Srivas trabalhasse, Srivas bateu 3 palmas. Mahaprabhu perguntou, "O que significa isso?" Srivas disse: "Vou jejuar 1, 2 dias, se no terceiro dia não aparecer comida aqui pela vontade de Deus, eu suicido." Mahaprabhu então disse que porque sua confiança no Senhor era completa, nada faltaria em sua casa mesmo que Lakshmi-devi tivesse que mendigar para ele. O Bhagavad Gita também diz no 9.22: "Para aqueles que dependem apenas de Mim, sempre pensam em Mim e Me adoram, eu pessoalmente protejo tudo que tal devoto possui e lhe dou tudo que for preciso. Eu pessoalmente tomo conta deles." Há vários ensinamentos práticos e importantes na vida e caráter de Srivas Pandit e se nós realmente desejamos seguir o Senhor, é imperativo tentar segui-los ao máximo de nossa capacidade. Jay Srivas, Goura Srivas bol Haribol Haribol!


baladev b. -- resumo dos escritos de Siksha Gurudev em seu livro "Parisads".

Sharanagati- completa rendição ao Senhor

Em seu belo e dramático poema em forma de canção devocional, no capítulo Sharanagati- rendição ao Senhor, o profeta- Acharya do Goudiya Vaishnavismo Srila Bhaktivinod Thakur, humildemente ora ao Senhor, e lamenta por sua vida anti-devocional. Claro que tal Acharya manifesta estes sentimentos simplesmente devido a intensa humildade que a devoção e o amor a Deus proporciona em seu coração e se nós não nos lamentamos por nossa vida de pecado e choramos arrependidos aos pés de Deus, jamais podemos ser realmente rendidos a Ele ou alcançar Sua misericórdia. A canção diz o seguinte:
Minha vida
Nela, não há nada de bom
Sempre dada ao pecado,
Tormento a outros
Muito tenho causado,
Infligi dor a todos
Para meu próprio prazer
Nunca tinha medo de pecar
Egoísta e sem piedade como sou.
Deprimido com a felicidade dos outros.
Sempre desleal,
A miséria dos outros tem sido meu deleite
Infinitos são os desejos egoístas
Que enchem meu coração
Tão propenso a ira e a insolência,
Sempre bêbado com a vaidade,
Possuído pelo mundo
Visto malícia e orgulho como queridos ornamentos.
Arruinado pela sonolência e preguiça,
Abstendo-me de todo bom trabalho,
Sou sempre muito zeloso em ações pecaminosas.
Com objetivo de fama mundana
Um adepto a prática de duplicidade,
Cobiçoso, vítima da avidez sou.
Até mesmo tal pecador
Afastado de tudo que é bom,
Um constante ofensor sou.
Sempre maldosamente disposto
E envenenado por várias misérias.
Agora na velhice
Sem nenhuma ajuda,
Humilhado e sem esperança,
Bhaktivinode
Aos pés do Senhor
Conta seu pesar.

Confundindo os materialistas


   Temos visto, através da biografia de Deus e Seus Devotos, que muitas vezes eles manifestam doenças físicas ou parecem estarem sofrendo de alguma forma. Alguém pode questionar: “Se Deus e Seus devotos são perfeitos e espirituais, porque este tipo de coisa aparentemente mundana, ocorre em suas vidas?” Isto foi explicado nas escrituras, que tais coisas ocorrem simplesmente para confundir os ateístas e materialistas, do contrário, se todos vissem suas naturezas transcendentais, mesmo aqueles que são adversos, isso criaria uma situação ainda pior devido a natureza demoníaca de grande parte da população. De fato, sempre que o Senhor ou Seu devoto como Nrsimha-dev e Jesus Kristo se pronunciaram como sendo divino, a oposição foi sempre forte e agressiva. Por outro lado, se Eles são vistos como seres normais, muitos o descartam e pensam: “Ó, deixemos eles para lá, é um pobre mortal’, e assim Eles ficam longe dos ignorantes. Sabemos, que em uma certa biografia do Senhor Śrī Chaitanya, foi dito que Ele morreu após ser fincado por uma farpa enferrujada, algo assim. No Bhagavat também foi dito que pouco antes de partir desse mundo, Bhagavān Śrī Kṛṣṇa foi flechado no pé por um caçador e que logo após isso, Ele partiu desse mundo. Tais atividades confundem os materialistas carentes de fé e visão espiritual e é por este motivo que Deus e Seus devotos manifestam tais atividades. Muitas vezes, o sofrimento vem até eles na forma do intenso amor em separação- saudade espiritual que manifestam em seus corpos na forma de lamentação e choro, que aos olhos de um materialista, é apenas uma dor mundana, onde a pessoa sofre por algo mundano comum. Mas, sabemos bem através das escrituras, que os espiritualistas, devotos viram quando o Senhor subiu ao mundo espiritual juntamente com Seus associados eternos, e que quando Ele se lamentava, era devido ao sentimento de separação transcendental dos Seus devotos- vipralambha-bhav. No caso de devotos praticantes, se alguma doença lhes aparece, eles sempre a veem como misericórdia de Deus, nunca como maldição ou algo ruim. O corpo material é sempre frágil, e não pode ficar aqui para sempre, terá que adoecer e morrer. Quando o devoto sofre por alguma miséria física, ele vê nisso a oportunidade de compreender sua fragilidade, de entender que seu karma está sendo misericordiosamente queimado pelo Senhor através de algum sofrimento, lembra mais que em breve terá que partir desse mundo, ora com mais intensidade ao Senhor e tem mais desejo de estar com Ele em seu eterno corpo espiritual livre de tais defeitos. Muitas vezes também, Deus envia tais sofrimentos ao seus devotos e depois os livra, apenas para instruir o povo em geral na verdadeira fé e determinação no processo da devoção a Ele, nas circunstancias mais difíceis, onde uma pessoa comum jamais imaginaria sequer lembrar da misericórdia de Deus. Assim, aqueles que são aspirantes no caminho da devoção, que leva a Deus, devem compreender que Deus e Seus devotos jamais sofrem por qualquer motivo físico ou mundano, pelo contrário, eles se sentem felizes com qualquer sacrifício que o Senhor lhes conceda, vê nisso uma oportunidade de servi-Lo e ama-Lo com mais intensidade e devoção, e devido a humildade, apenas se lamentam por estarem longe de Deus, da Sua associação amorosa por tanto tempo, mesmo que seja apenas por alguns segundos.

baladev b.

Concepção do céu e o inferno de acordo com os Vedas

De acordo com os Vedas, especialmente o Srimad Bhagavat- o creme dos Vedas, em cada um dos milhares de universos materiais, existem 14 sistemas planetários, dos quais 7 são inferiores, e 7 contando com a terra, são superiores. Já no universo espiritual, que está além deste material, há incontáveis planetas transcendentais habitados pelos amorosos associados (premi-bhaktas) de Deus em Pessoa. No material, o sétimo sistema entre os inferiores é onde situa-se os mais de 20 tipos de infernos com diferentes punições para diferentes pecados. Acima da terra, há o sistema planetário dos anjos, semi-deuses e depois 4 onde moram grandes sábios liberados. Aqueles que alcançam os planetas dos sábios vivem desfrutando do próprio eu, a alma, e os que alcançam os planetas celestiais desfrutam dos atos piedosos que fizeram na terra através dos sentidos celestiais. Aqueles que pecaram, agiram contra os preceitos das escrituras, sofrem em algum(s) dos mais de 20 infernos. Ambos estes, inferno e céu celestial, são lugares temporários, ninguém pode ficar lá para sempre. A pessoa sofre ou desfruta de acordo com o que fez aqui e quando se esgotam os créditos ou pecados retorna a terra em algum corpo físico, seja animal, planta ou ser humano. Já os sábios que vivem nos 4 sistemas planetários mais elevados, são almas liberadas, não precisam mais vir a terra e alguns de lá, vão até para os planetas espirituais- Vaikuntha, onde não precisam nem mesmo 'viver' a noite de Brahma, quando normalmente entram no corpo de Vishnu e ficam inativos por toda noite de Brahma. Abaixo alguns versos sobre os infernos do Srimad Bhagavat- Canto 5:
Meu querido Rei, uma pessoa que toma posse de uma legítima esposa de outro, criança ou dinheiro é presa na hora da morte pelos raivosos Yamadutas, que o amarra com a corda do tempo e o joga forçosamente no planeta infernal conhecido como Tamisra. Neste planeta escuro, o homem pecaminoso é castigado pelos Yamadutas, que lhes açoita. Ele passa fome e não lhe dão água para beber. Os furiosos assistentes de Yamaraj lhe causa sofrimento severo e as vezes ele desmaia de dor. - Bhagavat 5.26.8
Uma pessoa que aceita seu corpo como sendo o verdadeiro "eu" trabalha muito duro dia e noite para ganhar dinheiro para manter seu próprio corpo e os corpos de sua esposa e filhos. Enquanto trabalha para manter a si mesmo e a sua família, ela pode cometer violência contra outras entidades vivas. Tal pessoa é forçada a deixar seu corpo e sua família no momento da morte, quando ela sofre a reação de sua inveja para com outros seres ao ser lançada no inferno chamado Raurava. - Bhagavat 5.26.10
Se uma pessoa se desvia do caminho das escrituras (Vedas) na ausência de alguma emergência, os serventes de Yamaraj o coloca no inferno chamado Asi-patravana, onde batem nele com chicote. Quando ele foge correndo de um lado para outro, fugindo da dor severa, para todos os lados que corre, se choca contra palmeiras de folhas que são como espadas afiadas. Assim, todo machucado e desmainando a cada passo, ele chora: “Oh, o que devo fazer agora! Como posso ser salvo!” Assim é que sofre alguém que se desvia dos princípios religiosos. - Bhagavat 5.26.15
Um homem ou uma mulher que se entrega a ter relação sexual com um indigno membro do sexo oposto (do mesmo sexo nem se fala) é punido após a morte pelos assistentes de Yamaraj no inferno conhecido como Taptasurmi. Lá, tais homens e mulheres são espancados com chicotes. O homem é forçado a abraçar uma forma de mulher composta de ferro vermelho de tão quente, e a mulher é forçada a abraçar uma similar forma de homem. Tal é a punição para o sexo ilícito. - Bhagavat 5.26.20
Uma pessoa baixa e abominável que fica falsamente orgulhosa pensando: “Sou grande,” e então falha em mostrar respeito apropriado aos mais elevados de acordo com nascimento, austeridade, educação, comportamento, casta ou ordem espiritual, é como um homem morto mesmo nesta vida, e após a morte é jogado de cabeça no inferno conhecido como Ksarakardama. Lá, ele deverá sofrer grande tribulação nas mãos dos agentes de Yamaraj.- Bhagavat 5.26.30
Aqueles que são invejosos como serpentes, sempre irados e infligindo dor a outras entidades vivas, após a morte caem no inferno conhecido como Dandasuka. Meu querido Rei, neste inferno há serpentes de cinco ou sete capelos. Estas serpentes comem tais pessoas pecaminosas justo como cobras comem rato. – Bhagavat 5.26.33

baladev das b.

Breve Biografia de Srila Gurupadpadma B.V.Narayan Goswami Maharaj


Patita Pavan (Salvador das almas caídas) Gurudev, apareceu neste mundo em 1921 em Tiwaripur (Bihar), perto do sagrado Ganges, como filho de um brahmana trivedi (conhecedores dos três Vedas) pertencentes a Sri Sampradaya, da linha de Sri Ramananda Acharya, que adorava o Senhor Rama.
Em seu local de nascimento também se encontra o ashram de Sri Narad e Sri Visvamitra e é também perto do local do aparecimento de Sri Vishnu-avatar- Buddha-dev.
Como era dia de amavasya, na hora de seu nascimento todos cantavam os Nomes de Deus como Rama e Narayan, dentro da água do Ganges, perto de sua casa.
Devido a seu comportamento sereno, calmo em qualquer lugar que sua mãe o deixava e sem chorar por nada, cogitaram em colocar seu nome de Shiva, porém após maior deliberação recebeu o nome de Narayan.
Aos cinco anos já cantava os Nomes de Sita e Rama continuamente e um dia recebeu a visão deles em um sonho. Ao chegar perto deles, sua visão ficou ofuscada pela extraordinária refulgência do Senhor.
Gostava de montar a cavalo, andar de canoa e principalmente, era campeão de várias provas de atletismo.
Sempre que algum Vaishnava ia até sua vila para recitar as escrituras, acompanhava seu pai e servia o palestrante com grande respeito e devoção.
Quando acabou seus estudos, entrou para a Polícia e logo foi promovido a um cargo elevado devido a seu caráter puro e físico avantajado.
Certo dia, enquanto meditava e cantava seu mantra como era de costume, entrou em transe espiritual e passou todo o dia nele, perdendo assim seu expediente neste dia. No dia seguinte, ficou surpreso ao saber que algum 'Narayan' havia ido trabalhar em seu lugar e quando ele tentava explicar que não havia ido, seus colegas apenas riam e falavam: "Pare com isso, você fez um ótimo trabalho ontem."
Refletindo sobre o acontecido e porque estava profundamente absorto em transe devocional a seu Senhor adorável, entendeu que o próprio Senhor havia tomado sua forma e foi trabalhar para ele. Pouco depois deste incidente, ao ser requisitado por outros policiais a encontrar um importante documento que havia sumido e ninguém conseguia achar, fez uma promessa: "Se eu colocar minha mão nessa pasta onde há centenas de folhas e encontrar justo a que estão procurando, largarei tudo e dedicarei minha vida a Deus." Puxou uma delas e tirou justo a folha que procuravam.
Nesta época também, um discipulo de Srila Prabhupad Saraswati Thakur, chamado Narottamananda brahmachari (Srila B.K.Madhusudan Goswami) foi pregar o Srimad Bhagavat em sua vila. Narayan o serviu e escutou o Bhagavat durante 7 dias e compreendeu a supremacia da adoração a Sri Sri Radha-Krishna e da Sri Gaudiya sampradaya.
Logo depois, com 24 anos, deixa sua família e se refugia nos pés de lótus de Acharya Keshari em Sri Nabadwip-dham, o sagrado local do aparecimento do Senhor Supremo Sri Chaitanyadev.
Na Śrī Devananda Gaudiya Math- Templo, dedica toda sua energia, tempo etc, no serviço ao seu Gurudev e demais Vaishnavas, recebendo o título de Bhakta-bandhava- amigo dos Vaishnavas. Todos os dias, lavava as grandes panelas do templo, que serviam 300 ou mais devotos todos os dias e também coletava doações para o templo com grande determinação.
Ao ver seu guru-nistha, firme fé em Sri Guru, e após tomar conta de um irmão espiritual que estava com tuberculose, mesmo sabendo do perigo que era, seu Gurudev o tomou para ser seu servente pessoal e então peregrinou por todos os locais sagrados da India com Acharya Keshari e escutou sobre as glórias deles da boca de lótus seu Gurudev.
Em 1956 recebe a ordem de vida renunciada, sanyassa e é enviado ao templo de Mathura- Śrī Keshavji Gaudiya Math por seu Gurudev.
Vivendo uma vida muito austera, em um templo que não tinha água nem luz, muitas vezes sem comida, permaneceu lá por 40 anos consecutivos. Nesta época, encontra seu antigo amigo e siksa-Guru, Swami Maharaj (Prabhupad) e o leva até seu templo em Mathura, lhe oferece um quarto etc, onde vivem juntos por vários meses.
Em 1959, Śrīla Swami Maharaj recebe a ordem de vida renunciada também na Keshavji Gaudiya Math por insistência dele (Śrīla B.V.Narayana Goswami) que pediu a seu Gurudev Srila Keshav Goswami para conceder sanyassa a Srila Swami Prabhupad para que ele concluísse o serviço que havia sido lhe dado por Srila Prabhupad Saraswati Thakur (pregar no ocidente). Śrīla Narayan Goswami é o sacerdote da cerimônia o ensinando a usar a danda, kaupin etc.
Srila Swami Prabhupad corresponde com Srila Narayan Maharaj toda semana, o informando sobre o andamento da missão e lhe pedindo várias ajudas, todas elas correspondidas por ele. Envia as primeiras mrdangas, deidades e livros da India para América.
Depois da exitosa pregação no ocidente, inundando-o com o canto do Nome de Kṛṣṇa, Swami Maharaj vai a Vrindavan até seus últimos dias e requisita Narayan Maharaj para continuar a ensinar seus discípulos ocidentais que eram muito novos ainda até que partiu desse mundo. Narayan Maharaj promete a Swami Maharaj que lhes dará toda assistência.
Também a pedido de Swami Prabhupad, Narayan Maharaj faz toda a cerimônia de sua despedida em Vrindavan, como ele lhe pediu. Após isso, dava constante instrução aos líderes da ISKCON sobre a filosofia Gaudiya Vaishnavas, tópicos confidencias e os inspiravam na prática da devoção pura.
Em 1996, devido a insistência de alguns devotos ocidentais e lembrando-se da promessa que fez ao seu siksa guru, começa sua pregação no ocidente e dá nova vida aos devotos.
Discípulos dos líderes da ISKCON mostram interesse em visitar o siksa-guru de seus mestres- Srila Gurudev Narayan Maharaj. Tais líderes proíbem seus membros de visita-lo. aqueles que mesmo assim iam vê-lo, eram banidos dos templos da ISKCON, alguns sofrendo até agressões físicas. Impedido de pregar em templos da ISKCON, pois o sucesso era tanto que seus líderes ficaram com medo de perder seguidores, começa a abrigar todos aqueles que iam vê-lo, começa a iniciar seus próprios discípulos e forma sua própria sanga, que seguia estritamente os ensinamentos de seu amigo e siksa-guru, o fundador da ISKCON Śrīla Swami Prabhupad.
Começa a pregar destemidamente sobre falsos gurus e corrige seus erros sobre a filosofia Gaudiya Vaishnava como propagado por Śrī Chaitanya-dev.
Recebe o título de Yuga Acharya (Guru do milênio) das mãos dos residentes de Vrindavan e é respeitado por toda comunidade Gaudiya Vaishnava como um associado eterno do Senhor, devoto perfeito da mais alta classe- rasiksa-tattva-jna Vaishnava e também é homenageado por representantes do Cristianismo e Islamismo e pelo governador de Birminghan- UK. Também recebe título de cidadão honorário e Embaixador da Paz- pelo seu incansável serviço espiritual para humanidade, na cidade de Houston- Texas.
Manifesta mesmo externamente, os sintomas do amor puro a Deus em separação do Senhor.
Em 2010, após observar seu ultimo vyasa-puja no Brasil, parte desse mundo em Śrī Puri-dham com lágrimas de amor nos olhos e pronunciando o nome de Radha e Kṛṣṇa.
Deixa em torno de 100 livros escritos, comentários e traduções de escrituras importantíssimas como Sri Bhagavad Gita, Srimad Bhagavat, Jaiva Dharma e Brhad Bhagavatamrta. Seus livros servem de referência última para todas as Gaudiya Maths por todo o mundo, principalmente sobre os tópicos mais confidenciais do amor a Deus.

baladev b.

Sri Gurudev clearing misconceptions about ratha-yatra in Sri Navadwip.

The following article is the first reply written by Srila Bhaktivedanta Narayana Maharaja to the objections printed in the journal of Sri Caitanya Sarasvat Matha regarding Ratha-yatra in Sri Navadvipa Dhama.

Sri Bhagavat Patrika, Kartika Agrahayana,
Samrat 2026, Varsa 15 Sankhya 6-7 — 26th December 1969.
Sri Ratha-yatra in Sri Dhama Navadvipa
Is it contradictory to the conceptions of Rupanuga Bhakti?

Having read the essay entitled 'Sri Rathayatraya Sri Rupanuganucintana' [Ratha-yatra according to the conception of the followers of Srila Rupa Gosvami] published in the first issue, volume 13 of 'Sri Gaudiya Darsan' [the journal of Sri Caitanya Sarasvat Matha], it seems that this article has been printed without showing it to the most honourable editor, Pujyapada Srila Bhakti Raksaka Sridhara Maharaja.
In the aforementioned essay, the uninformed author, by the name of Bhakti Kovida Mahodaya, without taking the trouble to research the subject matter, has rashly written the following groundless and imaginative statements:
  1. Ratha-yatra is not performed in Sri Vrndavana. Therefore, in Sri Navadvipa Dhama, which is abhinna-vraja mandal (non-different from Vraja), why should this lila be exhibited?
  2. Seeing the ratha (chariot) would stimulate a terribly undesirable apprehension in the hearts of the vraja-gopis. Therefore, how can the rupanuga vaisnavas, who are following the moods of the gopis, join in the Ratha-yatra procession?
  3. From ancient times up until the present day, no great personality who was expert in the performance of bhajana has ever performed the procession of Ratha-yatra lila in abhinna-vraja mandala, Sri Navadvipa Dhama.
  4. Furthermore, Jagad-guru Om Visnupada Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Gosvami Thakur has not performed Ratha-yatra-lila in Sri Gaura-dhama.
  5. In Sri Navadvipa Dhama, how is the darsan of Dvaraka possible or appropriate?
Therefore, it is against the principles of the followers of Srila Rupa Gosvami to hold the Ratha-yatra procession in Sri Navadvipa Dhama.
It is definitely necessary to analyze these 5 arguments.
1) "One cannot see the Ratha-yatra-lila in Sri Vrndavana " — This statement made by Bhakti Kovida Mahodaya is completely groundless and a figment of his own imagination. It is evident that the writer has never been to Vrndavana or Vraja-mandala, or he has never taken the trouble to inquire from the realized vaisnavas who constantly reside here. The three worshipful Deities of the Gaudiya vaisnavas, namely Sri Madana-mohana, Sri Govindaji and Sri Gopinatha have Their respective temples in Vrndavana. The festival of Ratha-yatra-lila has been held in these temples with great pomp and splendour for hundreds of years. At the same time as the Sri Ratha-yatra procession in Puri, the same festival is also held in the temples established by the Gosvamis such as the Sri Radha-Damodarji mandir, and also in the Sri Radha-Syamasundarji mandir, the Sri Radha-Gokulanandaji mandir and others. In addition it is also held in almost all the prominent temples of the other sampradayas such as the Sri Ranganathji temple and the Sri Shaha-Bihariji mandir. This annual Ratha-yatra-lila is also a common sight in the homes of thousands of Vrajabasis. This procession takes place not only in Vrndavana but also in Mathura, Nanda-gaon, Varsana and even in Radha-kunda. Moreover, there are also ancient temples of Sri Jagannatha deva in Vrndavana and Radha-kunda. Therefore, to say that the Ratha-yatra-lila is not performed in Vrndavana or Vraja-mandala is completely false.
There are Rupanuga vaisnavas throughout the world. They performed the procession of Sri Ratha-yatra-lila in the past, and they are still performing it, in order to nourish their bhajana (confidential service). An associate of Sri Gaurasundara, Sri Kamalakara Pippalai, is a friend of Krsna named
Mahabala Sakha among the Dvadasa Gopalas (twelve prominent cowherd boys) in Krsna-lila. He has manifested the service and Ratha-yatra-lila of Sri Jagannathadeva in Bengal, in the district known as Mahesa. Even today this Sri Ratha-yatra festival is observed annually with magnificent pageantry. In the nearby district of Sri Rama-pura, the service of Sri Jagannathadeva is conducted both in Vallabhapura and Chatara, where Ratha-yatra has been observed for hundreds of years. In the village of Dhama-rai, (district of Dhaka) Ratha-yatra is very famous. The Vyasadeva of Sri Gaura-lila, Sri Vrndavana dasa Thakura, has also established a Deity of Sri Jagannath deva in his own village of Sripata, Sri Mamagacchi in Sri Modadruma Dvipa in Sri Navadvipa Dhama. The service of Sri Jagannathadeva is still going on there even today. The Ratha-yatra of Mahisadala, in the district of Medinipura, is also very famous. These days even in the huge cities of America such as San Francisco, Sri Ratha-yatra is celebrated in a grand style, in accordance with the mood of Sriman Mahaprabhu.
Sri Caitanya Mahaprabhu has expressed a particular mood in regard to Ratha-yatra. He always considered that Sri Krsna, being mounted upon His chariot, is returning to Vrndavana, to meet with all the gopis, especially with Srimati Radhika, who had been afflicted by the severe pains of separation from Krsna for a very long time. We should always remember that the Sri Rupanuga acaryas who were possessed of the necessary facilities, have manifested this pastime of the Ratha-yatra festival on the earthly plane in order to stimulate the aforementioned mood of Sri Caitanya Mahaprabhu within their hearts and to nourish their bhajana. Some niskincana Rupanuga vaisnavas, being bereft of the necessary facilities for observing this festival have stimulated this mood within their hearts by manasi-seva. Alternatively, they nourish their bhava by taking darsana of Sri Ratha-yatra-lila in various places such as Puri Dhama. The purpose of both approaches is fundamentally one. There is no difference between them.
2) Seeing the ratha (chariot) would stimulate a terribly undesirable apprehension in the hearts of the vraja-gopis. Therefore, how can the rupanuga vaisnavas, who are following the moods of the gopis, join in the Ratha-yatra procession?
This conception is also completely wrong in all respects. Adorned with the sentiment and complexion of Sri Radha, Sri Gaurasundara is directly Sri Krsna Himself, Sri Gadadhara Gosvami (Srimati Radha), Sri Svarupa Damodara (Sri Lalitaji), Sri Raya Ramananda (Sri Visakha), Srila Rupa Gosvami (Sri Rupa Manjari), Sri Sanatana Gosvami (Sri Lavanga Manjari), Sri Das Gosvami (Sri Rati Manjri) and all of the associates of Sri Gaurasundara, who were all mainly sakhis or sakhas in Vraja, assembled together for Ratha-yatra. They all danced and chanted before the chariot, deeply immersed in the mood, krsna lana vraje yai--e-bhava antara: "Let us take Krsna and go back to Vrndavana." Did the associates of Mahaprahu feel any distress or anguish upon seeing the chariot? Definitely not. Then why will their followers, the Rupanuga vaisnavas feel any anguish or undesirable apprehension?
The internal purpose of the moods of Ratha-yatra as promoted by Sri Gaurasundara is as follows: after a long period of separation, on the occasion of the solar eclipse at Kuruksetra, Srimati Radhika and the gopis met with Sri Krsna. But Srimati Radhika was not satisfied due to the fact that Sri Krsna was dressed as a king and was surrounded by immense opulence, elephants, horses, military generals and His associates of Dvaraka. She wanted to see Krsna dressed as a cowherd boy in Vrndavana, the place of His sweet, human-like pastimes. Therefore she wanted to bring Krsna back to Vraja. It is evident from the Padma Purana that Sri Ratha-yatra-lila, the pastime of Krsna's returning again to Vrndavana on a chariot, is exhibited in Sri Jagannath Puri and other places. Therefore, what is there to impede the manifestion of Ratha-yatra in Sri Vrndavana or Sri Navadvipa Dhama? In order to stimulate this profound mood that was established by Sriman Mahaprabhu, His devoted followers can perform Ratha-yatra everywhere, and have indeed done so. The mood of Sriman Mahaprabhu has been revealed in the verse:
yah kaumara-harah sa eva hi varas ta eva caitra-ksapas
(Sri Caitanya Caritamrta Madhya-lila: Chapter Thirteen, Text 121)
and also:
ei dhuya-gane nacena dvitiya prahara
krsna lana vraje yai--e-bhava antara
"Sri Caitanya Mahaprabhu used to sing this song [seita parana-natha] especially during the latter part of the day, and He would think, 'Let Me take Krsna and go back to Vrndavana.' This ecstasy was always filling His heart."
(Sri Caitanya Caritamrta Madhya-lila: Chapter One, Text 56)
Yes, it is true that when the gopis, or the vaisnavas who have taken shelter of gopi-bhava, see the chariot which takes Krsna out of Vraja and far away from them, they feel anguish and the apprehension that Krsna will not come back. However, when they see the chariot on which Krsna sat and came back to Vrndavana, they become overjoyed, not sorrowful.
Uddhava, after taking permission from the gopas and gopis of Vrndavana, sat upon his chariot and was about to return to Mathura to meet with Krsna. At that time the Vraja gopas and gopis, overwhelmed with prema, adorned the chariot with various presents for Krsna and bade Uddhavaji farewell with great respect.
sri-suka uvaca
atha gopir anujnapya
yasodam nandam eva ca
gopan amantrya dasarho
yasyann aruruhe ratham
    (Srimad Bhagavatam 10.47.64)
Furthermore, after some time, Sri Baladevaji came to Nanda Gokula on a chariot. When he arrived, all the gopas and gopis welcomed Him with great affection.
sri-suka uvaca
balabhadrah kuru-srestha
bhagavan ratham asthitah
suhrd-didrksur utkanthah
prayayau nanda-gokulam
parisvaktas cirotkanthair
gopair gopibhir eva ca
ramo 'bhivadya pitarav
asirbhir abhinanditah
    (Srimad Bhagavatam 10.65.1,2)
Sri Gaudiya vaisnava acarya Srila Jiva Gosvami, on the basis of`the verses of Padma Purana, has described that Krsna, after killing Dantavakra, indeed returned to Vraja upon a chariot. Upon hearing the sound of Krsna's conch and the rumbling of His chariot, all the gopas and gopis of Vraja surmised that Krsna was returning. Driven by excessive eagerness to see Him, even feeble, old women ran with great haste, from wherever they were, in the direction of the sound of Krsna's conch and chariot. When they drew nearer and saw that Garuda was sitting on the flag of the chariot, they became sure that Krsna was definitely returning to Vraja. Being overwhelmed with joy, they became motionless like statues and were unable to go any further. Only their gaze advanced in the direction of the approaching chariot.
stri-bala-vrddha-vanita-braja-vasinaste
krsna gatim yadu-pura-danu-maya sankhat
evam dravanti capalam sma tatha vidurna
svatmanamapyahaha kim punaragrapascat?
atha punah parya-ginkhacchanikha
dhvaniniragala-ratha-ghargharasvana
svarga-janakrta sadya eva
sthagati-gataya-starava va'vatasthire
    (Sri Gopal Campu tri. pu. 34, 35)
Therefore, the idea that the Vraja-gopis become distressed and apprehensive upon seeing a chariot in all circumstances is not at all correct.
In the pastime of Sri Ratha-yatra and also on the path of Sri Rupanuga bhajana, the importance of the internal mood is predominant. Externally perceived substances or places are not more important than the internal mood. In Ratha-yatra the internal mood that Krsna is returning to Vraja is stimulated. There is no internal sphurti (inspired vision) relating to Dvaraka or Mathura dhama in this lila. The inspired vision is only of Sri Krsna's returning to Vraja after being absent for a very long time. It is in this mood that Sri Jagannatha-devaji travels from the Jagannatha Mandira in Puri to the Sri Gundica Mandira. This signifies His journey from Dvaraka to Vrndavana. During this journey Sri Gaurasundara and His confidential associates experienced the utmost jubilation, being deeply absorbed in the moods of Sri Radha and the Vraja-gopis respectively. Moreover, they all assembled together before the chariot, singing and dancing in great joy, fully absorbed in exactly the same bhava during the ulti-ratha-yatra (the festival of Jagannathadeva's return to the Sri Mandir from Sri Gundica).
Did they think that by observing Ratha-yatra in the opposite direction Sri Krsna was leaving Vrndavana and returning to Mathura or Dvaraka? Never. Such an understanding must be mistaken. It has been mentioned in Sri Caitanya Caritamrta how Sri Caitanya Mahaprabhu and His associates assembled together, danced and performed kirtan at the ulti-ratha-yatra:
ara dine jagannathera bhitara-vijaya
rathe cadi' jagannatha cale nijalaya
"The next day Lord Jagannatha came out from the temple and, riding on the car, returned to His own abode."
purvavat kaila prabhu lana bhakta-gana
parama anande karena nartana-kirtana
"As previously, Sri Caitanya Mahaprabhu and His devotees chanted and danced with great pleasure."
(Sri Caitanya Caritamrta Madhya-lila 14.244, 245)
Although the Vraja-gopis, and especially Srimati Radhika. were extremely anxious to see Sri Krsna, they would not leave Vrndavana even to go the very short distance to where Krsna was staying in Mathura. Then how can Sri Gaurasundara, Who is adorned with the sentiments of Srimati Radhika, and His associates stay at the Puri Mandira or Sri Gambhira? The Puri Mandira and Sri Gambhira are the embodiment of Dvaraka because the Ratha-yatra sets off from there. Alternatively, Sri Gaurasundara used to see the gardens of Puri as Vrndavana, the ocean as Yamuna and Cataka-parvata as Govardhana. In such a Vrndavana, what aspect of the Ratha-yatra-lila festival would be contrary to the principles of raganuga or rupanuga bhakti in the eyes of the respectable Bhakti-Kovida Mahadaya?
Why did the Vraja-vasi Gosvamis, Srila Thakura Bhaktivinoda, Srila Prabhupada, Pujyapada Srila Sridhara Gosvami Maharaja and all the prominent Sri Rupanuga Acaryas go to Sri Puri Dhama to have darsan of Ratha-yatra, if Ratha-yatra darsana would be the cause of any type of disturbance or apprehension that something undesirable was about to happen? It appears that Vraja-gopi-prema is simply stimulated by having darsana of Ratha-yatra.
3) From ancient times up until the present day, no great personality who was expert in the performance of bhajana has ever performed the procession of Ratha-yatra lila in abhinna-vraja mandala, Sri Navadvipa Dhama.
The respectable writer, Bhakti-Kovida Mahadaya, has stated that is inappropriate to hold Ratha-yatra in Sri Navadvipa Dhama because no great historical personalities who are proficient in bhajana have ever manifested Ratha-yatra-lila in Navadvipa. This statement is meaningless and incoherent in all respects for the following reason. From the time of Sriman Mahaprabhu until the present day, almost all Gaudiya acaryas and bhaktas have made a pilgrimage to Puri Dhama at the time of Ratha-yatra to have darsana of the festival. In this way, the divinely inspired vision of the moods exhibited by Sri Gaurasundara is stimulated within their hearts and thus their bhajana is nourished. Until now, there had been no impetus to manifest Ratha-yatra in Sri Navadvipa Dhama and our previous acaryas had not considered it necessary to do so. However, whenever the inspiration came in the hearts of great personalities, they have manifested this lila in various places in Gauda-mandala, such as in the district of Mahesa. Thus, if a great personality is also inspired to manifest this lila in Sri Navadvipa Dhama, then it is in no way contrary to the path of Sri Rupanuga bhajana. For example, in the Sri Gaudiya vaisnava-sampradaya, from the time of Sriman Mahaprabhuji, Srimad Bhagavatam has been considered the natural commentary on Sri Brahma-sutra. However, when the necessity arose, Sri Gaudiya Vedantacarya Sri Baladeva Vidyabhusana prabhu manifested a separate commentary, namely Sri Govinda Bhasya. From the point of view of Bhakti-Kovida Mahadaya, is this activity contrary to siddhanta, or is it the embodiment of prestige for our Sri Gaudiya sampradaya?
4) Jagad-guru Om Visnupada Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Gosvami Thakur has not performed Ratha-yatra-lila in Sri Gaura-dhama.
Jagadguru Om Visnupada Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura has manifested Sri Radha-kunda and Sri Syama-kunda in Vrajapattana (Sri Caitanya Matha) within Sri Dhama Mayapura. He has preached daiva-varnasrama dharma. He has reestablished the use of saffron cloth and tridandi sannyasa in the Gaudiya vaisnava sampradaya. He has flown the victory flag of Gaudiya vaisnava dharma throughout the world. Prior to the appearance of this crown jewel in the dynasty of acaryas, no other acarya ever inaugurated the aforementioned activities. Yet can any of these projects of Srila Prabhupada be considered contrary to the principles of Sri Rupanuga bhakti? Never. Anyone who could say such a thing would have to be utterly ignorant of bhakti-tattva.
5) In Sri Navadvipa Dhama, how is the darsan of Dvaraka possible or appropriate?
We have already explained that the predominant bhava in Sri Ratha-yatra-lila is " krsna lana vraje yai." There is not even the slightest scent of a sphurti (momentary vision) or darsana of Dvaraka in this bhava. Therefore, even the question of any kind of Dvaraka darsana arising from the performance of Ratha-yatra-lila in Sri Navadvipa Dhama is completely irrelevant.
On the other hand, Sri Navadvipa Mandala, which is non-different from Vrndavana, is amsi-dhama i.e. the root cause of all dhamas in which all other dhamas exist. Mathura, Dvaraka, Ayodhya and Paravyoma are all eternally existing in Sri Navadvipa Dhama, just as all the plenary portions of "amsi"Krsna, such as Narayana and Visnu, exist eternally within Him.
At Candrasekhara Bhavan (Vrajapattana), in Mayapura Dhama, Sri Gaurasundara personally used to dance in the mood of Sri Rukmini. It is well known that Sri Rukminidevi is an associate of Dvaraka-lila. Therefore, if this lila is possible in Vrajapattana, which is non-different from Vraja or Sri Radha-kunda, then how can Dvaraka darsana be impossible in Sri Dhama Navadvipa? Thus, on what grounds can it be said that the manifestation of Ratha-yatra-lila is not possible?
Hence the conclusion is that there is an inseparable relationship between Ratha-yatra-lila and Rupanuganugatya. Sri Rupanuga vaisnavas manifest this lila everywhere in Navadvipa Dhama and thus, according to the path founded by Sriman Mahaprabhu, they inspire the internal mood expressed in the following verse written by Srila Rupa Gosvami:
priyah so 'yam krsnah….. kalindi-pulina-vipinaya sprhayati
(Padyavali 383, Sri Caitanya Caritamrta, Madhya-lila 1.76)
This thoroughly nourishes the bhajana of the genuine Sri Rupanuga vaisnavas.
-- Editor (Tridandisvami Bhaktivedanta Narayan)

Realidades

   
É muito difícil para 99,99 por cento das pessoas ocidentais ter alguma verdadeira fé de que o criador de tudo e de todos, o Senhor Supremo que é Deus em Pessoa, em Sua forma mais plena e original, mesmo quando descende a este mundo, age como uma criança comum e brinca de roubar iogurte da casa de Seus vizinhos vaqueiros. É fato também, e temos visto isso ao longo dos anos, que até mesmo aqueles que inicialmente aceitam Bhagavan Sri Krishna como a Verdade Absoluta, posteriormente abandonam sua religião por este mesmo motivo. De fato, no Srimad Bhagavat, até mesmo o arquiteto do universo, o Senhor Brahma, ao ver aquela inocente criança de nome Krishna, brincar descalço com seus amigos vaqueiros, não pôde acreditar que tal pessoa pudesse ser o Seu mesmo Senhor Narayan-- que na verdade é uma expansão de Krishna e não diferente Dele (krsnas tu bhagavan svayam). Inclusive na India, muitos pensam que Sri Krishna é apenas uma das expansões de Vishnu ou Narayan. Se até mesmo Brahma duvidou de Sri Krishna, qual a surpresa de ver que a grande maioria das pessoas duvidam? Á não ser que se estude bem as escrituras e compreende-se a teologia do Bhagavat sob a guia de um sad-Guru, será muito difícil alguém ter fé firme de que o mesmo Deus dos Muçulmanos e Cristãos, é adorado em Sua original e mais completa forma pelos Gaudiya Vaishnavas. Tais pessoas irão pensar que o Vaishnavismo é algo diferente, adora um Deus diferente, e pensarão se tratar apenas de algo exotérico, ou até mesmo, rebelde. Por isso é que após um tempo, elas ou largam sua religião, não progridem em suas práticas ou até mudam para outra, que criticava anteriormente. Para as pessoas que nasceram no ocidente e que não possui nenhuma apreciação pelas religiões e profetas Abraahmicos ou são até anímicos a eles, mesmo sabendo que os mesmos foram glorificados pelos Vaishnavas (que em termos de rasa- são até mais elevados), será praticamente impossível para tais pessoas, compreender, até mesmo teologicamente, que adoramos o mesmo Deus, pois Deus é um, e não dois, apesar de possuir várias formas cuja original é Sri Krishna. Da mesma forma, Cristãos e outros que não ao menos respeita a opinião dos Vaishnavas, também não poderá ser um bom praticante e seguidor de seu profeta. Srila Bhaktivinod Thakur também escreveu sobre esse ponto em seu livro "O Bhagavat"- "Um Vaishnava ignorante por outro lado, cujo negócio é apenas mendigar de porta em porta em nome de Nityananda, não encontrará nenhuma piedade em um Cristão. Isto acontece porque o Vaishnava não pensa da maneira que o Cristão pensa em sua própria religião. Pode ser que o Cristão e o Vaishnava pronunciarão o mesmo sentimento, mas eles nunca cessarão suas brigas um com o outro apenas porque eles chegaram a suas conclusões através de diferentes linhas de pensamentos. Por outro lado, também, uma grande porção de ingenerosidade entra nos argumentos dos piedosos Cristãos quando estabelecem suas imperfeitas opiniões sobre a religião dos Vaishnavas."

baladev das

Destino e como quebrar o samsara. Srila Gurudev B.V.Narayan Goswami

Prahlad disse: “Não se preocupe em ganhar dinheiro ou qualquer outra coisa. Obter felicidade material e evitar sofrimento não é nosso negócio na vida. Qualquer felicidade ou sofrimento virá a nós pois isso já está escrito em nosso destino. Nosso destino é mapeado de acordo com nossas vidas anteriores. Não queremos sofrimento, mas ele vem. Não queremos ficar velhos, mas a idade vem. Não queremos morrer, mas a morte virá. Não queremos que nossos maridos ou esposas nos divorciem, mas isso acontece mesmo assim. Queremos ser felizes, mas o sofrimento vem até nós por sua própria conta. Ninguém pode evitar isso. Similarmente, a felicidade em nossas vidas virá sem qualquer esforço da nossa parte, então não devemos ficar tão preocupados com isso. Devemos colocar nossa energia no cantar e lembrar de Deus, e por fazer isso, seremos felizes para sempre. Cantar os Nomes de Deus, como Hare Kṛiṣhṇa, é a solução para todas as misérias. Isso é tão poderoso que até mesmo nosso interminável ciclo de nascimentos e mortes será quebrado. Este é o caminho". Sri Gurupadpadma B.V.Narayan Goswami

Instruções de Bhagavan Sri Rama

Hoje, observamos o dia que Marya-da Purushotama Sri Rama (A manifestação do Senhor nosso Deus conhecida como Sri Ramachandra), por compaixão, se fez visível nesse mundo para ensinar sobre como devemos seguir os deveres religiosos (arya-dharma) através do Seu exemplo pessoal de conduta. Foi também a única manifestação de Deus em Pessoa que, de acordo com as escrituras, esteve no Brasil que era então conhecido como Pindo-Rama. Estamos perto também da Paixão de Kristo e vemos uma grande similaridade na atitude dos dois. Bhagavan Sri Rama era o Rei perfeito e seguia estritamente todos os códigos de conduta descritas para um Rei. Certa vez, sua consorte- Sitadevi foi sequestrada pelo demoníaco Ravana e mantida em seu cativeiro no Śrī Lanka por quase 1 ano. Śrī Rama construiu uma ponte com a ajuda do exército de macacos que ligava o sul da India até Lanka (ver imagem nos coment.), matou Ravan e resgatou Sita. Sabendo que o povo de Ayodhya o criticaria por aceita-la novamente, após supostamente ela ter sido infiel quando estava em Lanka, Rama a rejeitou. Sita, desolada, pediu a Lakshman que preparasse uma fogueira e que ela seria testada ali naquele fogo e provaria que jamais fora infiel com Rama. Ao entrar no fogo, Sita sentiu grande refrescância e todos os deuses começaram a glorificar seu puro caráter e castidade. Rama então, a aceitou e a levou de volta a Ayodhya. Logo depois deste incidente, mesmo após ter sido testada pelo fogo (Agni), Rama veio a saber que ainda assim, havia um buchicho em Ayodhya que ao aceitar Sita novamente, Rama havia violado o dharma. Essa notícia recaiu como uma flecha de chamas no coração de Rama. Aquele mesmo povo, que Ele cuidara tão bem, sacrificando até mesmo sua vida para o bem estar deles, e mesmo após ter provado a todos a castidade de Sita, o mesmo povo agora o criticava sem nenhuma razão. Rama não foi violentado fisicamente como Kristo, mas as palavras do povo de Ayodhya machucaram seu interior, e isso é ainda mais doloroso como foi para Kristo saber que na verdade, estava sozinho em meio a multidão. Ambos, apesar de virem por misericórdia a nós, foram violentados pelo povo comum e infelizmente essa é a natureza desse mundo. Ao se submeterem a tamanha injustiça, Eles nos ensinam como devemos agir em situações similares. Eles jamais agiram de forma rancorosa com o povo e aceitaram as condições impostas a Eles de forma paciente. Nós devemos tentar seguir este exemplo. Mesmo que outros nos enganem, nos machuquem etc. temos que ver a situação e tolerar, e pensar que é devido ao nosso próprio mal karma que sofremos no presente e isso nos purificará para então unirmos com Deus nesta dor. Se agimos desta forma, Deus fica satisfeito e consequentemente nossa alma se torna pura. Cristãos chamam isso de Consolação ao coração de Kristo, onde unimos a Ele em toda sua dor. Devemos tentar a todo custo desenvolver tal atitude, do contrário, vida espiritual resultará em nada. Rama então rejeitou Sita novamente e por fim ela entrou na Mãe Terra que a recebeu em trono de ouro. Outra importante passagem nas atividades de Rama foi quando Ele, ao ser exilado por uma promessa de Seu pai, pediu a Bharata que governasse em Sua ausência. Quando Bharata foi acusado de trair Rama e de desejar o posto de seu irmão – Rama, Bharata Quase morreu de desgosto. A pessoa que lhe era mais querida do que sua própria vida, a quem ele tinha amor inabalável e morreria por Ele, agora ele era acusado de trair esta mesma Pessoa. Bharata foi correndo a floresta pedir para Rama retornar a Ayodhya, esquecer a promessa e governar o reino de toda maneira. Jamais passou pela cabeça de Bharata, governar Ayodhya mesmo na ausência de Rama e foi um grande choque saber que estava sendo criticado por isso. Rama, para fazer valer a palavra de seu pai, pediu a Bharata para governar o reino até que ele voltasse do exílio e só para satisfazer o desejo de Rama, ele o fez, mas jamais entrou no palácio. Bharata colocou as sandálias de Rama no palácio e viveu fora, em uma cabana simples pois apesar de governar pela ordem de Rama, ele considerava que Rama era o rei. Aqui, temos um muito importante ensinamento. Hoje em dia, muitos desejam obter uma posição exaltada como de governante ou de guru. Talvez elas não saibam o que isso significa, o peso que é ter esta posição e as consequencias, pois se soubessem, teriam bastante cautela quanto a isso. Um discípulo jamais deve ter a propensão de se tornar guru. Ele deve ficar feliz em se considerar um mero e eterno servente do Mestre e de Deus. É apenas devido a direta ordem do Senhor que almas puras e perfeitas agem como Gurus nesse mundo, apenas para nos instruir e nos dá misericórdia. Se qualquer outra pessoa faz isso por conta própria, arruína a sua vida, e a vida dos outros. Estes dois ensinamentos proporcionados pelas atividades de Śrī Rama são de suma importãncia para todas as entidades vivas que desejam progredir no caminho da devoção e então unir--se a Deus, na felicidade e na tristeza.

baladev das

Uma ideia deturpada

   No ocidente, frequentemente as pessoas em geral pensam que os devotos de Vishnu-Krishna- os Vaishnavas, praticam algo similar aos Budistas e aos praticantes de yoga, ou até fazem parte de algo exotérico moderno. Elas ficam surpresas quando falamos que o Vaishnavismo, que é a religião ou processo espiritual monoteísta e o único autorizado pelos Vedas para esta era atual, é, em sua base, idêntico ao Cristianismo, mudando apenas alguns costumes e vestimentas externas. Os conceitos e ensinamentos são basicamente os mesmos. Por outro lado, justo o oposto do pensamento popular, o Vaishnavismo não tem quase nada de similar aos processos de yoga ensinados hoje e ao Budismo. Tanto o yoga quanto o Budismo propagam a ideia de que Deus em Pessoa não existe, e que o que existe é apenas uma energia, uma luz ou um vazio e que esta energia deve ser buscada ou usada para o benefício pessoal delas mesmas visando obter uma dita paz mental ou um certo conforto emocional em uma espécie de auto-ajuda, como se Deus fosse algo que pudesse ser usado para o benefício pessoal deles, ou seja, como se Deus fosse o servente e elas, os mestres. Essa atitude apenas aumenta o falso ego, o sentimento de vazio interior e o apego das pessoas pois o foco é apenas elas mesmas (o corpo e a mente) e muito raramente Deus em Pessoa é lembrado, o que falar de ser servido ou amado. Já nas religiões Abraahmicas e no Vaishnavismo o praticante tenta servir e amar a Deus com toda sua energia, tempo etc, sem se preocupar nem mesmo com eles próprios. Assim vemos que enquanto uns focam egoisticamente em si mesmos, outros até esquecem de si mesmos para agradar a Deus e é esta segunda atitude que lhes proporciona então uma união espiritual deleitante entre o servente e o Mestre- devoto e o Senhor, que ultrapassa os limites do corpo e da mente alcançando o verdadeiro 'eu' que é a alma individual. Este é o objetivo de todos os profetas como Moisés, Maomé, Kristo e dos Gurus Vaishnavas, obter esta união pessoal em amor puro entre o real ser- a alma, com Deus em Pessoa- a alma Suprema. Assim, há um oceano de diferença entre yoga e budismo para as religiões Abraahmicas e Vaishnava, tanto nos conceitos filosóficos e práticos quanto em seu objetivo final.


baladev b.

Do livro "Prem Vivarta" de Srila Jagadananda Pandit

Swarup Damodar continuou: “As pessoas dizem: ‘Amor, amor, amor’, mas quem realmente compreendeu o amor? Aqueles que realmente compreendem o amor se tornam associados eternos do Senhor em Vraja (Morada transcendental)”.
“As três sílabas pi-ri-ti- amor, é conhecida por todo o mundo. Aqueles que desenvolveram o amor divino ficam intoxicados em êxtase. O que é vergonha ou desgraça para eles?”.
“Os homens e mulheres deste mundo estão sempre afligidos pela ideia errônea sobre o amor. Por atribuir amor aos seus corpos de carne e sangue, eles se tornam perpétuos pecadores e vão ao inferno”.
“Mas, quando eles conseguem a misericórdia de Krishna (Deus em Pessoa) através do cultivo do amor espontâneo (á Shri Krishna), eles abandonam todo o apego pelo corpo material e assim correm em direção á doçura do êxtase espiritual”.
“O tesouro do amor divino nunca manifesta nas comuns relações entre um homem e uma mulher neste mundo. Todos estes tipos de prazeres sensuais são temporários e vacilantes e não possuem nenhuma conexão com a eternidade”. - (Srila Jagadananda Pandit)
Obs- Verdadeiro amor jamais é interrompido como o sentimento de desfrute que hoje passa pelo nome de 'amor'. Um aumenta continuamente- é a relação entre a alma individual e a alma suprema- Deus em Pessoa e Seus devotos. O outro que hoje é chamado de amor e que amanhã se torna ira ou na melhor das hipóteses, diminui de intensidade com o passar do tempo, é apenas o apego mundano e desejo de desfrute entre um homem e uma mulher. Trata--se de duas coisas opostas. Aquele que compreende isso, tem a chance de adquirir o amor puro a Deus.

Infalível karma

Infalível karma. Colhemos apenas o que plantamos, nem mais nem menos
Ninguém nesse mundo pode rejeitar a lei do karma simplesmente por falar- "Não acredito". É uma lei infalível inclusive na física- toda ação tem uma reação igual e oposta. Estamos colhendo hoje apenas o que plantamos ontem, ninguém pode reclamar. Nossas vitórias e problemas de hoje, tem completa relação com nossas ações boas e ruins de incontáveis vidas passadas nesse mundo. Isso vale também para todas as nossas tendências. Por exemplo, a astrologia e psicologia explica que uma pessoa que sofreu algum trauma com autoridades em vidas passadas, terá a tendência de rejeitar (pavor) qualquer autoridade (boas ou ruins), seja educacional, social ou espiritual na presente vida e essa tendência (o fruto) quem dá é Deus como dito no Sri Gita. Também, uma pessoa com certas qualidades ou defeitos terá inclinação de ver estas mesmas qualidades e defeitos em outras pessoas, como diz um ditado bengali "O ladrão pensa que todos são ladrões". Nossas tendências e aspirações do presente estão relacionadas com o que fizemos e desejamos em outras vidas e para satisfazer isso, Deus nos dá essas tendências que desejamos, o poder de te-las. A origem disso é nosso próprio livre arbítrio, Deus não impõe nada a ninguém, Ele apenas dá o fruto de nossas próprias ações, tendências, desejos etc. Temos exemplo disso nas escrituras védicas. Prahlad Maharaj era um devoto puro da mais alta classe e embora tenha criado seu filho na educação devocional, Virochan se tornou um poderosos demônio. Ele entendeu que isso se deu devido as más impressões passadas de seu filho. Depois, o filho do demônio Virochan- Bali Maharaj, se tornou um grande devoto do Senhor. Quando o próprio Senhor Vishnu lhe pediu na forma de Vaman-dev uma doação, Bali Maharaj rejeitou até mesmo seu próprio Guru para satisfazer a Deus. É dito nas escrituras que se um pai, mãe, filho, professor ou até mesmo guru instrui alguém para ser contra a adoração de Deus em Pessoa, devemos rejeita-los e Bali Maharaj rejeitou até mesmo seu guru por ele ser contra Deus. A associação com devotos puros de Deus também depende da quantidade de créditos espirituais passados que fizemos. Alguém que não tem créditos eternos suficientes, jamais terá fé nos santos e profetas- "mahaprasade govinde .." Portanto, devemos entender que, em última análise, na grande maioria dos casos, as pessoas irão agir de acordo com suas próprias tendências que adquiriram em outras vidas mesmo sendo instruidas para fazer o contrário. Isso também significa que devemos ser desapegados dos resultados tanto das nossas ações, quanto da de outros. Isso trás paz de consciência. Ainda assim, até mesmo uma pessoa pecaminosa que por alguma desconhecida boa fortuna, se rende completamente aos ditados das escrituras santas e alcança a misericórdia sem causa do Senhor, é capaz de mudar todo seu destino como vemos na vida de Markandeya Rshi no Srimad Bhagavat.

baladev das

É necessário ser monge para avançar espiritualmente?

É necessário ser monge para avançar espiritualmente?
Conversando com as pessoas, frequentemente me perguntam se é necessário ser monge para praticar o serviço e devoção a Deus, ou ter uma vida contemplativa. As escrituras védicas, no entanto, são muito claras quanto a isso. O serviço e a devoção a Deus pode ser praticada em qualquer situação social ou sacerdotal (varnasrama) que a pessoa se encontre no presente. Na maioria dos casos, a pessoa tem uma família e necessita trabalhar, o que é muito bom se a consciência com a qual ela cuida de sua familia é diferente de um materialista. Nesta condição, o aspirante deve compreender que manter a família com trabalho e educação espiritual as crianças deve ser realizado com a consciência de que todos seus membros familiares são membros da família de Deus e que servindo eles de acordo com as escrituras, eles irão satisfazer a Deus. Temos vários exemplos nas escrituras de devotos puros que eram casados como Prahlad Maharaj, Arjuna, Srivas Pandit, Adwaita Acharya, Maomé, e até o próprio Jesus Kristo que muitos dizem que também era casado. Assim, o que muda é a consciência do chefe de família espiritualizado. Aos olhos do povo em geral, as ações de ambos podem parecer as mesmas, mas a consciência interior destes devotos são bem diferentes. Um, cuida e trabalha para manter sua família simplesmente em acordãncia com seus gostos pessoais e para satisfazer seus próprios desejos. O outro, espiritualista, trabalha e cuida de sua família de maneira simples e para satisfazer apenas a Deus, faz isso como um serviço para Deus e considera que todos fazem parte da família de Deus. Nestas condições, não há absolutamente nenhuma diferença entre um chefe de família e um monge que se dedica a vida contemplativa 24 horas por dia. Claro que na prática é bastante difícil encontrar tais chefes de família, ou mães de família, porque adquirir tal consciência exige tanto esforço na prática espiritual individual quanto para um monge. Em suma, vida espiritual não depende da situação na qual a pessoa se encontra desde que ela se esforçe com o que tem e tenta seguir os ditados das escrituras, canta o Nome com fé e devoção e compreenda que tudo e todos nesse mundo são serventes eternos de Deus. Dessa forma, sem apego aos bens e membros familiares ela deve seguir tentando caminhar na estrada real do amor divino.

baladev b.

Srimad Bhagavad Gita, verso 39 Cap- 3

Srimad Bhagavad Gita, verso 39 Cap- 3, Bhagavan Sri Krishna instrui Arjun- Śloka 39
āvṛtam jñānam etena jñānino nitya-vairiṇā
kāma-rūpeṇa kaunteya duṣpūreṇānalena ca
Ó Arjuna, o verdadeiro conhecimento do sábio está coberto pelo inimigo eterno na forma da luxúria. Essa luxúria queima como o fogo, e jamais pode ser saciada.
Bhāvānuvāda
Realmente, a luxúria é ignorância para todas as entidades vivas, como Śrī Bhagavān está explicando neste verso começando com āvṛtam. O desejo de desfrutar dos objetos dos sentidos foram descritos como sendo um inimigo eterno. Então, ela deve ser destruída de todas as formas. Compreenda que a forma da luxúria significa que a ignorância não é diferente dela. Na verdade, é a ignorância que encobre a real natureza da entidade viva. Aqui, a palavra ca foi usada significando ‘assim como’. Justo como o fogo não pode ser saciado por colocar manteiga clarificada nele, similarmente, a luxúria não pode ser saciada por desfrutar dos objetos dos sentidos.
No Śrīmad Bhāgavatam (9.19.14) é dito: “O fogo não se sacia com a manteiga clarificada, muito pelo contrário, ele só aumenta. Similarmente, a sede de prazer sensual se intensifica mais e mais ao desfrutar dos objetos dos sentidos”.
Prakāśikā- vṛtti
A luxúria é a causa original da lamentação e aflição e tem sido comparada com o fogo:
kāmānalaṁ madhu-lavaiḥ śamayan durāpaiḥ
Śrīmad Bhāgavatam (7.9.25)
“A luxúria jamais pode ser saciada por desfrutar dos objetos dos sentidos. Ela é como o fogo que não pode ser extinguido por lhe adicionar gotas de mel na forma de uma satisfação momentânea.”
evaṁ gṛheṣv abhirato viṣayān vividhaiḥ sukhaiḥ
sevamāno na cātuṣyad ājya-stokair ivānalaḥ
Śrīmad Bhāgavatam (9.19.14)
“O sábio Saubhari Muni não foi capaz de obter paz por desfrutar profusamente dos objetos dos sentidos, justo como o fogo não pode ser apagado quando gotas de manteiga clarificada (ghee) são colocadas nele.”

Instruções dos Vedas sobre atividades ilícitas para diferentes níveis de seres humanos- do Jaiva Dharma Cap-10.

Instruções dos Vedas sobre atividades ilícitas para diferentes níveis de seres humanos- do Jaiva Dharma Cap-10.
Nyayaratna: Porque vocês (Vaishnavas) se opoem a aqueles que matam animais em sacrifício, sabendo que as escrituras suportam isto (oferenda de animais em sacrifício)?
Vaishnav das: As escrituras não tem intenção de instruir que os animais devem ser mortos. Os Vedas declaram: “ma himsyat sarvani bhutani- Ninguém deve cometer violência aos animais”. Esta declaração proibe qualquer violência contra animais. Até quando a natureza humana for influenciada pelos modos da paixão e ignorância, as pessoas serão espontaneamente dirigidas para a conexão ilícita com o sexo oposto, a comer carne e se intoxicar. Tais pessoas não pedem aos Vedas para sancionar suas atividades. O objetivo dos Vedas não é promover tais atividades, e sim refrea-las. Quando os seres humanos estão situados no modo da bondade, eles podem naturalmente parar com a matança de animais, com a indulgência sexual e com a intoxicação. Até que se chegue a este ponto, os Vedas prescrevem várias maneiras de controlar tais tendências. Por esta razão, os Vedas sancionam a associação com o sexo oposto através do casamento, a matança de animais através do sacrifício e o beber de vinho em algumas cerimônias particulares. Ao fazer tais coisas dessa maneira, estas tendências gradualmente diminuem na pessoa e ela eventualmente será capaz de abandona-las. Este é o verdadeiro objetivo dos Vedas. A conclusão Vaishnava sobre este tópico é que não há objeção que uma pessoa cuja natureza é dominada pela paixão e ignorância, mate animais (de acordo com as sanções-regras das escrituras). Porém, uma pessoa que está situada no modo da bondade não deve fazer isso, porque causar perturbações a outras entidades vivas é uma propensão animalesca.
Obs- Vemos que tanto alguns leigos Cristãos quanto alguns Vaishnavas se equivocam quanto a este tópico. Uns dizem que a matança de animais sem restrições (sem seguir as regras) é permitida nas escrituras, outros dizem que a matança de animais é totalmente proibida para todo tipo de pessoa. Ambos estão errados como constatamos no texto acima.

Antes que seja tarde

    Refletindo sobre o propósito da vida, veio a minha mente e também é suportado pelas escrituras santas que muitas vezes damos demasiada importância aos acontecimento mundanos bons e ruins que acontecem na nossa vida e que muitos de nós vamos enxergar esta realidade apenas pouco antes da morte, porque naquele momento do desencarne veremos que o que realmente importa nesta vida humana é o que fazemos em relação a Deus, qual serviço prestamos a Ele e como é a nossa fé e devoção por Ele. Veremos naquele momento, que todos estes acontecimento flutuantes desse mundo nos tomaram muito tempo e energia e fizeram com que esquecêssemos o verdadeiro objetivo da vida que é entender que essa é a natureza desse mundo e que isso deve ser subjugado pela visão espiritual de que somos alma espiritual e por natureza estamos além destas dualidades mundanas e é apenas quando entendemos isso e servimos ao Senhor que podemos acabar de vez com tais acontecimentos vacilantes para viver uma vida de paz e união deleitante constante com Deus em Pessoa até mesmo aqui na terra, e que isto está acima de todas esses acontecimentos insignificantes que agora damos tanto valor. Melhor é realizar este fato agora, porque pouco antes da morte não há tempo para mais nada além de lamentar o copo derramado e ter que sofrer as consequências disso em mais vidas futuras onde as mesmas coisas se passarão.

baladev das b.

As instruções de Shriman Mahaprabhu para Shri Raghunath

As instruções de Shriman Mahaprabhu para Shri Raghunath
“Não escute conversas mundanas e nem fale sobre notícias mundanas. Não coma comida muito sofisticadas e nem se vista com roupas opulentas”.
“Seja humilde, dê respeito aos outros e não espere nenhum respeito para si mesmo. Sempre cante o Nome de Deus e em seu coração sirva Shri Shri Radha-Krishna em Vraja”.
Quando Shri Raghunath recebeu estas instruções, ele então compreendeu que o amor divino nunca pode ser cultivado através de práticas materiais.
Seja humilde, respeitoso e tolerante como uma árvore.
Com seu corpo externo cante constantemente o Nome de Krishna e com seu corpo interno (espiritual), sirva Radha-Krishna.
Abandone comidas muito saborosas e roupas elegantes e mantenha seu corpo material apenas com o necessário
Aqueles que perambulam na sociedade visando satisfazer suas línguas, se tornam escravos dos genitais e do estômago e não conseguem o refúgio de Deus.
-- Sri Prem Vivarta

Um oceano de diferença

   O que as pessoas chamam de amor neste mundo é um sentimento que perdura apenas até o momento em que a pessoa supostamente amada não corresponde as expectativas e desejos ego-ístas do outro. Quando aquele que é supostamente amado procura por sua própria felicidade longe daquele que pensa o ter amado ou diverge de suas opiniões, a verdade aparece e o dito amor se transforma em ira justo como falado no Sri Bhagavad Gita. Este tipo de amor perdura apenas até quando a pessoa 'amada' corresponde aos desejos da outra, do contrário, perde-se o anterior sentimento de posse e consequentemente aquele dito amor é provado ser apenas algo egoísta onde o foco é o próprio desfrute pessoal. Mas, amor mesmo, incondicional, é aquele onde a pessoa que ama não apenas aceita a felicidade do outro mesmo ela escolhendo estar longe e ter suas próprias ideologias, mas também se sente feliz pelo outro apesar de algum sofrimento interior que ela possa vir a sentir. Assim, não existe e jamais existirá, algo mais elevado do que o amor a Pessoa de Deus, onde o amante se deleita ao aceitar o sofrimento que é estar longe de Deus, e faz tudo para agradá-Lo, quer Ele o abrace ou lhe dispense. Amor e desfrute então, são duas coisas opostas que aparentemente parecem ser similares, até que os testes aparecem e a verdade é revelada. A não ser que aprendemos esta arte de amar com a fonte de todo este amor puro incondicional que é Deus em Pessoa, será muito difícil para nós, compreender a diferença entre amor e desfrute pessoal.

baladev das